sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Dia a dia

Dois dias sem postar, muito embora passe mais tempo que isso. Vai muito da vontade, ou até mesmo da necessidade, ou, por que não, da falta de oportunidade?
Dia 25, quarta feira, aniversário de
Luh. Hum... fomos comemorar no bar. Teve de tudo: petiscos, cerveja e um senhor bolo de chocolate no final. Ainda hoje comi um pedaço. Uma delícia! Festejar é sempre bom, faz parte.
Ontem, dia 26, reunião para a preparação da confraternização do nosso
Movimento, que será no dia 05/12.
Hoje... Ah! Hoje é um dia muito especial, dia de
Nossa Senhora das Graças. Missa na Capela do Colégio Maria Tereza, das
Filhas da Caridade.
Marcadores: Aniversário, Cotidiano, Família, Focolares, Nossa Senhora
Escrito por
17:10.

terça-feira, 24 de novembro de 2009
Dias melhores
"O Momento Presente é um tema freqüente no cristianismo e nas grande religiões, assim como na filosofia e na sabedoria popular, pela consciência de que, no esforço de viver o momento presente - aparentemente tão insignificante e breve -, está escondido o segredo de uma vida tranqüila".Ontem, voltando para casa, ouvia no rádio do carro uma canção do Jota Quest: Dias Melhores. Diz a canção que vivemos esperando dias melhores. Dias de paz, dias a mais, dias que não deixaremos para trás; o dia em que seremos melhores em tudo: no amor na dor... Vivemos esperando o dia em que viveremos para sempre!
É verdade. Mas, enquanto estamos projetados no futuro e presos ao passado, esquecemos do presente, do momento presente. Estar no presente, vivê-lo a cada instante, é expressão da vontade de Deus a respeito de nossa vida, porque vivendo o momento presente, nós temos uma graça atual. A Virgem Maria viveu assim, realizando no dia a dia a vontade de Deus no momento presente. Ela como ninguém, soube vivê-lo em todas as etapas de sua vida.
E assim também viveram todos os santos, fazendo a vontade de Deus tal como ela se manifestava a cada momento, sem se deixar perturbar por contrariedades imprevistas. Porque os acontecimentos do presente são sinais da vontade ou da permissão de Deus, para o bem daqueles que O amam e O procuram.
Saibamos nós, a exemplos dos santos e de Maria Santíssima, viver com perfeição o momento presente realizando a vontade de Deus. Como disse Chiara Lubich:
"Quem vive o presente é paciente, perseverante, manso, é pobre de tudo, é puro, misericordioso, porque possui o amor na sua expressão mais alta e genuína; ama a Deus verdadeiramente, com todo o coração, a alma e as forças; é iluminado interiormente, é guiado pelo Espírito Santo e portanto não julga, não pensa mal, ama o próximo como a si mesmo, tem a força da loucura evangélica de apresentar a outra face, e caminhar por duas milhas... Muitas vezes encontra-se na posição de dar a César o que é de César, porque em muitos momentos deverá viver plenamente a sua vida como cidadão... e assim por diante. Quem vive o presente está em Cristo Verdade. E isto sacia a alma, que sempre anseia possuir tudo, em cada instante da sua vida.
Marcadores: Chiara Lubich, Momento presente, Santos, Virgem Maria
Escrito por
14:14.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Ditos populares

Minha mãe é a mulher dos ditados. Vez por outra, de acordo com a situação do momento, ela solta um. Daí acaba que a gente também se acostuma com isso e adquire o
dom, não na mesma proporção, claro; mas o suficiente para quebrar um galho.
Emprenhar pelos ouvidos. Outro dia falei numa comunidade e uma pessoa achou muito engraçado, disse que desconhecia. Trata-se da pessoa que acredita em tudo que se ouve falar por aí. Algo muito comum em tempos de internet.
Não gastar cêra com defunto que não cheira. Significa ignorar uma pessoa que não vale mais a pena investir nela. Esse resolvi colocar em prática desde ontem. Não significa, porém, que não o revogue, se se fizer necessário.
Gente grande de verdade, sabe que é pequeno. Essa frase acabei de ouvir no programa Papo Aberto da Canção Nova, dita por um grande filósofo:
Mário Sérgio Cortella. Foi uma coincidência, pois, ouvi-la, justamente no momento desta postagem.
A entrevista com este grande filósofo, foi bastante interessante e por que não dizer, divertida. Dentre tantas coisas que ele falou, consegui pescar duas frases, porque, ou eu prestava atenção na entrevista ou anotava as suas falas.
Cuidado com gente que acha ótimo tudo que vc faz;
Gente velha faz autópsia; gente idosa faz biópsia.
Bem, poderia ficar aqui com minhas tergiversações, colocar mais um monte de ditados, mas creio não ser necessário, uma vez que o recado foi dado. Mas vale um dica: aqui você vai encontrar um monte de
ditos populares ilustrados. Marcadores: Ditados
Escrito por
22:38.

domingo, 22 de novembro de 2009
Valeu Pe Tiaraju

Hoje me acordei pensando que era uma determinada hora e era outra. Depois que fui fazer o desjejum foi que descobri que estava duas horas adiantada. Mas aí não tinha mais jeito, fazer o quê? Era cedo para ter me levantado e tarde, para ir a Missa, que eu, consciente ou inconscientemente, já havia decidido que não iria.
Por um lado foi bom porque tive mais tempo para realizar as minhas tarefas domingueiras com mais tranquilidade; mas por outro fiquei travando uma luta interior entre ir ou não ir à Igreja, pois, devido aos últimos acontecimentos, não me achava merecedora de receber a Sagrada Eucaristia. Mas quanto eu estava enganada. Ainda bem que despertei e consegui vencer essa batalha, troquei de roupa e fui assistir a Missa do
CMT.
O
Pe Tiaraju é uma pessoa fantástica. Sempre que assisto às Missas celebradas por ele, saio mais revigorada. Não que as que ele celebra, sejam melhores, não! Missa é sempre Missa, independe de quem as celebra. O que diferencia é a homilia que ele faz, as suas exortações, as citações, seus conselhos, as injeções de ânimo. Ele sempre diz que devemos sim, melhorar, mas que não devemos forçar a nossa natureza nem sermos rigorosos com nós mesmos. Enfim, em seus sermões, ouvimos o que gostamos e, sobretudo, o que precisamos ouvir.
Valeu padre!
Marcadores: Eucaristia, Missa, Padre
Escrito por
19:50.

sábado, 21 de novembro de 2009
Que eu não pratique o mal
O mundo, cada vez mais agitado, está tornando a nossa vida cada vez mais difícil. Se não tivermos um pouco de equilíbrio seremos capazes de cometermos os atos mais vis. Ninguém pode dizer que jamais faria tal coisa ou que não cometeria qualquer ato de violência contra o outro, porque estamos, na maior parte do tempo, vivendo sob pressão e isso mina nossas forças, nossas energias. Se não estivermos atentos, vigilantes, poderemos surtar a qualquer momento. Basta um estopim para deflagrar um movimento, uma reação.
Infelizmente, um dia, isso acontece e aí ficamos perplexos porque descobrimos que somos tão desprezíveis quanto àqueles que tanto criticamos.
Jesus lhes disse ainda esta parábola a respeito de alguns que se vangloriavam como se fossem justos, e desprezavam os outros:
Subiram dois homens ao templo para orar. Um era fariseu; o outro, publicano. O fariseu, em pé, orava no seu interior desta forma: Graças te dou, ó Deus, que não sou como os demais homens: ladrões, injustos e adúlteros; nem como o publicano que está ali. Jejuo duas vezes na semana e pago o dízimo de todos os meus lucros. O publicano, porém, mantendo-se à distância, não ousava sequer levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador!
Meu Deus, quantas e quantas vezes não me comportei como aquele fariseu batendo no peito, cheia de orgulho e hoje me vejo como aquele publicano, suplicando a Sua Misericórdia, depois de descobrir que sou capaz de ofender a Jesus no meu irmão por causa de coisas tão pequenas?
Senhor, livra-nos do mal, livra-nos de praticar o mal.
Escrito por
20:16.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Pastores protestantes homossexuais vão se casar
"Fica a pergunta: será que as comunidades protestantes vão abrir as portas à homossexualidade, como fizeram os anglicanos que voltaram para a Igreja Católica"?O Jornal Folha de São Paulo, noticiou no dia 9 de novembro 2009, que os pastores Fábio Inácio de Souza, 30, e Marcos Gladstone, 33, vão assinar contrato de união estável no Rio de Janeiro. Eles já estão juntos há três anos, e agora vão assinar contrato de união estável no próximo dia 20, no Dia de Zumbi dos Palmares, porque, segundo eles, representa a luta contra o preconceito.
Dois dias após começarem o namoro, em 2006, eles fundaram a Igreja Cristã Contemporânea, hoje com três sedes e mais de 500 seguidores. A denominação tem como objetivo acolher o público gay que, segundo eles, não se sentia bem em outras igrejas.
Antes de conhecer Gladstone, Souza foi pastor da Igreja Universal do Reino de Deus e, por quatro anos, noivo de uma mulher. "Íamos nos casar, mas chegou um momento em que não pude mais me enganar. Quando resolvi assumir minha homossexualidade, tive que me afastar da igreja porque aquilo era visto como um pecado."
Os dois, que passarão a lua de mel na Costa do Sauípe, na Bahia, planejam adotar uma criança e querem todos os direitos que os casais heterossexuais têm. “Estamos construindo um patrimônio juntos", afirma Souza. Os dois esperam abrir caminho para novas uniões entre pastores evangélicos. Fica a pergunta: será que as comunidades protestantes vão abrir as portas à homossexualidade, como fizeram os anglicanos que voltaram para a Igreja Católica?
Fonte: CleofasMarcadores: Homossexualismo, Protestantismo
Escrito por
22:15.

A hora da Sacolinha

1. Apesar de a Igreja Católica ter quase o triplo de fiéis que as denominações evangélicas, o dinheiro que recolhe de contribuições é substancialmente menor. Esse dado aparece numa recém-concluída pesquisa nacional, realizada pelo Instituto Análise, que investigou a relação dos fiéis com suas igrejas. O resultado deixará a Igreja Católica preocupada. Primeiro, porque, enquanto 60% dos católicos declaram que doam algum dinheiro às suas paróquias, 78% dos evangélicos dizem que contribuem para os seus templos.
2. Mais importante do que isso, os evangélicos se dispõem a botar mais reais na sacolinha. Aos números: a Igreja Católica arrecada em média por mês cerca de 680 milhões de reais de seus fiéis, segundo a pesquisa. As diversas denominações evangélicas somadas recolhem 1,032 bilhão de reais a cada mês. Como se chega a esse total se o número de católicos é quase o triplo do de evangélicos? Simples, os evangélicos doam mais. Cada não pentecostal doa 36 reais por mês. Um pentecostal doa 31 reais. Já os católicos contribuem com 14 reais (os praticantes) e com 3 reais (os não praticantes).
Não sei se os dados conferem, mas a fonte está aqui.
Marcadores: Igreja Católica, Igrejas Protestantes
Escrito por
21:44.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Respondendo a algumas objeções protestantes
-
Os Evangelhos falam pouco de Nossa SenhoraUma objeção comum dos protestantes é de que o Novo Testamento pouco fala de Nossa Senhora. Logo, eles concluem que Maria Santíssima não tem tanta importância, pois se tivesse, as Epístolas dos Apóstolos com certeza ensinariam a respeito.
O fato do Novo Testamento, aparentemente, pouco falar de Nossa Senhora não significa muita coisa. Os Evangelhos apenas tratam da "Vida Pública" de Nosso Senhor, durante apenas 3 anos de sua vida. As Epístolas tratam da expansão da Igreja de Cristo.
Pelo raciocínio protestante, a chamada "vida oculta" de Nosso Senhor (até os 30 anos de idade) significaria que durante 30 anos de sua vida, Nosso Senhor não tinha muita importância...Ora, Jesus Cristo passou 30 anos com Nossa Senhora e só 3 anos com o resto da humanidade. Será que isso já não é sinal de que há muitas coisas que não conhecemos da vida de Nosso Senhor e de Nossa Senhora? "Há ainda muitas coisas feitas por Jesus, as quais, se se escrevessem uma por uma, creio que este mundo não poderia conter os livros que se deveriam escrever" (Jo 21,25).
Pois bem, já por aí se percebe a precipitação do raciocínio de alguns protestantes.
Agora podemos analisar se, de fato, os Evangelhos falam pouco de Nossa Senhora.
Os católicos conhecem a obra prima de Deus, que é Nossa Senhora, a criatura mais perfeita que foi criada, onde Deus escolheu como tabernáculo para si:
"Cristo, porém, apareceu como um pontífice dos bens futuros. Entrou no tabernáculo mais excelente e perfeito, não construído por mãos humanas, nem mesmo deste mundo" (Hebr 9, 12).Esse tarbenáculo mais excelente e perfeito foi saudado pelo Arcanjo S. Gabriel: "Ave, cheia de graça. O Senhor é convosco". Quanta grandeza apenas nessas palavras. Nossa Senhora tinha a graça de Deus e Deus era com Ela ainda antes da concepção...
Naquele momento se cumpria todas as profecias da vinda do Messias. Era o momento da encarnação do Verbo de Deus, onde tudo dependia de um consentimento de uma "virgem", o seu "sim" nos trouxe o Messias esperado.
A maneira da saudação angélica transparece a grandeza de Nossa Senhora, pois o Anjo a saúda com a "Ave, Cheia de Graça". Ele troca o nome "Maria" pela qualidade "Cheia de Graça", como Deus desejou chamá-la.
Ela era a criatura que havia "achado graça diante de Deus" e, por isso, foi escolhida como a Mãe Dele.
E continua o Arcanjo:
"Bendita sois vós entre as mulheres."Poucas palavras - e palavras tão simples - para mostrar o fato central do cristianismo: a encarnação do Verbo de Deus. Um fato esperado pelos séculos, cujo os profetas não viram... apesar de tanto terem desejado. Todas as profecias do Antigo Testamento inclinam-se diante dessas poucas palavras. Todo o Novo Evangelho é conseqüência dessa encarnação, e todo o Antigo Testamento era o prenúncio do que ocorria naquele momento, naquele pequeno cômodo da casa de Nazaré, onde uma Virgem recebia a visita de um enviado de Deus.
Que maravilha da graça se operava naquele momento, quando a Virgem Maria cooperava, pelo livre consentimento de sua fé, de sua virgindade, de sua humildade, para o mistério inicial do Cristianismo, coberta pela sombra do altíssimo, revestida do Espírito Santo, e concebendo, em seu seio virginal, o próprio Filho de Deus!
Logo em seguida, que culto já não lhe prestou a própria Santa Isabel quando a aclamou: "
Mãe de meu Senhor": "Donde me vem a dita que a Mãe de meu Senhor venha visitar-me?" (Lc 1, 43). E, no ventre de Santa Isabel, exultava S. João Batista ao ouvir a voz de Nossa Senhora.
Santa Isabel, repleta do Espírito Santo, exclama em alta voz, repetindo e completando as palavras do Anjo:
"Bendita sois vós entre todas as mulheres; bendito é o fruto do vosso ventre!".E a própria Nossa Senhora completa, inspirada pelo Espírito de Deus:
"De hoje em diante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque Aquele que é todo poderoso fez em mim grandes coisas!" (Lc 1, 48).Já na manjedoura os Reis Magos foram adorar o Menino-Deus "nos braços de Maria, sua mãe" (Mt 2, 11), como fazem todos os católicos do mundo inteiro.
E o velho Simeão, profetizando, associa a Virgem Mãe de Deus a todas as contradições a que estaria sujeito o seu Filho, e de modo particular ao gládio de dor que deverá uní-lo no grande suplício (Lc 2, 34).
E como poderia ser menor a grandeza Daquela que tinha autoridade sobre o próprio Deus, que a obedecia na intimidade do lar: "... mostrando-se submisso a ela em tudo" (Lc 2, 51).
Nas Bodas de Caná transparece de modo fulgurante o poder da Santíssima Virgem, que é capaz de "alterar" a hora de Deus, que a adianta pelo pedido de sua Mãe, fazendo o seu primeiro milagre e confirmando a fé em seus apóstolos, mudando a água em vinho (Jo 2, 1- 11).
É por isso que nos diz o Evangelho, narrando a grandeza de Maria Santíssima:
"Bem-aventurada as entranhas que te trouxeram e o seio que te amamentou" (Lc 11, 27).Eis o culto de Nossa Senhora fundado no Evangelho, dele dimanando como de sua "fonte divina", e dali se irradiando séculos afora. Eis o culto de Maria Santíssima, não escondido nas trevas, nem envolto no silêncio, mas divinamente proclamado à face do universo.
Os séculos ouvirão e compreenderão estes exemplos e lições evangélicas. E é para lhes corresponder que os cristãos de todos os tempos irão prostrar-se aos pés de Maria, implorando-lhe auxílio e proteção.
Os Evangelhos, afinal, falam pouco de Nossa Senhora? Só se déssemos primazia à quantidade em detrimento das palavras... Maior foi o milagre da encarnação do que todas as ressurreições operadas por Nosso Senhor Jesus Cristo. Se não houvesse a encarnação, não haveria a Redenção.
É certo que Nossa Senhora, durante toda a sua vida, procurou ficar no anonimato, escondida dos homens e amada por Deus.
Era tanto o esplendor da Santíssima Virgem que S. Dionísio, o areópagita, declara que teria considerado Maria como uma divindade, se a fé não lhe houvera ensinado ser ela a mais perfeita imagem que de si formara a Onipotência.
Santo Irineu dizia: "Os laços, pelos quais Eva se deixou acorrentar, por sua credulidade, Maria rompeu-os pela sua fé". Referindo-se, é claro, à passagem do Gênesis: "Ei de por inimizade entre ti e a mulher, entre sua raça (semente) e a tua; ela te esmagará a cabeça" (Gen 3, 15). O que Eva perdeu por orgulho, Nossa Senhora ganhou por humildade.
São tantos os mistérios da Maternidade de Maria Santíssima...É certo que os Evangelistas evitaram falar muito de Nossa Senhora, ou por pedido Dela, ou para evitar um culto equivocado à Mãe de Deus junto a um povo que era politeísta. Mas o pouco que falam, falam muito! Ela é verdadeiramente Mãe de um Deus que é Homem e de um Homem que é Deus. Ela é verdadeiramente nossa mãe quando, aos pés da cruz, Nosso Senhor a confiou a S. João. Ela é a onipotência suplicante que é capaz de mudar a "hora" de Deus. Ela é verdadeiramente Imaculada, isenta do Pecado Original, sendo o "tabernáculo" puríssimo que Deus escolheu para si.
Os evangelistas em suas liturgias, entretanto, muito falaram de Nossa Senhora, como veremos nos tópicos seguintes, que demonstram, inequivocamente, a grandeza do nome da Virgem de Nazaré, a Mãe de Deus, a Imaculada Conceição, a Onipotência suplicante, a Medianeira universal de todas as Graças, assunta ao Céu de corpo e alma, Rainha dos homens e dos anjos.
-
Os pretensos "irmãos de Jesus"Em diversos lugares, o Evangelho fala desses 'irmãos'. Assim, S. Marcos e S. Lucas referem que 'estando Jesus a falar, disse-lhe alguém: eis que estão lá fora tua mãe e teus irmãos que querem ver-te" (Mt 12, 46-47; Mc 3, 31-32; Lc 8, 19-20). S. João, por sua vez, fala de tais 'irmãos' (Jo 7, 1-10).
A bela objeção protestante apenas mostra uma ignorância da própria Bíblia que dizem conhecer...As línguas hebraica e aramaica não possuem palavras que traduzam o nosso 'primo' ou 'prima', e serve-se da palavra 'irmão' ou 'irmã'.
A palavra hebraica 'ha', e a aramaica 'aha', são empregadas para designar 'irmãos' ou 'irmãs' dos mesmo pai, não da mesma mãe (Gn 37, 16; 42, 15; 43, 5; 12, 8-14; 39, 15), sobrinhos, primos irmãos (1 Par 23, 21), e primos segundos (Lv 10, 4) - e até 'parentes' em geral (Job 19, 13-14; 42, 11).
Os trechos acima demonstram, inequivocamente, que a palavra 'irmão' era uma expressão genérica, geral.
Há muitos exemplos na Sagrada Escritura. Lê-se no Gêneses que 'Taré era pai de Abraão e de Harão, e que Harão gerou a Lot (Gn 11, 27), que, por conseguinte, vinha a ser sobrinho de Abraão. Contudo, no mesmo Gênesis, mais adiante, chama a Lot 'irmão de Abraão' (Gn 13, 3). 'Disse Abraão a Lot: nós somos irmãos" (Gn 14, 14)
Jacó se declara irmão de Labão, quando, na verdade, era filho de Rebeca, irmã de Labão (Gn 29, 12-15).
No Novo Testamento, fica claríssimo que os 'irmãos de Jesus' não eram filhos de Nossa Senhora.
Os supostos 'irmãos de Jesus' são indicados por S. Marcos: "Não é este o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão e não estão aqui conosco suas irmãs?"
Tiago e Judas, conforme afirma S. Lucas, eram filhos de Alfeu e Cleófas: 'Chamou Tiago, filho de Alfeu... e Judas, irmão de Tiago" (Lc 6, 15-16). E ainda: "Chamou Judas, irmão de Tiago" ( Lc 6, 16)
Quanto a 'José', S. Mateus diz que é irmão de Tiago: "Entre os quais estava... Maria, mãe de Tiago e de José" (Mt 27, 56).
Em S. Mateus se lê: "Estavam ali (no calvário), a observar de longe...., Maria Mágdala, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu". Essa Maria, mãe de Tiago e José, não é a esposa de S. José, mas de Cleofas, conforme S. João (19, 25). Era também a irmã de Nossa Senhora, como se lê em S. João (19, 25): "Estavam junto à Cruz de Jesus sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria (esposa) de Cleofas, e Maria de Mágadala".
Simão, irmão dos três outros, 'Tiago, José e Judas' são verdadeiramente irmãos entre si, filhos do mesmo pai e da mesma mãe. Alfeu (ou Cleophas) é o pai deles.
Da mesma forma, se Nossa Senhora tivesse outros filhos, ela não teria ficado aos cuidados de S. João Evangelista, que não era da família, mas com seu filho mais velho, segundo ordenava a Lei de Moisés.
Eis um dilema sem saída para os protestantes, pois os 'irmãos de Jesus' são filhos de Maria Cléofas e Alfeu.Também decorre uma pergunta: Por que nunca os evangelhos chamam os 'irmãos de Jesus' de 'filhos de Maria' ou de 'José', como fazem em relação à Nosso Senhor?E como, durante toda a vida da Sagrada Família, os número de seus membros é sempre três? A fuga para o Egito, a perda e o encontro no templo, etc...Desta forma, fica provado o equívoco levantado por alguns protestantes.
A perpétua virgindade da Santíssima Virgem
Desde o início do cristianismo Nossa Senhora era cultuada como "Áiepartenon", isto é, a "sempre Virgem".
A virgindade eterna de Maria é facilmente demonstrável, quer seja pela Sagrada Escritura ou pela Tradição, quer seja pela lógica.
O que devemos provar: a) Nossa Senhora era Virgem antes do parto; b) Nossa Senhora permaneceu Virgem durante o parto e c) Nossa Senhora permaneceu virgem após o parto.
Três asserções que vou provar aqui com a Bíblia na mão, e um pouco de lógica na cabeça. Aliás, a terceira já está provada pela própria explicação dos irmãos de Jesus. Todavia, vamos aprofundar mais um pouco a análise.
Nossa Senhora era Virgem antes do partoA primeira asserção é admitida pelos próprios protestantes, pois se encontra positivamente no Evangelho: "O Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma virgem desposada... e o nome da Virgem era Maria". (Luc. I, 26).
Mais positivo ainda é o testemunho da própria Virgem objetando ao anjo: "Como se fará isso, pois eu não conheço varão?". Nenhuma dúvida subsiste - Maria Santíssima era Virgem.
Nossa Senhora permaneceu Virgem durante o partoA segunda asserção, mostrando que a Mãe de Jesus ficou virgem no parto, pode deduzir-se dos mesmos textos. O que é concebido por milagre deve nascer por milagre; o nascimento é a conseqüência da concepção; sem esta conseqüência, o milagre seria incompleto. Em outras palavras, Deus teria operado um milagre incompleto ao desejar manter a virgindade de Nossa Senhora e não tendo levado essa promessa até o final. "Como se fará isso, pois eu não conheço varão?" "O Santo, que há de nascer de ti, será chamado Filho de Deus, porque a Deus nada é impossível" (Luc 1, 35). A Deus nada é impossível, a virgindade de Nossa Senhora seria preservada, mesmo ela "não conhecendo varão".
Continuamos na argumentação. O Evangelho nos mostra que Maria, tendo chegado ao termo ordinário da natureza, "deu à luz o seu filho. E estando ali, aconteceu completarem-se os dias em que devia dar à luz" (Luc. 1, 6).
Ora, "conceber" e "dar à luz" são dois termos de uma ação única. A mãe concebe, para dar à luz - é uma só ação: gerar filhos. O parto e a conceição são inseparavelmente ligados, sendo o primeiro o preço doloroso da segunda (perder a virgindade); sendo Maria Santíssima libertada da segunda parte, por meio do milagre de Deus, deve sê-lo da primeira, pois para Deus não é mais custoso fazer "nascer" virginalmente do que fazer "conceber" virginalmente.
Ademais, se a ação virginal havia começado, pela ação do Espírito Santo, Deus completaria essa ação no momento em que esta chegasse ao seu final. É uma conseqüência lógica e necessária, sob pena de negar o milagre completo de Deus manifestado em sua vontade e na resolução de Nossa Senhora de manter a virgindade.
A própria dúvida de Nossa Senhora em relação à concepção deixa claro a posição dela perante a virgindade: "Como se fará isso, pois eu não conheço varão?". O Anjo resolve o problema: "O Santo, que há de nascer de ti, será chamado Filho de Deus, porque a Deus nada é impossível" (Luc. 1, 35).
A conceição da Virgem Santíssima é, pois, obra do Espírito Santo: "O Espírito Santo descerá sobre ti e a virtude do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. E por isso mesmo o santo que há de nascer de ti será chamado Filho de Deus." (Luc. 1, 35).
"Conceber" Jesus e "dá-lo à luz" são, textual e literalmente, um só milagre, o milagre da encarnação. Separar estes dois termos, que o Evangelista resumiu de propósito numa única frase, é adulterar de maneira visível o texto e a significação da palavra de Deus.
Sendo Nossa Senhora virgem antes do parto, deve sê-lo também durante o parto, pois o milagre da encarnação é uno e completo. E isto é muito conforme à profecia: "uma virgem conceberá e dará à luz". É o próprio Evangelho que faz a aplicação desta profecia: "Ora, tudo aconteceu para que se cumprisse o que foi dito pelo Senhor, por meio do profeta" (Mat. 1, 22). Ou seja, conceber e dar à luz, virginalmente!
A Virgindade de Nossa Senhora antes e durante o parto é uma verdade que não se pode negar, senão espezinhando-se todas as regras da lógica e da hermenêutica. Deus quis manter a virgindade de Nossa Senhora antes e durante o parto, não o precisava, mas assim o fez.
Nossa Senhora permaneceu virgem após o parto
Sobre a virgindade de Nossa Senhora após o parto, já provamos anteriormente. Todavia, para dar mais realce à explicação, façamos um pequeno exercício de hermenêutica.
Quando Nossa Senhora afirma, categoricamente, "eu não conheço varão", ela não está dizendo que "até o momento eu não conheço", mas que ela, por opção pessoal, não "conhece varão", o que dá uma extensão geral à sua afirmação.
Segundo a tradição, Nossa Senhora havia feito um voto de castidade perpétua e assim o manteve, mesmo vivendo com S. José, como fica clara pela própria afirmação dela ("Eu não conheço varão"), quando já estava desposada de S. José.
Se não fosse propósito de Nossa Senhora manter a castidade perpétua, sua afirmação não teria propósito, pois o Anjo poderia lhe responder: "se ainda não conhece, conhecê-lo-á logo; não é José teu esposo? ". A sua afirmação só faz sentido, dentro do contexto, tendo Nossa Senhora feito o voto de castidade perpétua.
S. Marcos, na mesma linha, chama Jesus "O filho de Maria" - "uiós Marias" - (Marc. 6, 3), e não um dos filhos de Maria, como querendo mostrar que ele era o seu filho único.
Tudo isso ficará mais claro quando tratarmos da Imaculada Conceição segundo a Tradição, onde os evangelistas descrevem a virgindade perpétua de Maria Santíssima.
Desfazendo objeções protestante: "antes de coabitarem", "filho primogênito" e "não a conhecia até que ela desse à luz"
a) "antes de coabitarem"S. Mateus: "Maria, sua Mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, ela concebeu por virtude do Espírito Santo" (Mt 1, 18). Ora, "antes de coabitarem" significa apenas "antes de morarem juntos na mesma casa". Isso aconteceu quando "José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa (Maria)"(Mt 1, 24)
b) "filho primogênito"S. Lucas: "Maria deu à luz o seu filho primogênito" (Lc 2, 7). Explicação: É errado concluir que devia seguir o segundo filho. A lei de mosaica exige que todo o primogênito seja consagrado a Deus, quer seja filho único ou não: "Consagrar-me-ás todo o primogênito (primeiro gerando) entre os israelitas, tanto homem como animal: ele é meu" (Ex 13, 2). Um exemplo elucidativo encontrado no Egito, retirado de uma inscrição judaica: "Arisoné entre as dores do parto morreu ao dar à luz seu filho primogênito". Ou no Êxodo, quando Deus disse: "Todo o primogênito na terra do Egito morrerá" (Ex 11, 5). E assim aconteceu. "Não havia casa em que não houvesse um morto" (Ex 11, 30). Necessariamente, havia, como em todos os países, casais de um só filho; por exemplo, todos os que se tinham casado nos últimos anos...
Depois, em outro trecho, Deus ordena: "contar todos os primogênitos masculinos dos filhos de Israel, da idade de um mês para cima" (Num 3, 40). Ora, se há primogênito de um mês de idade, como é que se pode exigir que, para haver primeiro, haja um segundo?
Logo, há primogênito sem que haja, necessariamente, um segundo filho.
A primogenitura era um título de dignidade e de honra entre os Judeus. Geralmente, o filho, primeiro, tinha direito a certos privilégios, como os de herdeiro etc, ficando sujeito a certas obrigações, como vemos na Bíblia. (Lc 2, 23)
É, portanto, de propósito e com razão que o Evangelista chama Jesus: "primogênito" - "ton protótokon". Designa-o, deste modo, como herdeiro de David, como tendo um direito privilegiado sobre esta herança (cf Gen 10, 15 - 21, 12).
E é isso que se pode verificar na apresentação de Jesus no templo: "Depois que foram concluídos os dias da purificação de Maria, segundo a lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para o apresentarem ao Senhor: Todo o varão primogênito será consagrado ao Senhor" (Lc 2, 22)
Essa passagem é muito clara e resolve de uma vez a discussão sobre a "primogenitura" de Nosso Senhor, pois a apresentação no templo ocorreu apenas 40 dias após o seu nascimento, como filho único de Nossa Senhora.
c) "não a conhecia até que ela desse à luz"Em algumas traduções, aparece em S. Mateus: "José não conheceu Maria (= não teve relações com ela) até que ela desse à luz um filho (Jesus)". (Mt 1, 25). Explicação: Seria errado insinuar que depois daquele "até" José devia "conhecer" Maria". "Até", na linguagem bíblica, refere-se apenas ao passado. Exemplo: "Micol, filha de Saul, não teve filhos até ao dia de sua morte" (II Sam 6, 23). Ou então, falando Deus a Jacob do alto da escada que este vira em sonhos, disse-lhe: "Não te abandonarei, enquanto não se cumprir tudo o que disse" (Gen 28, 15). Quererá isso dizer que Deus o abandonaria depois? Em outra passagem, Nosso Senhor diz aos seus Apóstolos: "Eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos" (Mt 28, 20).
Ora, o texto sagrado deixa claro que a palavra "até" é um reforço do milagre operado, a saber, a encarnação do verbo por obra do Espírito Santo, e não por obra de um homem (S. José).
Fonte: LepantoMarcadores: Anjo, Evangelho, Jesus, Nossa Senhora
Escrito por
21:23.

terça-feira, 17 de novembro de 2009
Você acredita em tudo que lê na internet?

A internet, sem sombra de dúvida, é uma poderosíssima ferramenta que está ao alcance senão de todos, mas de uma grande maioria. Basta um clique e um leque de possibilidades se abre numa velocidade antes inimaginável.
Mas, como cautela e canja de galinha não faz mal a ninguém, é bom ficar de ouvidos e olhos bem abertos, para não se dar crédito a tudo o que se vê e se lê. É preciso um pouco de senso crítico, afinal são muitas e muitas informações que trafegam todos os dias pela rede e a quantidade de lixo produzido também tem que ser levado em consideração.
Tal qual pragas, os boatos, lendas, falsos vírus e meias verdades, enchem as nossas caixas de mensagens quase que diariamente. São as chamadas pulhas virtuais. Quem nunca as recebeu??? Mas, infelizmente, muitas pessoas não se dão ao trabalho - seja por preguiça ou má vontade- de averiguar a fonte da informação para saber se a mesma é confiável; pelo contrário, tratam logo de disseminá-las como se fossem verdades absolutas.
Dentre essas "verdades absolutas", há uma que vem circulando ultimamente e que resolvi pesquisar a fundo. Pude perceber que todo ano ela se repete e, numa busca mais apurada, pude notar também as milhares de postagens publicadas em sites e até em comunidades, sem um mínimo de critério e sem uma única fonte confiável que pudesse dar crédito à notícia. Por mais que eu pesquisasse, por mais que procurasse uma fonte confiável que me levasse à fonte principal, não consegui. Pois bem: a notícia que todos os anos circula na internet é a do famigerado Calendário Vaticano. Ninguém até hoje provou que esses modelos são, de fato, padres. O que se pode concluir na realidade é que são modelos vestidos de padres e não padres posando de modelos. E assim, entra ano e sai ano, os otários continuam acreditando nessa farsa, e o que é pior, condenando a Igreja, uma instituição bimilenar, que nada tem a ver com tudo isso, apenas teve seu nome usado para atrair a atenção de todos.
Este é o único site onde está hospedada todas as fotos e que é dado como oficial, mas, como se pode observar, nada tem a ver com o site da Santa Sé. Não é preciso ser um Sherlock para se concluir que (até que se prove o contrário) a notícia é falsa. Mas os incautos, na sanha de atacar e denegrir a Igreja resvalam sempre no mesmo erro; o que é uma pena.Essas e outras informações falsas continuarão a circular impunemente pela internet e não há muito o que se possa fazer sobre isso, a não ser alertar os desavisados para que, antes de repassar o que recebeu como verdade absoluta, seja mais criterioso e pesquise. Só depois que obtiver uma fonte segura, então publique. Com esses cuidados evitarão a propagação dos lixos virtuais que em nada acrescenta, pelo contrário, só faz aumentar a sua ignorância e a de muitos.
Marcadores: Boatos, Internet, Mentiras
Escrito por
00:48.

sábado, 14 de novembro de 2009
Resposta a Dave Hunt
Dave HuntUm dos métodos apologéticos que mais me tem facilitado o trabalho - na medida de minhas possibilidades - é extrair citações de autores anticatólicos (como Daniel Sapia, Jack T. Chick etc.) e oferecer-lhes uma resposta concisa, bíblica e cristã, seguindo uma ordem e um sistema.
Os assuntos abordados por estes autores percorrem muitas áreas da doutrina cristã, discutindo pontos de interpretação bíblica que dão origem a discordâncias entre a doutrina católica e as doutrinas protestantes.
No entanto, já há algum tempo, está na moda entre os anticatólicos ATACAR a Igreja Católica por outros flancos, não relacionados com a doutrina que ela ensina, mas com AÇÕES que ela realiza como Instituição: o Papa como sucessor de São Pedro e chefe visível da Igreja ou alguns fiéis católicos individualmente.Estas ações que criticam são várias e, em certas ocasiões, ridículas como fundamento para o ataque de quem as invoca. Basta citar o uso da cruz invertida, que no sentido cristão significa a cruz de São Pedro e que (unicamente) alguns anticatólicos enxergam como símbolo satânico, e, quando não, acusam os católicos da única Igreja, que é UNA, SANTA, CATÓLICA E APOSTÓLICA, de louvar ao criatura no lugar do Criador.Neste artigo, o autor enfoca aspectos mistos (doutrina e ações) e que, sobretudo, se relacionam ao
ECUMENISMO que a Igreja Católica vem buscando há algumas décadas, desde que o Concílio Vaticano II abriu o caminho do diálogo interreligioso e da unidade entre os cristãos.
Não me surpreende que existam pessoas que resistam desesperadamente às tentativas de união fomentadas pela Igreja Católica. O que me surpreende é a série de razões, ou melhor dizendo,
supostas razões, com as quais acreditam justificar o seu antiecumenismo, propiciando a separação, divisão e ÓDIO entre os próprios cristãos.Por isso, responderei e comentarei um artigo assinado pelo anticatólico Dave Hunt[1], patrocinado por antiecumênicos de língua espanhola.
Para começar, a linguagem da introdução possui um tom sensacionalista. Me faz recordar numerosos discursos de líderes políticos ao povo, com a finalidade de colocá-lo de prontidão. Faz lembrar George Bush advertindo "do perigo terrorista contra os Estados Unidos" ou Fidel Castro avisando que "os norte-americanos querem invadir a nossa ilha". Isto provoca tensão no leitor, que espera que o autor lhe informe salvificamente da "terrível ameaça" que está por vir. Sendo Hunt um autor protestante, compreendo que quando diz "igreja" quer dizer "Igreja Cristã", ou melhor dizendo, aquilo que os protestantes entendem por "Igreja Cristã". Primeiro erro: o argumento de Hunt é totalmente ANTIBÍBLICO - a Igreja de Cristo (inclusive como a concebem os protestantes) NÃO PODE CAIR EM APOSTASIA e não pode ser EXTINTA. Cristo prometeu que as portas do inferno (por mais fortes que sejam) não prevalecerão sobre a Sua Igreja (Mateus 16,18) e prometeu estar com os Seus Apóstolos TODOS OS DIAS até o fim do mundo (Mateus 28,20). Ou um ou outro: ou Hunt não crê nas promessas de Cristo ou nem sequer as conhece!Antes de apontar a [igreja] acusada, Hunt PREPARA o leitor para que, desde logo, tenha uma má referência dela. Observemos os adjetivos: "a mais perigosa" e "horrenda". Uma seita "maior que todas juntas" não pode, certamente, ser colocada no mesmo saco que as outras. Deve possuir uma importância considerável e, como tal, não poder ser "uma a mais" na "lista de seitas". Hunt não apresenta esta "lista de seitas". Limita-se a nos dizer que "os evangélicos a elaboraram" e, assim, temos que nos conformar com essa sua informação não provada.É necessário ressaltar que o sr. Hunt possui um jeito POUCO SÉRIO de enfocar as coisas e de falar mal das outras confissões: quando Hunt quis informar o leitor sobre o que É UMA SEITA, citou um autor. Agora, porém, nos afirma sem qualquer referência bibliográfica, que houve "milhões de mártires assassinados por Roma". Por "Roma", Hunt identifica a Igreja Católica e nos vem dizer que ela "assassinou milhões", sem sustentar sua afirmação com uma mínima referência. Para um grande investigador, não custa torcer o nariz para semelhante imprecisão.Para ver o artigo na íntegra, acesse o site Veritatis Splendor. Mas, aqui segue duas de suas pérolas. Não só nelas, mas em todas as sua ignomínias, ele é desmacarado; não somente através de documentos da Igrejas, mas, principalmente, nas Sagradas Escrituras. (todos os grifos são meus)
- Quão trágico é admitir que os católicos são cristãos! Muitos evangélicos têm acreditado na mentira de que os católicos romanos crêem e praticam algumas doutrinas periféricas que os diferem dos protestantes, mas que não lhes afeta a salvação.Nós, católicos, somos cristãos e certamente não dependemos do sr. Hunt para nos considerarmos cristãos. Ao sr. Hunt (e muitos protestantes cabeças-ôcas) parece-lhe trágico admitir, assim como em seu tempo pareceu trágico a Ário ver que o Arianismo não "pegava"; como também pareceu trágico a Valdo ver que suas doutrinas não eram aceitas pela Catolicidade; como ainda a Lutero e Calvino lhes pareceu trágico perceber que suas doutrinas davam origem a divisão, confusão e heresias.
Nada disso é culpa dos fiéis católicos!
- Os católicos romanos, da mesma forma que os membros de outras seitas, necessitam ser tratados com compaixão, advertindo-os das mentiras de sua seita e apresentando-lhes o verdadeiro evangelho que pode salvá-los.
Enquanto católicos romanos, estejamos firmes naquilo que cremos. As opiniões pessoais são mentira ou não representam a doutrina católica. Não serão pedra de tropeço.
Por outro lado, numerosos apologistas católicos advogam a mesma atitude: tratar os protestantes com compaixão, fazendo-os ver que Cristo fundou apenas uma Igreja, contra a qual as portas do inferno e da DIVISÃO nada podem fazer.
Encerrada a resposta, eu, pelo menos, não encontro em Hunt razões suficientemente sólidas para erguer uma barreira entre católicos e protestantes, impedindo a união ecumênica.
"E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim; para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste" (João 17,20-21).
Jesús Hernández
Tradução: Carlos Martins Nabeto
Fonte: Lux Domini
-----
Nota:
[1] Dave Hunt é o autor, entre outras obras, do fantasioso livro "Uma Mulher Montada sobre a Besta", em que acusa de maneira prepotente a Igreja Católica de ser "a grande prostituta do livro de Apocalipse, capítulo 17" e oferece uma série de acusações anticatólicas carentes de documentação.Marcadores: Mentiras Protestantes, Protestantismo
Escrito por
20:11.

domingo, 8 de novembro de 2009
A inconstitucionalidade do PLC 122, que criminaliza a chamda "homofobia", fere com chaga mortal os princípios da isonomia (todos são iguais perante a lei), liberdade de consciência, livre expressão do pensamento e crença religiosa, bem ainda, em contrariedade aos diversos pareceres jurídicos apresentados ao Senado, que apontaram erros grosseiros de técnica legislativa além de outras incongruências, como desproporção nas penas aplicadas e utilização de termos vagos (preconceito de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero?). Liberdade de Expressão
Quarta-feira de manhã fui informado sobre uma enquete do Senado sobre o PLC 122. Embora esse projeto, aprovado maliciosamente na Câmara dos Deputados no final de 2006, estabeleça, em nome dos direitos humanos, a opressão dos ativistas homossexuais sobre a sociedade, o Senado se limitou a fazer uma pergunta totalmente mascarada para sua enquete: “Você é a favor do PLC 122/06, que torna crime o preconceito contra homossexuais?”
A enquete não explica para os internautas que os militantes gays veem como “preconceito” toda opinião médica, filosófica, moral ou religiosa contra o homossexualismo. A enquete também não revela para os votantes que toda manifestação contra o homossexualismo é considerada crime pelo PLC 122. Pregações contra o homossexualismo caem nessa categoria, e mesmo sem nenhuma lei semelhante ao PLC 122, pastores e padres já estão sendo ameaçados no Brasil.
A pergunta mais justa na enquete seria: “Você é a favor do PLC 122/06, que torna crime o direito de livre expressão contra o homossexualismo?” Mas longe do Senado ser acusado de justiça!
Mesmo assim, passei a quarta-feira (4 de novembro) incentivando as pessoas a votar na enquete e, se eu cresse em assombração, eu não teria escolha: havia fantasmas na enquete! De manhã, quando o “não” ao nocivo projeto subiu, a enquete saiu inexplicavelmente do ar. Quando voltou ao ar, lá estava o “sim” vencendo. De tarde, a mesma assombração.
Depois de uma nova virada do “Não” na quinta e sexta-feira, atingindo o placar de 62% contra o PLC 122 e 38% a favor, o site do Senado tirou a enquete do ar e divulgou um comunicado:
Com participação recorde de internautas, a enquete colocada no ar pela Agência Senado e pela Secretaria de Pesquisas e Opinião Pública (Sepop) saiu do ar, momentaneamente, por problemas técnicos. Até o final da manhã desta sexta-feira (6), a pergunta “Você é a favor do PLC 122/06, que torna crime o preconceito contra homossexuais?” já tinha recebido mais de 500 mil respostas. Desde o início das votações, as opções “sim” e “não” se revezaram na dianteira, e a enquete segue equilibrada.
A enquete voltará ao ar ainda hoje, com aprimoramento do sistema de segurança. Os técnicos da Sepop investigam a possibilidade de burla no sistema. O resultado final será conhecido no fim do mês de novembro. As enquetes pela internet não utilizam métodos científicos, apenas colocam os temas em debate.
Fonte: Agência Senado
A enquete do
Senado voltou ao ar por uns poucos minutos da sexta-feira, e depois desapareceu completamente, levando a pique a última contagem de 58% contra o PLC 122 e 42% a favor.
A verdade é que, com ou sem enquete, os fantasmas da homossexualização estatal, que aprovaram o PLC 122 na Câmara dos Deputados, estão prontos para intervir contra o direito de livre expressão contra o homossexualismo, seja no governo, nas escolas, na sociedade e até mesmo nas igrejas.
Marcadores: Enquete, Homossexualismo, PL 122, Senado
Escrito por
22:39.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Ave Maria

Esta oração é bem antiga. Lembro-me, quando ainda era criança, escutava-a na rádio. Depois de muito tempo, voltei a ouví-la, então gravei e copiei, mas a cópia e a gravação se perderam. Recentemente voltei a ouví-la novamente e isso me trouxe boas recordações. Sempre que possível escuto a Ave Maria nas rádios, que graças a Deus, ainda divulgam esta bela oração, que o tempo não conseguiu apagar da memória daqueles que ainda amam a Mãe Santíssima. Dentre as que ouço nas emissoras, creio que esta é a mais antiga e também, penso eu, que seja a única recitada.
Ei-la:
Ave Maria
Rainha pura e ditosa dos homens pecadores
Santa radiosa dos céus.
hora doce e emocionante
Entre o dia que morre e a noite que surge.
As criaturas perdidas na inquietação que invade a Terra,
Olham o firmamento ansiosas pela luz das estrelas
Que começam a invadir a imensidade
Ave Maria
Paz e recolhimento para os Espíritos
Conforto e esperança para as almas
O homem dobra os joelhos, abranda a sua ira, esquece os seus sofrimentos
E abre o seu coração nesta hora terna de piedade e de recolhimento
O seu pensamento voa para o céu
Qual gigantesco pássaro audacioso
Que soltasse na amplidão as suas asas douradas
Ave Maria
As catedrais e as capelas humildes entoam ao mesmo tempo a sua oração
Qual o bronze secular que cobre de sons divinos
Enchendo o espaço de harmonias nefáveis
Ave Maria
Hora da prece e do perdão
Hora dos fidalgos e dos plebeus
Hora dos cristãos de todas as idades e dos filhos de Deus de ambos os hemisférios
Ave Maria
Hora grandiosa de Deus
Traço de união divina entre a criatura e o criador
Hora mágica da humanidade
Que abre um dourado caminho de luz
Entre a Terra angustiada e o Céu bendito
Ave Maria...
Marcadores: Ave Maria
Escrito por
23:21.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Pela Liberdade de Expressão, vote "NÃO".

O site do Senado Federal está fezando uma pesquisa, com a pergunta sobre a aprovação ou não do PLC 122. Se vc é contrário a este Projeto de Lei, vote "NÃO".
Os homossexuais estão votando em massa, pelo "SIM".
Para votar clique neste link do
SENADO e procure a enquete ao lado direito da página e vote no
NÃO.
Sabemos que este projeto de lei, se aprovado, vai colocar os homossexuais num patamar acima dos demais cidadãos e colocará em cada boca, uma mordaça.Essa pesquisa, se for positiva será uma forma de a mídia, as entidades gays e outros órgãos pressionarem os senadores a votarem favorável a
este maldito Projeto de Lei.
Pela Liberdade de Expressão, vote "NÃO" na pesquisa feita pelo Senado.
No site
JÚLIO SEVERO há um vídeo chamado
“Ditadura gay às portas do Brasil”, que mostra a grave ameaça do PLC 122 para toda a população do Brasil.
Se você quer entender o que é o PLC 122, siga este link:
Ameaça sobre o Brasil...Marcadores: Homossexualismo, PL 122
Escrito por
16:24.

domingo, 1 de novembro de 2009
Solenidade de todos os Santos
"Ser santo é viver o batismo através de gestos concretos de promoção da justiça e da paz, mesmo que isso nos leve a beber o cálice que Jesus, na agonia no horto das oliveiras, pediu ao Pai que afastasse, mas logo acrescentou; “... não se faça o que eu quero, mas, sim, o que tu queres.” Ser santo é colocar em prática o conselho mariano: “Faz tudo o que ele mandar”. Ser santo é deixar-se conduzir por Deus, plenamente"!
No Evangelho Jesus nos fala das bem-aventuranças, da sorte daqueles que vivem, que praticam sua palavra. Ele identifica essas pessoas como pobres em espírito e perseguidas por causa da justiça. Ele diz que delas é o reino do céu. Jesus constata que elas, onde estejam, já vivem e já realizam o Reino.
Mas quem são pobres em espírito de que fala Jesus? São aqueles que abriram mão de bens deste mundo para poderem construir uma nova sociedade, de acordo com o projeto de Deus. Uma sociedade de justiça, de partilha, de paz.
Quem são os perseguidos por causa da justiça?
São esses pobres que fizeram opção por uma sociedade justa, fraterna, caracterizada pela partilha e comunhão de bens. São perseguidos porque esse modo livre de viver não é suportado por aqueles que são escravos dos bens materiais, do poder econômico, da divisão em classes sociais, que não acreditam em um outro mundo, mas que aqui na terra têm o seu paraíso.
Os santos são esses cidadãos que trabalham pela realização do Reino, já aqui neste mundo. Por isso são rechaçados, martirizados, desprezado pelos filhos deste mundo que, naturalmente, não podem se identificar com eles. Por isso, São João na segunda leitura de hoje nos diz que “Por isso o mundo não nos conhece...” Mais adiante do trecho escolhido para a liturgia de hoje, São João nos diz que “aquele que pratica a justiça é justo, como também Jesus é justo”. E Jesus é o Santo, por excelência! Portanto se praticamos a justiça, assemelhamo-nos a ele, o Santo e, consequentemente, somos santos.
Contudo, sabemos que no dia a dia, não é fácil viver a santidade. Vários fatores corroboram para isso. Desde a atitude desafiadora da sociedade paganizada, de estruturas tirânicas, passando por nossa fragilidade e caminhando em meio a atitudes agressivas de muitos de nossos contemporâneos, temos a experiência, muitas vezes amarga, de como é difícil ser santo. Para nos encorajar, nos dar alento na luta pela santidade, a liturgia nos oferece a leitura do Apocalipse, livro que foi escrito com o objetivo de nos animar dentro desse ambiente opressor.
O versículo 14 dá a chave para a manutenção da luta: “Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do cordeiro.” Deus, que desde o Antigo Testamento, defendeu o povo judeu oprimido pelos egípcios, libertando-os da escravidão, também agora, através de Jesus Cristo, nos livra da opressão e nos liberta, para sempre, do mal. Não significa que não teremos adversidades, mas que seremos libertos, salvos, dentro delas. Deus não nos livra dos sofrimentos, mas nos liberta nos sofrimentos.
Pe. Cesar Augusto dos Santos, S.J.
ORAÇÃO À TODOS OS SANTOSÓ Deus, Concedei-nos, pelas preces dos Santos, A quem destes perseverar na imitação de Cristo pobre e humilde, Seguir a nossa vocação com fidelidade. E chegar àquela perfeição que nos propusestes em Vosso Filho. Que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo
Amém.
Marcadores: Igreja, Santos
Escrito por
16:30.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Se ser gay fosse bom...

"Se a condição de ser gay fosse boa e normal, haveria tanta necessidade de propaganda cor de rosa apregoando algo que já é bom por natureza? Se ser gay fosse bom todos estariam satisfeitos em suas vidas e pouco lhes afetaria alguém discordar de seu modus vivendi". Recentemente, tomei conhecimento que uma pessoa de meu círculo familiar possui distúrbios sexuais, o que o conduz à pratica de sexo com pessoas do mesmo sexo. Mais precisamente, meu filho.
Desde então, venho estudando o assunto com grande afinco. Qualquer comentário mais técnico que aqui registrasse seria inútil, presumo, diante de tanta certeza que emana dos comentários dos gays que defendem suas razões de forma… talvez um tanto enfática demais diante de tanta ausência de razão concreta que lhes dê guarida. Percebe-se, pelos enunciados, total ausência de razão e, em caminho diverso, a libertação de instintos meramente animalescos.
O homem gay ou mulher lésbica possuem cérebro em estado dormente. Seu cérebro foi substituido pelos órgãos genitais e o prazer momentâneo que eles produzem. Em paralelo a esse prazer rápido, acoplou-se a industria gay: roupas, viagens, jeito de ser gay e tudo aquilo que pode proporcionar uma boa renda em função de uma evidente disfunção do ser humano que se presta a esse espetáculo. Sempre haverá quem tira proveito de uma situação ruim. Gays e lésbicas à parte, não percebem que sua “liberdade” representa nada menos que seu próprio encarceramento diante do rótulo “uma vez gay ou lesbica, NUNCA MAIS SERÁ OUTRA COISA”.
Ficar à mercê desse cativeiro de solo muito raso, talvez seja esperar muito pouco da vida e não acreditar em si como um todo muito mais avançado. Apregoamos que podemos melhorar e mudar em tudo: aparência, jeito de ser, deixar de beber, cirurgia para redução de estômago para deixar de ser gordo, cirurgia plástica para corrigir a genética, melhorar nossa performance para ser mais atraente (nem que seja quase um milagre), alisar os cabelos (que geneticamente são crespos e eu não gosto), malhar para ficar mais bonito, fazer terapia para deixar de lado nossos medos, timidez ou simplesmente deixar de ser “babaca e acreditar em tudo que lhe dizem”, e por aí vai.
Mas tentar deixar de forçar a natureza ao sexo desajeitado (a dinâmica de dois pênis não ajuda, então o recurso é aquele deplorável, onde um se presta sempre ao papel de mulher e outro de homem), isso não pode. Os “mestrandos e doutores” gays e lésbicas concluiram que o mundo é tolo e preconceituoso.
Na verdade, nunca pararam para pensar que, diante de sua própria incapacidade de deixar essa anomalia, acabaram por criar o cativeiro para quem quer sair. Criaram o preconceito àqueles que desejam sair disso. Não importam as razões. Assim como querem ser gays e lésbicas, seria bem mais democrático deixar os outros fazerem o que melhor lhes aprouver, na mesma via em que pegam o megafone e bradam que o mundo os deixe livres para transar com homens ou mulheres. É bem democrática a proposta! Vamos então tentar ser democráticos também? É o primeiro passo para alcançarem o respeito que tanto querem.
Por outra via, não precisa de muito esforço mental também para perceber quanto ódio, rancor e mágoa gays/lesbicas carregam e atiram com rapidez no primeiro que encontram em suas frentes que “ousa” discordar de suas convicções. Estou equivocada?
Vem a grande questão: esse caminho não vale a pena ser repensado (mesmo que seja difícil, pois não é uma escolha) e redirecionado para uma vida normal? Se a condição fosse boa e normal, haveria tanta necessidade de propaganda cor de rosa apregoando algo que já é bom por natureza? Ou haveria tanto ódio embutido em ações e palavras, senhores? A razão nos aponta que quilo que é bom não necessita de propaganda e discursos tão “efusivos” em sua defesa.
Aos pais que procuram entender e aceitar essa condição em seus filhos, levo a seguinte mensagem: senhores, isso não é normal, e talvez os senhores tenham anuido, pois são fracos demais para continuar persistindo e ensinando esses “moleques idiotas e arrogantes” que o mundo já foi inventado há muito tempo. Essa anomalia já vem desde os tempos da criação e o que eles querem, simplesmente (já que não têm mais com o que se rebelarem), é passar um atestado de incompetência a si mesmos, por não saberem lutar por uma vida realmente boa, digna e com resultados bem positivos.
A vida já foi inventada, rapaziada. Menos alarido, mais estudo e se olhem melhor no espelho: vocês merecem tudo de bom na vida, pensem a respeito e se libertem desse rótulo que vocês são incompetentes e sempre serão gays, pois não vão conseguir sair disso nunca. Quem lhes dá a certeza?
Concluo que, se ser gay fosse bom todos estariam satisfeitos em suas vidas e pouco lhes afetaria alguém discordar de seu modus vivendi.
Boa sorte.
Comentário de uma leitora a respeito da polêmica sobre a psicóloga Rozangela Justino, no blog
Jornada CristãMarcadores: Gay, Homossexualismo, Liberdade, Preconceito, Sexualidade, Ódio
Escrito por
23:43.

Como pode ser Pedro a Pedra?

Como Pedro pode ser a pedra mencionada em Mateus 16,18 quando Paulo, em 1Coríntios 10,4, diz que a pedra era Cristo?
Apenas porque um símbolo é usado de uma forma particular em uma passagem não significa que ele não possa ser usado diferentemente em outra. Abraão é chamado "pedra" em Isaías 51,1, mas em 1Coríntios 10,4, Cristo é a "pedra". Jesus diz que Ele mesmo é "a luz do mundo" (João 8,12), mas no Sermão da Montanha Ele usa a mesma imagem para indicar os seus discípulos (Mateus 5,14).
Em 1Coríntios 3,11, Paulo diz: "Ninguém pode colocar outro fundamento diferente daquele que já está colocado: Jesus Cristo". Mas em Efésios 2,19-20, Paulo diz que a Casa de Deus, a Igreja, foi construída sobre "o fundamento dos Apóstolos e dos Profetas, com o próprio Cristo Jesus como pedra angular".
Em João 10,11, Jesus chama a si mesmo de "Bom Pastor", mas no final do Evangelho de João Ele confia a Pedro o Seu rebanho, implicando que Pedro também é Pastor (João 21,15-17). O mesmo vale para Atos 20,28, onde Paulo, dirigindo-se aos líderes da Igreja de Éfeso, pede que pastoreiem o rebanho de Deus.
O princípio que ocorre em cada uma dessas passagens permite que outras pessoas compartilhem da obra de Cristo de uma maneira particular. Cristo é o fundamento primário da Igreja, porém os Apóstolos compartilham disto; Jesus é o Pastor da Igreja, mas os Apóstolos e seus sucessores também são pastores de um modo secundário (Efésios 4,11; 1Pedro 5,2-4).
Assim, o fato de Jesus ter constituído Pedro como a pedra terrestre sobre a qual a Igreja seria fundada não contradiz o fato de que Cristo é a derradeira Pedra celestial. A solidez da "pedra" de Pedro é dependente do fundamento de Cristo; mas esta dependência não torna a solidez de Pedro menos real. Na verdade, torna esta regra - a de que Pedro é pedra - totalmente mais segura.
Marcadores: Cristo, Igreja, Pedra, Pedro
Escrito por
20:53.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009
A saga do amarelinho
Lá no seu registro sua cor é bege, mas para mim ele é o amarelinho. Durante mais de doze anos esteve sempre conosco, servindo-nos, levando-nos de cá pra lá e de lá pra cá. Mais de uma década de serviços prestados. Um belo dia, num domingo à noite em frente ao prédio de uma amiga, ele sumiu. Levaram o amarelinho. Disseram-nos que só um milagre o traria de volta. Pois é, milagres acontecem. Não é que o danadinho foi parar lá pelas bandas de Itaberaba, portal da chapada diamantina, na Bahia. Foi de lá que recebemos a notícia do seu paradeiro.
Dois dias depois estávamos, eu e César, a caminho de
Itaberaba-BA para resgatá-lo. Ao chegar ao local onde ele se encontrava nos deparamos com um quadro desolador: o amarelinho estava num estado lamentável, todo depenado. Providenciamos sua retirada imediata e levamos para oficina para que ele voltasse ao seu estado original e nos trouxesse de volta. Foram dois dias para que ele ficasse bom de novo.
A saga não foi só do amarelinho, mas principalmente nossa que tivemos que empreender uma viagem de mais de mil quilômetros, por dezessete horas, dentro de um ônibus e para um lugar estranho sem conhecer nada e nem ninguém. Como Deus nunca nos desampara, a nossa chegada e a nossa permanência na cidade, foi tranquila. Encontramos pessoas fantásticas que nos ajudaram desde o dia que chegamos até o dia em que saímos.
A volta foi dividida em duas etapas: a primeira com parada em Aracaju; a segunda, nosso destino final, Recife. Até chegarmos a Feira de Santana foi uma maravilha, mas para chegar em Aracaju, foi uma novela. Seguimos o caminho inverso e cada vez mais nos afastávamos até que a ficha do meu querido motorista caiu e ele resolveu parar para se informar. Cabeça dura, não acreditou na minha intuição feminina. Bom, finalmente chegamos em Aracaju, cidade encantadora. O bom de tudo é que pude passar algumas horas com minha amada mana e os meus queridos sobrinhos Mila e Lucas. Ah, também conheci os cães que são uns amores. São quatro: um casal de vira-latas e dois filhotes de filas que não me largavam, cheirando e lambendo o meus pés e puxando o meu vestido. Uma gracinha, os dois.
A casa em que minha irmã mora, tem uma área enorme na frente onde tem árvores e coqueiros e onde os cachorros se embolam quando estão brincando. À noite os vaga-lumes dão um espetáculo. Nunca vi tantos de uma só vez, até no quarto havia um piscando, piscando e piscando... Apesar do cansaço da viagem estava feliz por estar lá, feliz por revê-la, abraçá-la, passar aquelas poucas horas juntas. Enquanto apreciávamos o espetáculo dos pirilampos lembrei-me e falei pra ela sobre uma fábula interessante que conta a história da cobra que perseguia um vaga-lume. No fundo é uma história sobre o que é a inveja e o mal que ela pode causar. É assim:
Era uma vez uma cobra que começou a perseguir um vagalume que só vivia para brilhar. Ele fugia rápido com medo da feroz predadora e a cobra nem pensava em desistir. Fugiu um dia e ela não desistia, dois dias e nada...
No terceiro dia, já sem forças, o vaga-lume parou e disse à cobra:
- Posso fazer três perguntas?
- Não costumo abrir precedentes para ninguém, mas já que vou te comer mesmo, pode perguntar...
- Pertenço à sua cadeia alimentar?
- Não.
- Te fiz alguma coisa?
- Não.
- Então, porque você quer me comer?
- PORQUE NÃO SUPORTO VER VOCÊ BRILHAR...
(Fecha parêntesis)
Pois bem, depois disso nos sentamos pra conversar, colocar os assuntos em dia. Mila está ótima, continua aplicada nos estudos, cabelos lisos... Lucas está enorme, com 1.80m., um amor de pessoa, super aplicado nos estudos, tocando violão muito bem, motivo de orgulho para nós. E ela, a batalhadora de sempre, continua encarando tudo com força e coragem... Continua, a exemplo do pirilampo,
BRILHANDO, apesar de tudo e de todos.
E enquanto isso o amarelinho estava tomando aquele banho dado por César para, no dia seguinte, seguir viagem limpinho. E assim o cansaço foi nos vencendo e fomos todos dormir. No dia seguinte depois de um farto café da manhã partimos rumo a Recife enfrentando um calor daqueles, por mais de 520km. Enfim, chegamos ao nosso destino e assim cumprimos a nossa missão de resgate que era trazer o amarelinho de volta.
Marcadores: Família, Viagem
Escrito por
21:25.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009
O melhor vinho
"A presença de Maria, mãe do Senhor, é fundamental para que Jesus realize o seu primeiro sinal". O episódio do casamento em Caná da Galileia é repleto de símbolos. É alí que, segundo o Evangelho de João, Jesus realiza o primeiro dos setes sinais, inaugurando novas relações entre Deus e a humanidade.
Acreditava-se que, chegado o tempo do Messias, haveria vinho em abundância. Em Caná falta vinho. E festa sem vinho é como dança sem música. Simbolicamente falta amor na aliança, falta alegria no casamento de Deus com a humanidade. No entanto, ao transformar cerca de 500 litros de água em vinho excelente. Jesus dá outro destino àqueles potes de pedra, antes usados para rituais de purificação.
Vivemos o tempo do Messias, o verdadeiro noivo da festa, e o casamento de Jesus com a humanidade se mostra neste episódio com as atitudes de fé que produzem o inho do amor e da alegria.
A presença de Maria, mãe do Senhor, é fundamental para que Jesus realize o seu primeiro sinal. É ela que se incomoda pela falta de vinho. E, assim, como que nos pede que fiquemos mais atentos hoje ao que falta de amor e alegria em nossa vida... É ela que mostra total confiança no Senhor, indicando aos serviçais que façam tudo o que Jesus disser. E, assim, nos convida a acreditar sem reservas em Jesus, pois, ao obedecer à palavra do Senhor, nossa vida só pode mesmo ganhar novo significado.
A mãe do Messias, noivo da humanidade, é também nossa mãe. Mãe que se preocupa, que pede e confia ser atendida. Sem ela não haveria festa, porque não haveria o vinho da alegria, não haveria sequer vida nova a ser celebrada. Intercedendo, ela permite aos serventes o privilégio de ouvir a palavra de Jesus e assim saber de onde vem o melhor vinho. O exemplo de Maria, tendo movido aqueles empregados, inspire também em nós uma fé que ultrapasse a preocupação e, com a ação concreta, transforme as realidades. Que nossa mãe continue rogando a Deus por nós.
Pe. Paulo Bazaglia, ssp
Marcadores: Bodas, Maria, Nossa Senhora
Escrito por
22:44.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Opção preferencial pela qualidade
Clique na imagem para ampliá-la
De vez em quando aparecem uns gaiatos(as) anônimos(as) fazendo comentários debochados, querendo com isto conspurcar a Igreja de Cristo e, por tabela, seus fiéis, os católicos. Normalmente ignoro-os, pois quem não mostra a cara e se esconde atrás do anonimato é um(a) covarde e não merece crédito. Mas às vezes faz-se necessário uma resposta à altura. Então vamos lá...
O engano, a falsidade e a fraude têm sido as armas usadas pelos protestantes. São um sistema religioso que tem o hábito de mentir, que têm uma “exegese” voltada à afirmação contrária à verdade, a fim de induzir a erro. Qualquer coisa feita na intenção de enganar ou de transmitir falsa impressão, serve de base ao julgamento que fazem da Doutrina e do Magistério da Igreja, e disso surgem teorias elaboradas à base de mentiras, e de pensamentos, opiniões e juízos falsos.
Esse é o típico comportamento dos hereges protestantes, filhos da mentira, preocupados tão-somente com estatísticas e com os números de adeptos para as suas seitas onde se prega um cristianismo fácil, recheado de promessas de sucessos financeiros instantâneos ou quando não, promovem como saltimbancos irresponsáveis shows de exorcismos e curas às talargadas. Antes matava-se o corpo. Hoje estraçalha-se a razão e o bom senso.
Leia a Bíblia, esse é o mote protestante. Mas de que adianta ler a bíblia se continuam os ignorantes de sempre? Leem mas não entendem o que leem. Dificilmente se conhece um "evangélico" que não seja de todo um ignorante nas Sagradas Escrituras. Cursinhos de "teologia" ou "Apologética" onde pouco ou nada se estuda sobre a Bíblia, os escritos dos primeiros cristãos ou história séria, são ministrados aqui e ali para fisgar os incautos que abandonam a Igreja duas vezes milenar fundada por Cristo e herdeira de suas promessas, para seguir opiniões de aventureiros fundadores de igrejolas e seitas. Falsos profetas que se enganam e enganam. Cegos condutores de cegos ( MT 15, 14 ). Que rodeiam o mar e a terra, para fazer um discípulo, e quando o fazem o tornam duas vezes mais digno do inferno do que eles ( MT 23, 15 ).
Mas, a bem da verdade, uma pessoa que se diz católica e não tem compromisso com a sua Igreja, acabará sendo fisgada por seitas perniciosas que, ao contrário da Igreja Católica, buscam apenas quantidade e fecham os olhos para a qualidade do que é exibido. Com Bento XVI, a Igreja firmou posição contra o relativismo e fez outra opção preferencial, além da já existente pelos pobres: a pela qualidade. A barca de Pedro não precisa estar superlotada. Nela deve haver espaço para quem, efetivamente, ama e compreende a Igreja. Católicos de estatística, não-praticantes e donos de uma consciência laica encontrarão doce acolhida na barca, mas não espaço, nesta hora em que o mundo e suas idéias parecem querer suplantar a Verdade.
O que não se pode ignorar é que de fato tem havido um crescimento no número dos "evangélicos", porém, vale salientar que este crescimento tem tudo a ver com um sistema adotado por eles. Realmente está crescendo muito no meio "evangélico", o sistema “self-service da fé” onde cada um escolhe a fé que quiser (tem para todos os gostos); e se não gostar de alguma que já esteja estabelecida pode fabricar a sua, escolhendo entre as outras tantas aquilo que achar mais conveniente. É um sucesso de público este sistema.
Contudo, há um novo modo de ser católico na Igreja neste novo século, porque ser católico nunca foi fácil e nunca será. O verdadeiro catolicismo é uma proposta de vida muito séria e exigente. E é por ser séria e exigente que muitos pulam fora e vão atrás deste grande restaurante self-service, onde cada um põe no prato aquilo que mais lhe convém.
Marcadores: Mentiras Protestantes, Protestantismo
Escrito por
23:12.

domingo, 4 de outubro de 2009
Os filhos das trevas

Caríssima irmã, você que é uma pessoa de caráter ilibado, de uma fidelidade ímpar, fiel aos seus princípios, de uma alegria de viver que nos contagia; exemplo de filha, irmã, amiga, esposa e, sobretudo, mãe, que não teme enfrentar o perigo, mesmo que para isso seja necessário entrar no covil das feras, jamais envergonharia quem quer que seja, pelo contrário, há quem a faça passar vergonha. Mas isso é uma outra história. O que nos interessa e o que conta pra nós que a queremos bem, que a amamos, é o que você é: uma pessoa que irradia luz e transmite paz mesmo em meio a turbulências. Por tudo isso, lembro-te que...
"Não tenhais medo deles, portanto. Pois nada há de encoberto que não venha a ser descoberto, nem de oculto que não venha a ser revelado"...
Jesus Cristo manda aos Seus discípulos que não tenham medo das calúnias ou murmurações. Virá um dia em que chegue ao conhecimento de todos quem é cada um, as suas verdadeiras intenções e a disposição exata da sua alma. Entretanto, os que são de Deus podem ser apresentados como se não o fossem por aqueles que, por paixão ou por malícia, utilizam a mentira. Estes são astutos, são os filhos da desobediência, que, ao se envolver nas “obras das trevas”, são impedidos de produzir os frutos que um filho da Luz deve produzir.
"Saibam que deixam o céu por ser escuro e vão ao inferno a procura de luz"...
A nós, caríssima, cabe-nos hoje também continuar a manifestar sem ambiguidades toda a doutrina de Cristo, sem nos deixarmos levar por falsas prudências humanas ou por medo das consequências". Nosso Senhor Jesus Cristo pede-nos que vivamos sem medo, como filhos de Deus que somos. E como nos diz o apóstolo Paulo: "Tudo posso naquele que me fortalece"; "Basta-te minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força".
Marcadores: Família, Filhos
Escrito por
15:25.

sábado, 3 de outubro de 2009
Sim à vida

'Doutor, o senhor terá de me ajudar num problema muito sério. Este meu bebê ainda não completou um ano e estou grávida novamente. Não quero filhos em tão curto espaço de tempo, mas sim num espaço grande entre um e outro.
E então o médico perguntou:
- Muito bem. E o quê a senhora quer que eu faça?
A mulher, já esperançosa, respondeu:
- Desejo interromper esta gravidez e conto com a ajuda do senhor.
O médico então pensou um pouco e depois do seu silêncio disse a mulher:
- Acho que tenho um método melhor para solucionar o problema. E é menos perigoso para a senhora.
A mulher sorriu, acreditando que o médico aceitaria seu pedido.
E então ele completou:
- Veja bem, minha senhora, para não ter de ficar com os dois bebês de uma vez, em tão curto espaço de tempo, vamos matar este que está em seus braços.
Assim, o outro poderá nascer. Se o caso é matar, não há diferença para mim entre um e outro. Até porque sacrificar este que a senhora tem nos braços é mais fácil, pois a senhora não correrá nenhum risco.
A mulher apavorou-se e disse:
- Não doutor! Que horror! Matar uma criança é um crime!
O médico sorriu e, depois de algumas considerações, viu que a sua lição surtira efeito. Convenceu a mãe que não há menor diferença entre matar a criança já nascida e matar uma criança ainda por nascer, mas viva no seio materno.
O CRIME É EXATAMENTE O MESMO...
MOVIMENTO NACIONAL EM DEFESA DA VIDA. BRASIL SEM ABORTO.
Marcadores: Aborto
Escrito por
14:49.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009
III Caminhada Arquidiocesana em Defesa da Vida

Marcadores: Aborto
Escrito por
21:53.

Santa Terezinha do Menino Jesus
Não é bastante amar, é preciso prová-lo!""É na tua bondade sempre infinita que quero me perder, ó Coração de Jesus!"
"Um só ato de amor nos fará conhecer melhor Jesus..."
"A vida é apenas um sonho, em breve nos acordaremos".
"Deus não poderia me inspirar desejos irrealizáveis, portanto, posso, apesar da minha pequenez, aspirar à santidade".
"Não consigo crescer, devo suportar-me como sou, com todas as minhas imperfeições".
"Parece-me que agora nada me impede de levantar vôo, pois não tenho mais grandes desejos a não ser o de amar até morrer de amor".
"Para mim a oração é um impulso do coração, um simples olhar para o Céu, um grito de gratidão e amor no meio da provação como no meio da alegria".
"Só tenho de olhar o santo Evangelho, logo respiro os perfumes da vida de Jesus e sei para que lado correr".
"Eu sou pequena demais para subir a rude escada da perfeição".
"Posso, apesar de minha pequenez, aspirar à santidade".
"Vou me contentar em seguir Jesus em seu caminho doloroso".
Marcadores: Santa Terezinha, Santos
Escrito por
00:04.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Ecologia do homem
"O Papa Bento XVI advoga por «ecologia do homem» e adverte: A ideologia de gênero altera a constituição da natureza humana".
A defesa da natureza não é algo acessório para a Igreja, mas faz parte de sua natureza, afirmou Bento XVI, declarando, contudo, que se trata de uma «ecologia do homem», no longo e extenso discurso que dirigiu aos membros da Cúria Romana, com quem teve o tradicional encontro de troca de felicitações por ocasião do Natal.
Recordando o papel decisivo que teve a reflexão sobre a ecologia durante as Jornadas Mundias da Juventude, celebradas em julho em Sydney, acontecimento central para a Igreja em 2008, o pontífice ofereceu uma sugestiva leitura sobre o respeito da criação.
«Dado que a fé no Criador é parte essencial do credo cristão, a Igreja não pode e não deve limitar-se a transmitir a seus fiéis só a mensagem da salvação», afirmou o Papa, que no início de 2009 publicou uma encíclica de caráter social.
«Ela também tem uma responsabilidade com relação à criação – advertiu – e tem de cumprir esta responsabilidade em público.»
No cumprimento desta missão, acrescentou, a Igreja «não só tem de defender a terra, a água, o ar, como dons da criação que pertencem a todos. Tem de proteger também o homem contra sua própria destruição».
«É necessário que haja algo como uma ecologia do homem, entendida no sentido justo», assegurou.
Esta ecologia humana, afirmou, baseia-se no respeito dos gêneros, masculino e feminino, que fazem parte da natureza humana.
O bispo de Roma o disse com estas palavras: «Quando a Igreja fala da natureza do ser humano como homem e mulher e pede que se respeite esta ordem da criação, não está expondo uma metafísica superada».
Trata-se, assegurou, «da fé no Criador e da escuta da linguagem da criação, cujo desprezo significaria a auto-destruição do homem e, portanto, uma destruição da própria obra de Deus».
O pontífice advertiu sobre a manipulação que acontece em fóruns nacionais e internacionais quando se altera o termo «gender» (gênero). Com freqüência, como aconteceu na assembléia geral das Nações Unidas, utilizam termos como «orientação sexual» ou «identidade de gênero» para reconhecer o pretendido «casamento» homossexual.
«O que com freqüência se expressa e entende com o termo ‘gender’ se sintetiza em definitivo na auto-emancipação do homem da criação e do Criador. O homem quer fazer-se por sua conta, e decidir sempre e exclusivamente só sobre o que lhe afeta», constatou o pontífice. Mas deste modo, advertiu, «vive contra a verdade, vive contra o Espírito criador».
«Os bosques tropicais merecem, certamente, nossa proteção, mas não menos a merece o homem como criatura, na qual está inscrita uma mensagem que não contradiz a nossa liberdade, mas é sua condição», indicou.
Por isso, declarou, «grandes teólogos da escolástica qualificaram o matrimônio, ou seja, o laço para a vida toda entre o homem e a mulher, como sacramento da criação, instituído pelo Criador e que Cristo – sem modificar a mensagem da criação – acolheu depois na história de sua aliança com os homens».
«Faz parte do anúncio que a Igreja deve oferecer o testemunho a favor do Espírito criador presente na natureza em seu conjunto, de maneira especial na natureza do homem criado à imagem de Deus», concluiu.
Jésus Collina
OBS: Novamente o Santo Padre reafirma a posição eterna e imutável da Igreja, contra qualquer tentativa de justificação de união de parceiros do mesmo sexo. E nem se fala da prática abominável deste tipo de pecado, um dos mais clamorosos e que mais ofende ao Deus Criador, porque é um ato estéril e degradante.
Como já disse em muitos artigos, a pressão para que o mundo aceite isso, leva apenas a uma loucura coletiva, pois significa o fim iminente da raça humana. Por isso devemos dizer que o animal mais próximo de extinção que existe hoje na terra é o homem, pois dos animais, Deus cuida, enquanto os homens são livres para rejeitar este cuidado. A morte os ronda então...
E veremos esta morte, não tarda a Justiça!
Marcadores: Homossexualismo, Igreja Católica, Papa
Escrito por
23:36.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Católico X Protestante
Em uma comunidade de debates entre católicos e protestantes deu-se o seguinte diálogo:
Protestante: A IGREJA LUTERANA não se fixa apenas em Lutero, mas sim no "desenvolvimento" teológico em que o movimento INCIADO por Lutero foi preponderante, mas não totalitário.
Católico: os luteranos possuem a Confissão de Augsburgo como principal documento doutrinário e histórico de sua denominação. Discorda? Você sabe que essa confissão foi escrita por Melanchthon, assim como a Apologia. Lutero só não participou da redação da CA porque teve de permanecer no Castelo de Corburg devido o perigo causado pela dieta de Worms. Mas Melanchthon enviou uma cópia da CA a Lutero, que a aprovou.
Portanto Luteranos deveriam ser aqueles que concordam com a Confissão de Fé Luterana. "Os desenvolvimentos" não necessariamente estão de acordo com o que foi inicialmente proposto.
Quando perguntei se você tem mais solidez teológica que Lutero porque ele aceitava o dogma da Imaculada Conceição, sendo ele o fundador do Luteranismo, e você não, foi exatamente porque eu sempre suspeitei de uma coisa, que se torna cada vez mais evidente:
"Os protestantes não se submetem nem mesmo às suas próprias confissões de fé e ao entendimento teológico dos seus principais teólogos".
Isso somente se explica pelo fato de no protestantismo o relativismo e o humanismo são os verdadeiros espíritos que inspiram a consciência de todo protestante. As doutrinas são aceitas de acordo com o que se consegue e o que se pretende entender partindo de uma idéia prévia. Não é incomum hoje vermos luteranos que não concordam com sua tradição teológica, assim como vemos pentecostais que, curiosamente, adotam posturas tradicionais, como pastores que adotam celibato, por exemplo.
É por essas e outras que nenhum protestante pode ter certeza do que acredita. Suas doutrinas são levadas de um lado para o outro com o passar do tempo. O que era verdade séculos atrás hoje não é mais, e, veja bem, o que ele acredita ser verdade hoje, não será dentro de um punhado de anos.
Marcadores: Protestantismo, Relativismo
Escrito por
02:01.

terça-feira, 15 de setembro de 2009
Modelo de família
União civil de gays pode até vir ser aprovada também aqui no Brasil, embora o código civil só aceite como modelo de família a união entre um homem e uma mulher.
A idéia de um modelo de família partindo da união homossexual não só fere os ditames da razão como pode ser muito nociva ao desenvolvimento psicológico das crianças que vierem a crescer num ambiente onda a figura da mãe e mulher não existe, o que é fundamentalmente necessária e insubstituível na construção da personalidade de uma criança que precisa de figura feminina e masculina. Gay não é, e nunca fará o papel da mulher mãe. Mesmo nos casos de adoção, uma criança só tem todos as condições de se desenvolver plenamente quando a figura paterna é exercida pelo homem e a figura materna exercida pela mulher que os adotou.
Fora desse parâmetro é uma incoerência e insensatez com a razão humana que, antes de se basear em preceitos religiosos, sempre buscou na natureza a referência da figura masculina e da feminina como modelo de família normal.
Se houvesse um espécie de contrato de bens para fins de direitos legais sobre os bens em caso de morte de um dos parceiros que viveu em cumplicidade estável, isso até seria tolerável, mas equiparar ao casamento civil entre homem e mulher, é uma tremenda falta de respeito a instituição da família normal e natural e que podem gerar proles saudáveis segundo o senso da razão e da própria ciência humana, do que um casal de gays, que jamais poderão fazer nascer uma prole de suas relação anti-procriativa, logo é algo inconcebível pela lógica e a racionalidade.
José Nelson
Marcadores: Adoção, Família, Gays, Homossexualidade, Homossexualismo
Escrito por
16:00.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Exaltação da Santa Cruz
“Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, para que todos os que nEle crerem tenham a vida eterna” (Jo 3,14-15)Creio já ter mencionado aqui o quão este dia é tão significativo. Primeiro porque é A festa da Exaltação da Santa Cruz; a festa da Exaltação do Cristo vencedor da morte e do pecado por seu corpo dado e sangue derramado no alto da cruz.
A cruz recorda o Cristo crucificado, o sacrifício de sua Paixão, o seu martírio que nos deu a salvação. Por isso é que, desde tempos antiquíssimos, a Igreja passou a celebrar, exaltar e venerar a Cruz, inclusive, como símbolo da árvore da vida que se contrapõe à árvore do pecado no paraíso, e símbolo mais perfeito da serpente de bronze que Moisés levantou no deserto para curar os israelitas picados pelas cobras porque O Filho do Homem nela levantado cura o homem todo e todos os homens, o corpo e a alma dos que nEle creem e lhes dá a vida eterna.
Depois porque este é o dia do nascimento da nossa querida Valda, que, se estive conosco estaria completando 56 anos, mas como cremos na Ressurreição temos a certeza de que ela já está entre os eleitos de Deus.
Marcadores: Cruz, Ressurreição, Valda
Escrito por
23:42.

domingo, 13 de setembro de 2009
Eu – a excluída

Encontrei este texto no blog do Gustavo Souza, o Exsurge Domine. O texto é excelente e nele também me vi e me senti excluída pelos mesmos motivos por ele apresentados. Por me identificar com o mesmo, tomo a liberdade de trocar o artigo o pelo a, uma vez que quero através dele também manifestar toda a minha indignação diante de tantos absurdos. Este texto foi escrito no dia 7 de setembro, quando também se comemora o "Grito dos excluídos", que se define como "um conjunto de manifestações realizadas no Dia da Pátria, tentando chamar à atenção da sociedade para as condições de crescente exclusão social na sociedade brasileira". Daí o título fazer alusão à exclusão.Sinto-me uma excluída. E hoje, nesse dia em que é dado o direito de gritar a esta classe vil de seres humanos, quero – também eu – lançar o meu brado de indignação frente aos meus opressores; frente àqueles que me tiram o direito de ser indivíduo e me relegam quase à condição de indigente. A lista das “exclusões” às quais estou sendo submetida é extensa. Sou excluída de todas as formas: ora por adotar determinadas posturas e comportamentos, ora por não adotar determinadas posturas e comportamentos. Certas vezes sou excluída porque faço parte de tal coisa; outras vezes, sou desprezada porque não faço parte de tal coisa. Meus opressores não me entendem, e eu tampouco os compreendo. Portanto, o meu grito é – na verdade – um urro [quase um berro]: deixem-me ser católica!
Chega de me excluírem porque prefiro ouvir o Santo Padre, o Papa, a dar crédito a teólogos de meia tigela que dizem uma coisa hoje e outra amanhã; porque não dou ouvidos a quem vive espalhando os seus “ventos de doutrina” e encantando a multidão com as suas heresias. Devo ser excluída porque prefiro Tomás de Aquino a Leonardo Boff? Se bem que um dia desses, um dos meus opressores acabou me alegrando com um comentário. Disse ele: “Você não passa de um papagaio do Papa – vive repetindo o que ele fala”. Fiquei comovido. As lágrimas me vieram às faces. Eu não merecia tamanho elogio. Mas continuei sendo excluída porque, afinal, a garagem da minha casa continua servindo para guardar o carro: não fundei nenhum igrejola com nome esdrúxulo para extorquir pessoas em nome de Deus…
Chega de me excluírem porque acho que o homem nasceu para ter vida a dois com uma mulher e não com outro homem. Devo ser excluída só porque obedeço cega e fielmente à natureza que em mim está, graças a Deus, arraigada de maneira inseparável? Sendo eu heterossexual, cometo eu algum delito ao defender esta classe que – paulatinamente – se torna minoria neste nosso mundo cor-de-rosa? É justo que eu seja excluída só porque acho que saias combinam com mulheres, e ternos com homens? Acaso não posso ensinar [...] que o homossexualismo é pecado mortal e que “papai do céu castiga” quem comete este tipo de infração contra a Lei de Deus? Grito sim: isto é um absurdo!
Chega de me excluírem dizendo que eu não posso ser contrária ao aborto porque sou católica e, portanto, estou movido unicamente por razões de ordem religiosa. Ora, acaso eu não penso? Não posso discordar? Para ter isenção nesta matéria é preciso ser ateu? Por que os judeus, budistas, hindus, muçulmanos e outros que defendem o aborto não “se liberam” também de suas crenças para poder “opinar” com imparcialidade? Só eu – a católica – devo ficar calada?
Chega de me excluírem porque não tenho filiação partidária. Devo ser excluídoa porque prefiro votar nulo a votar em alguém que defenda a cultura da morte (cujos princípios e propostas são: aborto, eutanásia, pesquisas com células-tronco embrionárias, etc.)? Eu até queria ser presidente da república. Mas, por culpa da minha mãe (que desde que eu era pequena me incentivou a estudar) acabei tendo o sonho da presidência podado… Ora, se julgo que nenhum partido atende aos requisitos básicos, mínimos, da Doutrina Social da Igreja, por que eu daria minha adesão a eles? Pior: porque eu me filiaria a um partido que contraria abertamente esta Doutrina? Mereço ser excluída porque anteponho a filiação divina – que adquiri por ocasião do Batismo – à filiação partidária?
Chega de me excluírem porque não sou comunista! Que mal há em eu não querer dividir o quintal da minha casa com nenhum sem-terra oportunista? Devo ser excluída apenas porque vejo em Jesus um exemplo de santidade e não um modelo de revolucionário? Por que eu tenho que ser inimigo de empresas capitalistas como a McDonald’s se os caras produzem o melhor McChicken com aplique de catupiry e fritas do mercado?! Ora, francamente!
Chega de me excluírem porque prefiro rezar na missa e dançar na boate. Sim, eu sou excluída porque não faço parte do pessoal que “curte” a missa (dançando, pulando, saltando como pipoca) e diz ir às Cristotecas da vida para rezar. Acaso eu sou obrigada a concordar com essa total inversão das coisas? Tem gente que acha que a missa foi feita para que os fiéis batam palmas, saltem de ponta-a-cabeça diante do altar e façam malabarismo com as galhetas. Eu acho que essas coisas cabem muito bem num circo ou numa festa qualquer; mas não em uma missa. Que mal há em eu não concordar com essa gente? Tem gente que acha que as “boates de Cristo” são um ótimo lugar para o encontro com Deus. Eu continuo achando que são muito mais frutuosas as tradicionais visitas ao Santíssimo Sacramento…. Eu devo ser excluída porque penso assim?
Chega de me excluírem porque prefiro o canto gregoriano dos monges aos hits protestantes da moda! É justo que eu seja desprezada somente porque prefiro as vésperas cantadas em latim aos “funks para Jesus” que se espalham e fazem sucesso entre o povo? (detalhe: em alguns casos, para mim o latim é bem mais compreensível que o funkês).
Chega de me excluírem porque prefiro uma Missa de Formatura a um culto ecumênico. Por que eu trocaria a Perfeita Ação de Graças elevada a Deus na Santa Missa pela prece confusa de homens que rezam a deuses diferentes? (pois é óbvio que eu – católica – rezo a um Jesus bem distinto daquele imaginado pelos espíritas).
Pronto. Falei. Estou cansado de ser excluído. Estou farta de ser calada pelos meus opressores. Por isso decidi gemer, gritar, extravasar. Serei compreendida? Não sei. Serei aceita? É pouco provável. Entretanto, espero – paciente – o dia em que devo receber uma carta da Secretaria de Ressocialização dizendo que vai fazer comigo um processo de inclusão social. Caso eu não receba esta carta, certamente me enviarão uma outra, com outro teor: algo como um gentil convite à extradição em Marte, minha verdadeira e cara Pátria…
Marcadores: Aborto, Doutrinas, Eutanásia, Exclusão, Homossexualismo
Escrito por
02:06.

sábado, 12 de setembro de 2009
Natividade de Nossa Senhora
No dia 8 de Setembro, celebra-se, no mundo cristão, a festa do nascimento de Nossa Senhora. Na Bíblia não há nada que nos diga como e quando foi. Também, no princípio não era importante. Foi pelo século III-IV que começou o interesse sobre a ascendência de Jesus. É por essa altura que aparece um Evangelho apócrifo (não oficial e de pouca verosimilidade) intitulado
"Livro sobre a natividade de Maria", que a Tradição conseguiu fazer passar para as culturas e para os crentes. Curiosamente, nas pregações sobre as vidas dos santos, os ouvintes gostam mais de ouvir estas histórias do que os ensinamentos do Evangelho.
Traduzi os cinco primeiros capítulos deste livro e que agora ofereço aos que por aqui passarem. Tenha-se em conta a máxima antiga italiana: Tradutore, Traditore (o tradutor é um traidor). As imagens são do grande pintor Giotto (séc. XIV) que estão na Capella Scrovegni, em Pádua.
I
A bem-aventurada e gloriosa sempre Virgem Maria descendia de estirpe régia e pertencia à família de David. Nasceu em Nazaré e foi educada no templo do Senhor, na cidade de Jerusalém. O seu pai chamava-se Joaquim e a sua mãe Ana. Era de Nazaré por parte do pai e de Belém por parte da sua mãe.
A vida destes esposos era simples e reta na presença do Senhor e irrepreensível e piedosa diante dos homens. Tinham as suas posses em três partes: uma era para o templo de Deus e os seus ministros; outra davam-na aos pobres e aos peregrinos; a outra ficava reservada para as necessidades que eles tinham.
Mas estes homens, tão queridos de Deus e piedosos para com o próximo, eram casados há vinte e sete anos, em casto matrimónio, sem obter descendência. Tinham feito, no entanto, um voto de que, se Deus lhes concedesse um rebento, o consagrariam ao serviço divino. Por este motivo costumavam ir durante o ano ao templo de Deus por ocasião das festas.

II
Estava próxima a festa da Dedicação do Templo e Joaquim subiu a Jerusalém na companhia de alguns conterrâneos. Era sumo sacerdote naquele tempo Isacar. Este, ao ver Joaquim entre os seus concidadãos prontos a oferecerem os seus dons, menosprezou-o e desdenhou as suas ofertas, perguntando-lhe como tinha coragem para apresentar-se entre os prolíficos, ele que era estéril. Disse-lhe ainda que as suas ofertas não seriam entregues a Deus porque o considerava indigno de posteridade, e citou o testemunho da Escritura, que declara maldito o que não tiver gerado um varão em Israel. Queria, pois, dizer-lhe que devia primeiro ver-se livre desta maldição tendo filhos e que só então poderia apresentar-se com oferendas diante do Senhor.

Joaquim ficou morto de vergonha diante de tamanha injustiça e retirou-se para as grutas onde estavam os pastores com os seus rebanhos, sem querer voltar a casa para não se expor a semelhantes desprezos por parte dos seus conterrâneos que tinham presenciado à cena e ouvido o que o sumo sacerdote lhe tinha acusado.

III
Estava já há algum tempo naquele lugar, quando um dia em que estava sozinho apresentou-se-lhe um anjo de Deus, rodeado de um imenso esplendor. Ele ficou perturbado ao vê-lo, mas o anjo da aparição livrou-o do temor dizendo: «Joaquim, não tenhas medo nem te assustes por me veres. Sou um anjo do Senhor. Ele enviou-me a ti pata te anunciar que as tuas orações e as tuas esmolas subiram à sua presença. O Senhor olhou para a tua tristeza, depois de que chegou aos seus ouvidos o opróbrio de esterilidade que injustamente se te dirigia. Deus é verdadeiramente vingador do delito, mas não da natureza. E por isso, quando fecha um ventre, fá-lo para poder abri-lo de novo de uma maneira mais admirável e para que fique bem claro que a prole não fruto da paixão mas da liberalidade divina.
Repara: Sara, a primeira mãe da vossa linhagem, não foi estéril até aos oitenta anos? E, no entanto, deu à luz na sua velhice a Isaac, que esperava a bênção de todas as gerações. Também Raquel, apesar de ser tão agradecida a Deus e tão cara ao santo Jacob, foi estéril durante muito tempo. Sem que isso fosse obstáculo para depois gerar a José, que foi não só o senhor do Egipto, mas também o libertador de muitos povos que iam morrer de fome. E quem houve, entre os juízes, mais forte que Sansão ou mais santo que Samuel? No entanto, ambos tiveram mães estéreis. Se, pois, a razão que está nas minhas palavras não te convence, tem por certo que quanto menos aquelas concepções muito esperadas e os partos que vieram da esterilidade são os mais maravilhosos.
Fica a saber, pois, que Ana, tua mulher, vai dar-te à luz uma filha, a quem porás o nome de Maria. Esta viverá consagrada a Deus desde criança, de acordo com o voto que fizestes, e já no ventre de sua mãe ficará cheia do Espírito Santo. Não comerá nem beberá nada impuro, nem passará a sua vida na agitação do povo, mas no recolhimento do templo do Senhor, para que ninguém possa chegar a suspeitar nem dizer coisa alguma que lhe seja desfavorável. E quando crescer em idade, da mesma maneira que vai nascer de mãe estéril, assim, sendo virgem, gerará de um modo incomparável ao Filho do Altíssimo. O nome deste será Jesus, porque, de acordo com o seu significado, será o salvador de todos os povos.
Este será para ti o sinal de que é verdade o que te acabo de dizer: quando chegares à porta Dourada de Jerusalém encontrar-te-ás com Ana, tua mulher, que virá ao teu encontro. Ela, que agora está preocupada pela tua demora, alegrar-se-á profundamente por poder ver-te de novo». E dito isto, o anjo deixou-o.

IV
Depois apareceu a Ana, a mulher de Joaquim, e disse-lhe: «Não tenhas medo, Ana, nem penses que é um fantasma o que estás a ver. Sou o anjo que apresentou as vossas orações e esmolas diante do altar do Senhor. Agora acabo de ser enviado a vós para vos anunciar o nascimento de uma filha cujo nome será Maria e que há-de ser bendita entre todas as mulheres. Desde o momento em que nascer brotará dela a graça do Senhor e permanecerá na casa paterna os primeiros três anos até que termine a sua amamentação. Depois será consagrada ao serviço de Deus e não abandonará o templo até que chegue o tempo da discrição. Ali permanecerá servindo a Deus com jejuns e orações, noite e dia e abstendo-se de todas as coisas impuras. Não conhecerá varão, mas só ela, sem prévio exemplo e livre de toda a mancha, corrupção ou união com algum homem, dará à luz, sendo virgem, um filho, e sendo escrava, ao Senhor que com a sua graça, o seu nome e a sua obra é salvador de todo o mundo. Levanta-te, pois, sobe a Jerusalém. E quando chegues à porta que se chama Aurea por estar dourada, encontrarás, como confirmação do que te digo, o teu marido, por cuja saúde estás preocupada. Tem, pois, a certeza, quando se cumprirem estas coisas, que o conteúdo da minha mensagem se cumprirá sem qualquer dúvida».

V
Ambos obedeceram ao que o anjo lhes dissera e puseram-se a caminho de Jerusalém desde o sitio onde respectivamente se encontravam. Então, alegres por se encontrarem novamente e firmes na certeza que lhes dava a promessa de um futuro feliz, deram graças a Deus que exalta os humildes.

E depois de adorar o Senhor, voltaram para casa, onde esperaram a realização da divina promessa, cheios de confiança e alegria. Por fim, Ana concebeu e deu à luz uma filha, a quem os seus pais deram o nome de Maria, segundo o mandamento do anjo.

Por
Fr. FilipeMarcadores: Apócrifos, Arte, Nossa Senhora
Escrito por
16:30.

domingo, 30 de agosto de 2009
Porcaria de lei
"Nenhuma coisa certa, nenhuma coisa boa, nenhuma coisa limpa necessita se esconder por trás de uma lei hedionda que criminaliza opiniões".
Ilustres senhores parlamentares: Vossas Excelências podem votar, se quiserem, essa porcaria de lei que proíbe criticar o homossexualismo. Podem votá-la até por unanimidade. Podem votá-la sob os aplausos da Presidência da República, da ONU, do Foro de São Paulo, de George Soros, das fundações internacionais bilionárias, do Jô Soares, do beautiful people inteiro.
Não vou cumpri-la.
Não vou cumpri-la nem hoje, nem amanhã, nem nunca.
Por princípio, não cumpro leis que me proíbam de criticar ou elogiar o que quer que seja. Nem as que me ordenem fazê-lo.
Não creio que haja, entre os céus e a terra, nada que mereça imunidade a priori contra a possibilidade de críticas. Nem reis, nem papas, nem santos, nem sábios, nem profetas reivindicaram jamais um privilégio tão alto. Nem os faraós, nem Júlio César, nem Átila, o huno, nem Gengis Khan ambicionaram tão excelsa prerrogativa. O próprio Deus, quando Jó lhe atirou as recriminações mais medonhas, não tapou a boca do profeta. Ouviu tudo pacientemente e depois respondeu. As únicas criaturas que tentaram vetar de antemão toda crítica possível foram Adolf Hitler, Josef Stálin, Mao-Tse-Tung e Pol-Pot. Só o que conseguiram com isso foi descer abaixo da animalidade, igualar-se a vampiros e demônios, tornar-se alvos da repulsa universal.
Nada é incriticável. Quanto mais o simples gostinho que algumas pessoas têm de fazer certas coisas na cama.
Nunca na minha vida parei para pensar se havia algo de errado no homossexualismo. Agora estou começando a desconfiar que há. Nenhuma coisa certa, nenhuma coisa boa, nenhuma coisa limpa necessita se esconder por trás de uma lei hedionda que criminaliza opiniões. Quem está de boa intenção recebe críticas sem medo, porque sabe que é capaz de respondê-las no campo da razão, talvez até de humilhar o adversário com a prova da sua ignorância e má-fé.
Só quem sabe que está errado precisa se proteger dos críticos com uma armadura jurídica que aliás o desmascara mais do que nenhum deles jamais poderia fazê-lo. Só quem não tem o que responder pode pedir socorro ao aparato repressivo do Estado para fugir da discussão. E quanto mais se esconde, mais põe sua fraqueza à mostra.
Sim, senhores. Nunca, ao longo dos séculos, alguém rebaixou, humilhou, desmascarou e escarneceu da comunidade gay como Vossas Excelências estão em vias de fazer.
As pessoas podem ter acusado os homossexuais de fingidos, de ridículos, de tarados, de pecadores. Ninguém jamais os qualificou de tiranos, de nazistas, de inimigos da liberdade, de opressores da espécie humana. Vossas Excelências vão dar a eles, numa só canetada, todas essas lindas qualidades.
Depois não reclamem quando aqueles a quem essa lei estúpida jura proteger se tornarem objeto de temor e ódio gerais, como acontece a todos os que tomam de seus desafetos o direito à palavra.
Quem, aprovada a PLC 122/06, se sentirá à vontade para conversar com pessoas que podem mandá-lo para a cadeia à primeira palavrinha desagradável? Os homossexuais nunca foram discriminados como dizem que o são. Graças a VosOlavo de Carvalhosas Excelências, serão evitados como a peste.
Olavo de Carvalho
Marcadores: Homossexualismo, Mordaça Gay, PL 122
Escrito por
19:51.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Lavagem Cerebral e Hipnose em Cultos Protestantes
Lavagem Cerebral e Hipnose em Cultos ProtestantesExistem três tipos de fenômenos no mundo em que vivemos. O Físico, o Paranormal e o Sobrenatural. O fenômeno físico é produzido pela natureza, como os relâmpagos, vulcões, terremotos, trovões e etc. O paranormal é produzido pela mente humana, como a precognição, a telapatia, a hipnose, o sono e outros. O Sobrenatural é o fenômeno que vem de Deus, como os Milagres, a Incorrupção dos corpos e os fenômenos que a ciência não explica.
O sobrenatural é um fenômeno Metafísico. Metafísico quer dizer, além da física, além da matéria, além da ciência. Mas o que está acontecendo hoje em dia, é que fenômenos paranormais, onde também se enquadra a lavagem cerebral e a hipnose, estão sendo confundidos por muitos pastores protestantes, com o sobrenatural, ou com a ação de Deus. E em muitos casos, confundidos também com o malígno. Estas técnicas estão sendo usadas explicitamente em templos, faculdades, escolas de teologia, e outras instituições ditas evangélicas.
Jaime Francisco de Moura
Marcadores: Hipnose, Lavagem Cerebral, Protestantismo
Escrito por
21:32.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Homossexualidade não é normal nem benigna
"A homossexualidade nem é normal nem benigna; mais ainda, é um vício letal de conduta, tal como sublinha o Dr. Jeffrey Satinover em seu livro ‘Homossexualidade e a Política da Verdade’,” escreve Kathleen Melonakos".WASHINGTON DC,
(ACI).- Uma enfermeira norte-americana que trabalhou durante anos no hospital da faculdade de medicina na Universidade de Stanford na Califórnia (Estados Unidos) publicou recentemente um revelador ensaio onde assinala como se veio ocultando, por razões ideológicas, as graves conseqüências para a saúde individual e pública das condutas homossexuais.
O artigo, publicado em espanhol pelo Comitê Independente Anti-AIDS, foi escrito pela enfermeira profissional Kathleen Melonakos, quem revela o que observou no mundo da saúde 30 anos depois da controvertida decisão da Associação Psiquiátrica Americana (APA) de suprimir a homossexualidade como patologia, cedendo às pressões dos grupos militantes homossexuais.
“Trabalhei como enfermeira durante vários anos nos oitenta e noventa no Centro Médico Universitário de Stanford, onde pude ver algo do dano que os homossexuais fazem a seus corpos com algumas de suas práticas sexuais”, diz o artigo.
“A Co-autora de meu próprio livro de referência médica, Saunders Pocket Reference for Nurses, era a chefe do departamento de cirurgia em Stanford. Estou segura, à luz de minha experiência clínica, e como conseqüência de ter feito consideráveis estudos sobre isso desde esse momento, que a homossexualidade nem é normal nem benigna; mais ainda, é um vício letal de conduta, tal como sublinha o Dr. Jeffrey Satinover em seu livro ‘Homossexualidade e a Política da Verdade’,” escreve Kathleen Melonakos.
“Por isso eu sei, não existe outro grupo de pessoas nos Estados Unidos que sofre de enfermidades infecciosas em seus quarenta e tantos anos, que o dos que praticam a homossexualidade. Isto, para mim, é trágico quando sabemos que a homossexualidade pode ser acautelada em muitos casos, ou substancialmente sanada na idade adulta quando existe suficiente motivação e ajuda”.
Segundo a perita, as enfermidades às que os homossexuais ativos são vulneráveis podem ser classificadas como segue: Enfermidades clássicas transmitidas sexualmente (sífilis); enfermidades entéricas (infecções de espécies Giardia lamblia, -‘enfermidade do intestino gay’-, Hepatite A, B, C, D e citomegalovirus); trauma (que tem como conseqüência incontinência fecal, hemorróidas, fissura anal, edema penil e a síndrome de imunodeficiência adquirida AIDS).
“Minha pergunta principal é: por que a homossexualidade não é considerada uma desordem simplesmente por suas conseqüências médicas? Muito simplesmente, uma pessoa objetiva, que tão somente olhe as conseqüências de estilo de vida da homossexualidade, teria que classificá-la como algum tipo de patologia. Conduz ou não a uma vida dramaticamente recortada? Os estudos dizem que sim, alguns até o 40%, sendo o estudo Cameron só um de outros muitos estudos que sugerem isto. Tomados juntos, estes estudos estabelecem que a homossexualidade é mais mortal que o tabaco, o alcoolismo ou o vício às drogas”.
Segundo a enfermeira, infelizmente “há um elemento de negação, no sentido psicológico, pelo que as enfermidades relacionadas com o mundo homossexual realmente significam”.
“Existem razões sem ambigüidade –adiciona a perita– para pensar que a homossexualidade em si produz deterioração generalizada na efetividade e funcionamento social. Sim de fato é um vício letal, e os muitos estudos que documentam os padrões de conduta são corretos (mostram padrões compulsivos de promiscuidade, sexo anônimo, sexo por dinheiro, sexo em lugares públicos, sexo com menores, drogas concomitantes e abuso de drogas, depressão, suicídio), para que a APA discuta que estas características não constituem uma ‘deterioração de efetividade ou funcionamento social’, estende os limites da plausibilidade. Discutir que a morte durante a juventude não constitui uma ‘deterioração de efetividade ou funcionamento social’ é absurdo”.
Marcadores: Doenças, Homossexualidade, Homossexualismo
Escrito por
01:45.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Novo Arcebispo de Olinda e Recife

Postei um comentário no site Deus lo Vuit! a respeito da posse do novo Arcebispo da Arquidiocese de Olinda e Recife. Foi de lá que trouxe esta postagem.Ontem foi a cerimônia de posse de S.E.R. Dom Fernando Saburido, novo Arcebispo de Olinda e Recife, que teve lugar na Igreja da Madre de Deus, no Recife Antigo. Após a cerimônia, Sua Excelência celebrou, na praça do Marco Zero, a sua primeira missa.
Fui a ambas as cerimônias. Na Igreja da Madre de Deus eu teoricamente não poderia entrar, porque estava reservada para o clero, os convidados pessoais do novo Arcebispo e… a imprensa. Mas com a recente decisão do STF de acabar com a exigibilidade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão, bom, eu sou imprensa… Entrei com o Gustavo Souza - que já escreveu no seu blog sobre as cerimônias de ontem, e me pus a observar.
A igreja é bonita, foi restaurada recentemente. Não chega a ser uma basílica, mas tampouco é uma capela: no entanto, ficou lotada ontem. Todo o clero recifense - o que deveria estar lá e o que, teoricamente, também não deveria, mas enfim… -, membros do clero de Sobral (antiga diocese de Dom Fernando), bispos de vários lugares do país. O colégio dos consultores da Arquidiocese esperava à porta. Chegou Dom José Cardoso, chegou Dom Lorenzo Baldisseri, Núncio Apostólico e, por fim, chegou Dom Fernando Saburido, e o cortejo entrou na igreja.
A cerimônia seguiu normalmente: os epíscopos ajoelharam-se diante do altar-mor da igreja, Dom José pronunciou as suas palavras de despedida, foi feita a leitura da bula de nomeação (em latim e depois em português), Dom Lorenzo fez o seu pronunciamento; então, o Núncio e o Arcebispo Emérito entregaram o báculo ao novo Arcebispo. O báculo de Dom Vital, honra e glória da igreja de Olinda, Servo de Deus, cujo processo de canonização tramita no Vaticano: que o jovem frei possa interceder pelo seu sucessor na Sé de Olinda. Dom Fernando foi então conduzido à cátedra pelo Núncio, enquanto a igreja inteira entoava o Veni Creator Spiritus: Domine, exaudi nos.
Eu estava quase em cima do presbitério a esta altura, ansioso por não perder nada da cerimônia; foi quando os bispos da Regional Nordeste II formaram um cortejo para saudar o novo Arcebispo. Fui bater uma foto (o lado esquerdo da igreja, onde eu estava, era reservado às autoridades civis e militares; o outro lado, o direito, aos bispos), mas terminei por ficar na frente do excelentíssimo governador do Estado, Eduardo Campos. Um dos responsáveis pela organização veio reclamar que eu estava na frente do governador; tive vontade de retrucar que eu era tão filho de Deus quanto ele (e, ainda, nunca tinha apoiado a destruição de embriões humanos em pesquisas científicas, mas cala-te boca…) e estava obviamente muito mais interessado na cerimônia do que o excelentíssimo. Mas achei melhor ficar calado. “Quem é esse, o que está fazendo aqui?”, ouvi perguntarem; “sei não, manda sair”, ouvi responderem. Saí da frente do governador do Estado, mas não de próximo ao altar onde eu estava. Ainda havia coisas que eu queria acompanhar.
Como o discurso (cliquem para baixar) do reverendíssimo Monsenhor Edvaldo da Silva, até a nomeação de Dom Fernando Saburido Vigário-Geral desta arquidiocese, que falou em nome do clero arquidiocesano. Também falaram o presidente da Regional Nordeste II, o secretário da CNBB, o Arcebispo de Fortaleza, o Governador do Ceará, o Governador de Pernambuco (em cuja frente eu fiquei), etc. Neste momento, sinto um cheiro de enxofre vindo da porta da igreja. Julgando que já tinha acompanhado o que era importante acompanhar, saí da Madre de Deus para ver o que acontecia do lado de fora.
Um enorme “boneco de Olinda” - aqueles bonecos gigantes, típicos do carnaval - de Dom Hélder Câmara, e o povo gritando algumas coisas que não consegui identificar. Lembrei-me imediatamente das igrejas medievais; quando estive na Europa, um sacerdote explicou-nos que as gárgulas que ornam as paredes externas das catedrais são demônios, e o significado é que os demônios ficam fora da igreja - dentro dela, só há imagens de santos.
Ontem, os demônios guincharam, mas ficaram fora da igreja da Madre de Deus. No meio da multidão ensandecida, alguns cartazes ofensivos e/ou toscos que eu já havia visto antes: “Dom Fernando, voz dos negros, pobres e oprimidos”. “Dom Fernando, o dom do amor pelos humildes. Dom José, o dom da perseguição, graças a Deus esse dia chegou…”. “Vamos reconstruir a unidade anunciando o Reino - confiamos neste anúncio. Grupo de leigos católicos Igreja Nova”. “A esperança do povo voltou”. Tenho as fotos. Mas havia também os cartazes de apoio a Dom José Cardoso Sobrinho: o povo [verdadeiramente] católico desta Arquidiocese vai ter trabalho. E dom Fernando Saburido vai ter muito trabalho. Que seja em seu favor a Virgem Soberana.
Ao final, houve ainda a missa campal, o Marco Zero repleto de gente, na festa da assunção da Virgem Santíssima e na posse do novo Arcebispo de Olinda e Recife. A primeira homilia de Dom Fernando Saburido; só comentando en passant, eu bem que gostaria de ter ouvido o que ouvi em uma outra primeira
homilia de um outro Fernando, mas o mundo não é sempre como a gente gostaria que fosse.
Rezemos, rezemos, rezemos sem cessar, por Olinda e Recife, por esta Sé “caríssima” ao Santo Padre - como ele disse na bula de nomeação -, a fim de que, aqui, Nosso Senhor seja sempre glorificado. Que Nossa Senhora do Carmo, padroeira de Recife, olhe com particular cuidado por nós.
Marcadores: Arcebispo, Arquidiocese, Igreja Católica
Escrito por
22:45.

Sobre os Dez Mandamentos
A Igreja Católica tradicionalmente formulou os Dez Mandamentos com o intuito de facilitar a transmissão oral já que, ao contrário dos dias de hoje quando podemos comprar livros por um preço irrisório, a aquisição de livros na Idade Antiga e Média era muito rara, em virtude de seu preço excessivamente alto.
Esse pessoal do sola interessa parece que tem medo de se identificar... Um(a) sujeito(a) anônimo(a) simplesmente copiou da almeidinha trechos do livro do Êxodo e colocou aqui, como um comentário.
No tópico
O perigo do livre exame, tem uma citação que faz referência ao IV Mandamento. Então um(a) sujeito(a) que não tinha mais nada de proveitoso pra dizer e muito menos contestar, resolveu colocar todo o trecho que fala sobre os Dez Mandamentos, ou seja, Êxodo 20, 4-17, na tentativa de me apontar erros.
Caro(a) anônimo(a), vou facilitar as coisas por aqui, uma vez que, quem precisa urgente de esclarecimentos é você, e não eu.
A Igreja Católica tradicionalmente formulou os Dez Mandamentos com o intuito de facilitar a transmissão oral já que, ao contrário dos dias de hoje quando podemos comprar livros por um preço irrisório - uma vez que o papel deixou de ser caro - a aquisição de livros na Idade Antiga e Média era muito rara, em virtude de seu preço excessivamente alto. Assim, os Dez Mandamentos ficaram:
1. Amar a Deus sobre todas as coisas.
2. Não tomar seu santo Nome em vão.
3. Guardar domingos e festas de guarda.
4. Honrar pai e mãe.
5. Não matar.
6. Não pecar contra a castidade.
7. Não furtar.
8. Não levantar falso testemunho.
9. Não desejar a mulher do próximo.
10. Não cobiçar as coisas alheias.
Tal fórmula, em ponto algum contradiz o que está escrito em Ex 20,2-17 e Dt 5,6-21, mas, muito pelo contrário, preserva, de forma popular, o Decálogo bíblico: quem ama a Deus sobre todas as coisas não possui, nem adora outros deuses; quem não comete adultério, não peca contra a castidade. E, a menos que você seja Adventista do 7º Dia, a única "alteração" que poderia ser teologicamente discutida seria a mudança do dia de guarda do sábado para o domingo; mesmo assim, seria absurdo cair em tal discussão já que a própria Bíblia, no Novo Testamento, responde com suficiente autoridade sobre tal assunto.
E tem mais: no CIC - Catecismo da Igreja Católica - cada um dos Dez Mandamentos é exaustivamente explicado, com todas as variações que o texto teologicamente comporta, inclusive apresentando, no início de cada capítulo, novamente o texto bíblico. Convém ler todo o conteúdo, se é que você tem disposição para aprender; se for o caso, vá até a
Terceitra Parte - A Vida em Cristo, (§1691-2557). Se tiver preguiça, que não duvido, atenha-se apenas a Segunda Seção a partir do
2052. Sei que pra você deve ser uma tarefa hercúlea, mas se deixar a preguiça de lado, vai conseguir.
E outra: seja mais atento na hora de postar, pois na ânsia de querer corrigir-me você cometeu dois deslizes. Mas eu compreendo e até o perdoo por isso, e ainda por cima vou fazer por você o que tentou fazer por mim mas não conseguiu, ou seja, corrigí-lo.
Você disse
gritando*: SEMELHANÇA APARENTE NA MORTE ENTRE HOMENS E ANIMAIS. Em seguida colocou um trecho do
Eclesiastes 31. Só que não existe este capítulo em Eclesiastes. Mas essa sua ânsia em querer achar erros nos outros, só fez lhe atrapalhar ainda mais.
E mais uma vez
você grita*: "NÃO EXISTE ESSA PASSAGEM QUE VOCE CITOU: ""como é amaldiçoado por Deus aquele que irrita sua mãe!". (Eclesiático 3,18b)"
(sic)Mas eu lhe digo: existe sim, e em
Eclesiático 3,18b, como você mesmo postou. Percebeu agora o deslize que você cometeu? Como se diz na gíria, você pagou um mico. Mas eu compreendo essa sua confusão entre
Eclesiastes e
Eclesiástico, é que a sua bíblia, a almeidinha que você utilizou, é mutilada, não consta esse Livro. Mas veja bem, seu pagador de mico; para a sua informação, o versículo completo é este:
"Como é infame aquele que abandona seu pai, como é amaldiçoado por Deus aquele que irrita sua mãe"! Aliás, sugiro que você leia o capítulo desde o início até o versículo 18 para uma melhor compreensão, pois trata-se da piedade filial. Mas um motivo para você aprender mais.
Portanto, caro(a) anônimo(a), pagador(a) de mico, ao postar qualquer coisa em páginas alheias, estude, pesquise, nem que seja um pouquinho. Você só tem a ganhar e ainda evita pagar mico.
*Na Internet, escrever em maiúsculas é o mesmo que gritar!Fontes consultadas:
Veritatis e
CIC
Marcadores: Mandamentos, Sola Scriptura
Escrito por
15:04.

O católico e o respeito humano
"Um cristianismo de caridade sem verdade pode ser facilmente confundido com uma reserva de bons sentimentos, úteis para a convivência social mas marginais. Deste modo, deixaria de haver verdadeira e propriamente lugar para Deus no mundo. Sem a verdade, a caridade acaba confinada num âmbito restrito e carecido de relações..." (n.4). Trecho da Encíclica Caritas in Veritate, do Santo Padre, o Papa Bento XVI.
Chama-se de “respeito humano” o pecado de ter vergonha de assumir a posição de cristão, sobretudo de católico, nos meios em que se vive. Assim, muitos escondem sua identidade católica, não rezam em público, não participam, por exemplo, das Procissões nas ruas, e outras atividades, com receio de manifestarem os sinais exteriores da fé católica. Temem a zombaria e coisas semelhantes.
situação tem se agravado ainda mais porque o mundo ocidental começa a zombar da religião, sobretudo do catolicismo. Em Oxford, na Inglaterra, a prefeitura da cidade proibiu de chamar as festividades de final de ano de “Festividade de Natal”, chamando de “Festival das luzes de Inverno”. Cristo foi expulso da vida pública de Oxford…
Por outro lado, o Cardeal Stanislau Rylko, Presidente do Pontifício Conselho de Leigos, do Vaticano, fez um apelo para que os cristãos não sejam dominados por um “complexo de inferioridade”. O Cardeal denunciou no dia 14.nov.2008 (www.zenit.org), a existência de um “novo anti-cristianismo” também no Ocidente. Disse o Cardeal:
“Para os cristãos, chegou o momento de libertar-se do falso complexo de inferioridade para com o chamado mundo leigo, para poderem ser valentes testemunhas de Cristo.” Ele analisou a situação atual das sociedades ocidentais, caracterizadas pela “ditadura do relativismo”, e denunciou a aparição de um “novo anti-cristianismo” que “faz passar por politicamente correto atacar os cristãos, e em particular os católicos”.
Hoje, advertiu o Cardeal, “quem quer viver e atuar segundo o Evangelho de Cristo deve pagar um preço, inclusive nas sumamente liberais sociedades ocidentais”. “Está ganhando espaço a pretensão de criar um homem novo completamente desarraigado da tradição judaico-cristã, uma nova ordem mundial”.
O problema, explicou o cardeal Rylko, não é “o de sermos uma minoria, mas o de ter-nos transformado em marginais, irrelevantes, por falta de valor, para que nos deixem em paz, por mediocridade”. Este momento, explicou, é a “hora dos leigos”, de sua “responsabilidade nos diversos âmbitos da vida pública, desde a política à promoção da vida e da família, do trabalho à economia, da educação à formação dos jovens”.
Lamentavelmente hoje existe uma pressão anti-católica, sobretudo sobre os jovens, na universidade e nos meios de comunicação, tentando impor-lhes uma cultura maldosa de que a Igreja Católica é obscurantista, atrasada, inimiga da ciência, opressora e poderosa. Assim, a juventude, que não conhece a verdade, vai sendo levada a ter ódio da Igreja e vergonha de ser católica. Por outro lado se esconde tudo de bom e de belo que a Igreja fez para salvar o mundo ocidental. Este laicismo anti-católico, tende agora a aceitar tudo o que venha de outras religiões, menos do catolicismo.
De fato é “a hora dos leigos” convictos de sua fé, defenderem Cristo, a Igreja Católica e a “ã doutrina da fé” (Tt1, 9), como muitos têm feito, sem medo, sem vergonha, sem respeito humano. Lembremo-nos de que Jesus disse que quem se envergonhar Dele perante este mundo, Ele também se envergonhará dele diante do seu Pai.
Fonte: Miguel com seus AnjosMarcadores: Catolicismo
Escrito por
01:20.
