Doce Deleite



quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Aniversário de Nana



Dos 21 sobrinhos que tenho, Luana, Nana, ou buchinho, como sua mãe a chamava, é a 15ª.
Hoje ela está debutando, por isso esse é um dia todo especial para ela e para todos nós da família.
Há quatro anos atrás, quando ela completava 11 anos, lá no Hospital Santa Catarina, sua mãe cantava os parabéns para ela. Foi a última vez! No mês seguinte ela partia para seu encontro definitivo com Deus. Hoje, na companhia de Jesus, de Maria, dos anjos e de todos os santos, ela canta os parabéns para Luana.

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22:47.
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terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Aprendi




Aprendi o silêncio com os tagarelas;


a tolerância com os intolerantes


e bondade com os maldosos.


Não devo ser ingrato com esses professores.


- Gibran Kahlil Gibran -



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16:48.
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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Santa indiferença



Santo Inácio de Loyola

"Esta é a mais difícil de todas as mortificações - atingir uma "santa indiferença" pelo êxito ou fracasso da obra a que dedicamos nossas melhores energias".

Existem diversas maneiras de nos livrarmos daquilo que nos aborrecem, mas a princípio, não parece ser tão fácil, visto que temos a tendência de nos envolvermos tanto com os aborrecimentos que não enxergamos uma saída, mesmo que ela esteja diante de nós.

Ficamos aborrecidos quando achamos que alguém age de uma maneira que não gostamos ou quando não gostamos de alguma coisa que acontece. Coisas que não desejamos acontecem. Coisas que queremos não acontecem.

Não há ninguém no mundo cujos desejos sejam sempre satisfeitos, em cuja vida tudo ocorre de acordo com sua vontade, sem nada indesejável acontecer. Fatos contrários à nossa vontade e ao nosso desejo constantemente ocorrem. Portanto, surge uma pergunta: como podemos parar de reagir cegamente às coisas de que nos aborrecem?

Dificilmente reagiremos com tranqüilidade a certos acontecimentos se não tivermos um mínimo de conhecimento de nós mesmos. Aprendendo a permanecermos equilibrados diante de todas as coisas que experimentamos, desenvolvemos o desapego também a tudo o que se encontra nas situações exteriores. Aprendemos a "santa indiferença" - como estar totalmente compromissados, totalmente envolvidos em ajudar os outros, enquanto, ao mesmo tempo, mantemos o equilíbrio mental. Dessa forma, permanecemos pacíficos e felizes enquanto trabalhamos para a paz e a felicidade de outros.

Perguntaram, certa vez, a santo Ignácio de Loyola quais seriam os seus sentimentos se o papa viesse a suprimir a Companhia de Jesus. Respondeu ele: "Um quarto de hora de oração", "e não pensaria mais nisso".

Esta é a mais difícil de todas as mortificações - atingir uma "santa indiferença" pelo êxito ou fracasso da obra a que dedicamos nossas melhores energias.

Se ela triunfa, muito bem; se ela fracassa, muito bem também, ainda que para nossa mente limitada e ligada ao tempo seja inteiramente incompreensível.



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domingo, 25 de fevereiro de 2007

Falso penitente



ROMA/QUERÉTARO, sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007 (ZENIT.org-El Observador).- Uma pesquisa realizada por Periodismocatolico.com constata que o jornalismo sensacionalista que busca escândalos na Igreja, no fundo, demonstra o grande interesse que esta suscita.

A premissa foi se a reportagem realizada em confessionários da Itália por um jornalista de «L’Expresso», e sua posterior publicação, demonstrava:

a) Que a Igreja continua interessando, em particular a seus inimigos;

b) A incapacidade dos comunicadores católicos para reagir ante as burlas sacrílegas;

c) Que no jornalismo vale tudo.

Um cronista, falso penitente, apresentou-se nos confessionários de 24 igrejas de Turim, Milão, Roma, Nápoles e Palermo para confessar pecados inventados e comparar as respostas dos sacerdotes sobre questões éticas como eutanásia, droga, prostituição, desfalques, pederastia, etc.

Os comentários dos visitantes podem se resumir em que a Igreja continua interessando, é óbvio, e aos inimigos certamente, porque a luta durará até o fim. Que no jornalismo vale tudo nós o vemos na prática, mas é um jornalismo desvirtuado. A resposta às ofensas se realiza com a evangelização.


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Santa Sé critica investigação jornalística nos confessionários

Um jornalista se faz passar por penitente para pôr os sacerdotes à prova


CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 29 de janeiro de 2007 (ZENIT.org).- O jornal da Santa Sé qualificou de «reportagem desleal» a investigação publicada por um semanário italiano na qual o jornalista se fez passar por penitente nos confessionários para pôr os sacerdotes à prova.

O artigo, publicado na última edição de «L’Expresso», foi analisado na terceira página da versão diária italiana de «L’Osservatore Romano» do dia 28 de janeiro.

O subtítulo do artigo diz: «A ultrajante investigação de um semanário: confissões fictícias em busca de um ‘furo’ desleal».

O cronista, falso penitente, apresentou-se nos confessionários de 24 igrejas de Turim, Milão, Roma, Nápoles e Palermo para confessar pecados inventados e comparar as respostas dos sacerdotes sobre questões éticas como eutanásia, droga, prostituição, desfalques, homossexualismo, etc.

«Ultrajar o sentimento religioso dos católicos, enganar a boa fé dos sacerdotes, ferindo gravemente o caráter inviolável do ministério pastoral, profanar um sacramento: a ‘valente’ investigação de um jornalista conseguiu tudo isso», afirma o diário da Santa Sé.

«Parabéns -- diz com ironia o diário vaticano --, um “furo” autêntico, ainda que não muito original, dado que há muito tempo se escreveu um livro.»

Na verdade, acrescenta, encontramo-nos ante uma «ofensa para todos os que crêem no Sacramento da Reconciliação».





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09:39.
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sábado, 24 de fevereiro de 2007

Direção Espiritual



“Deus dos nossos pais, que escolheste Abraão e os seus descendentes para trazer o Teu nome às nações: estamos profundamente tristes com o comportamento daqueles que, ao longo do curso da história, causaram sofrimento a estes teus filhos e, pedindo o teu perdão, manifestamos o desejo de nos comprometermos a uma irmandade genuína com o povo do pacto.”

João Paulo II, mensagem deixada entre as pedras do Muro das Lamentações (Kotel), em Jerusalém, a 26 de Março de 2000.


Hoje assisti o programa Direção Espiritual, apresentado pelo Padre Fábio de Melo. Na verdade foi reprise, pois o dia mesmo é na quinta-feira. Assistir a este programa é uma dádiva, pois o Pe Fábio é muito feliz em suas colocações, que nos leva sempre a refletir sobre os nossos atos.


O Pe Fábio é um sacerdote relativamente jovem, mas muito querido, porque as suas mensagens sempre nos ajudam na nossa caminhada como cristãos. Uma das coisas que ele combate muito, devido aos questionamentos das pessoas que escrevem ou ligam para o programa, é sempre sobre traição, e por tabela, culpa e perdão.

Um dos princípios básicos do cristianismo é a prática do exercício do perdão, mas nem sempre estamos dispostos a perdoar aquele que praticou o mal contra nós, e então ficamos remoendo e alimentando aquilo que nos foi feito. Geralmente quem perde com isso é quem foi atingido, porque quem praticou o mal, continua tocando sua vida tranqüilamente, e não está nem um pouco preocupado com quem foi atingido, por outro lado, se ele tiver a consciência da prática desse mal, a culpa, que é conseqüência desse ato, faz muito mas mal a ele que praticou, do que quem foi atingido. É aí que entra a questão da traição, que está relacionada com a questão do perdão. Portanto, quem ama não trai e quem não perdoa não ama.


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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

É quando sou fraca, que sou forte



De vez em quando uma sensação de impotência nos assalta. Isso acontece com qualquer pessoa, mas é preciso lançar-se nos braços do Pai e acreditar no seu infinito amor.

Hoje eu passei por isso, mas durante a Missa ofereci esse momento difícil. Na Missa fazemos parte de uma Assembléia dos filhos de Deus, que tem como herança o Reino dos Céus.

A Missa foi sempre o centro da comunidade e o sinal da unidade, pois é celebrada por aqueles que receberam o mesmo batismo, vivem a mesma fé e se alimentam do mesmo Pão. Todos os fiéis formam um só "corpo".

a Eucaristia, que significa "Ação de Graças" é o alimento da alma. Através dele passamos a caminhar com mais força rumo à Salvação. O importante é comungar com a convicção que Jesus é o Sacramento da Eucaristia, que é um grande presente Dele à nós.

Presente este, que devemos desfrutar diariamente para nos fortalecer e nos impulsionar a seguir em frente e sem medo. Deus nos oferece a cada dia novas possibilidades e não podemos perder a chance de aproveitá-las!





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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Campanha da Fraternidade 2007



Campanha da Fraternidade 2007A idéia do tema Fraternidade e Amazônia, com o lema Vida e Missão neste chão, tem o objetivo de provocar uma reflexão que desperte na sociedade brasileira e no mundo a necessidade de conhecer os valores presentes no povo da Amazônia, além da sua maneira secular e criativa de viver diante das agressões dos modelos econômicos e culturais que lhe impuseram.

Com a Campanha da Fraternidade 2007, a Igreja quer sensibilizar os brasileiros, especialmente os católicos, para as questões ligadas à Amazônia. "Ter sensibilidade para compartilhar as dificuldades dos povos, pois onde houver uma criatura humana, independentemente do lugar onde ela esteja, é nossa irmã e nós, como Igreja, devemos nos preocupar em ajudá-la", afirmou o secretário executivo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) - Nordeste 2, padre José Alberico Bezerra. Uma das metas da campanha é sensibilizar os missionários brasileiros para uma grande ação solidária de evangelização na Amazônia.


Fraternidade e Amazônia é o tema da Campanha que deu início ontem, na quarta-feira de cinzas, que coincide com o período da Quaresma.

Ontem à noite fui à missa, recebi as cinzas como todos que estavam presentes à celebração. A Igreja estava lotada, tinha pessoas até do lado de fora e todo um clima de paz nos invadia.

Esse período da Quaresma nos convida ao jejum e a penitência, e o Padre Bosco, nos sugeria diversas maneiras de fazer. O que a Igreja nos pede, não exige de nós grandes sacrifícios, basta nos privarmos de algo. É um período também que nos convida a reflexão:

O que devo fazer para melhorar como cristã? O que é tão importante na minha vida que eu não possa abrir mão e oferecer a Jesus? Como cristã qual o meu contributo para melhorar o mundo, e com ele, as pessoas ao meu redor?

São tantos os questionamentos. Mas o que aprendi e o que a Palavra de Vida deste mês nos sugere, é a confiança em Deus, deixar tudo que não podemos fazer em suas mãos, oferecer a nossa vida, o nosso trabalho, as nossas preocupações, a Ele. É Chiara que nos diz: “É um trabalho feito a dois em perfeita comunhão, que exige de nós uma grande fé no amor de Deus por seus filhos e que, pelo nosso modo de agir, dá ao próprio Deus a possibilidade de confiar em nós.


E assim caminhamos vivendo bem, a cada dia, o momento presente.


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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

O significado das cinzas



O uso litúrgico das cinzas tem sua origem no Antigo Testamento. As cinzas simbolizam dor, morte e penitência. Por exemplo, no livro de Ester, Mardoqueu se veste de saco e se cobre de cinzas quando soube do decreto do Rei Asuer I (Xerxes, 485-464 antes de Cristo) da Pérsia que condenou à morte todos os judeus de seu império. (Est 4,1). Jó (cuja história foi escrita entre os anos VII e V antes de Cristo) mostrou seu arrependimento vestindo-se de saco e cobrindo-se de cinzas (Jó 42,6). Daniel (cerca de 550 antes de Cristo) ao profetizar a captura de Jerusalém pela Babilônia, escreveu: "Volvi-me para o Senhor Deus a fim de dirigir-lhe uma oração de súplica, jejuando e me impondo o cilício e a cinza" (Dn 9,3). No século V antes de Cristo, logo depois da pregação de Jonas, o povo de Nínive proclamou um jejum a todos e se vestiram de saco, inclusive o Rei, que além de tudo levantou-se de seu trono e sentou sobre cinzas (Jn 3,5-6). Estes exemplos retirados do Antigo Testamento demonstram a prática estabelecida de utilizar-se cinzas como símbolo (algo que todos compreendiam) de arrependimento.

O próprio Jesus fez referência ao uso das cinzas. A respeito daqueles povos que recusavam-se a se arrepender de seus pecados, apesar de terem visto os milagres e escutado a Boa Nova, Nosso Senhor proferiu: "Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida! Porque se tivessem sido feitos em Tiro e em Sidônia os milagres que foram feitos em vosso meio, há muito tempo elas se teriam arrependido sob o cilício e as cinzas. (Mt 11,21) A Igreja, desde os primeiros tempos, continuou a prática do uso das cinzas com o mesmo simbolismo. Em seu livro "De Poenitentia" , Tertuliano (160-220 DC), prescreveu que um penitente deveria "viver sem alegria vestido com um tecido de saco rude e coberto de cinzas". O famoso historiador dos primeiros anos da igreja, Eusébio (260-340 DC), relata em seu livro A História da Igreja, como um apóstata de nome Natalis se apresentou vestido de saco e coberto de cinzas diante do Papa Ceferino, para suplicar-lhe perdão. Sabe-se que num determinado momento existiu uma prática que consistia no sacerdote impor as cinzas em todos aqueles que deviam fazer penitência pública. As cinzas eram colocadas quando o penitente saía do Confessionário.

Já no período medieval, por volta do século VIII, aquelas pessoas que estavam para morrer eram deitadas no chão sobre um tecido de saco coberto de cinzas. O sacerdote benzia o moribundo com água benta dizendo-lhe: "Recorda-te que és pó e em pó te converterás". Depois de aspergir o moribundo com a água benta, o sacerdote perguntava: "Estás de acordo com o tecido de saco e as cinzas como testemunho de tua penitência diante do Senhor no dia do Juízo?" O moribundo então respondia: "Sim, estou de acordo". Se podem apreciar em todos esses exemplos que o simbolismo do tecido de saco e das cinzas serviam para representar os sentimentos de aflição e arrependimento, bem como a intenção de se fazer penitência pelos pecados cometidos contra o Senhor e a Sua igreja. Com o passar dos tempos o uso das cinzas foi adotado como sinal do início do tempo da Quaresma; o período de preparação de quarenta dias (excluindo-se os domingos) antes da Páscoa da Ressurreição. O ritual para a Quarta-feira de Cinzas já era parte do Sacramental Gregoriano. As primeiras edições deste sacramental datam do século VII. Na nossa liturgia atual da Quarta-feira de Cinzas, utilizamos cinzas feitas com os ramos de palmas distribuídos no ano anterior no Domingo de Ramos. O sacerdote abençoa as cinzas e as impõe na fronte de cada fiel traçando com essas o Sinal da Cruz. Logo em seguida diz: "Recorda-te que és pó e em pó te converterás" ou então "Arrepende-te e crede no Evangelho".

Devemos nos preparar para o começo da Quaresma compreendendo o significado profundo das cinzas que recebemos. É um tempo para examinar nossas ações atuais e passadas e lamentarmo-nos profundamente por nossos pecados. Só assim poderemos voltar nossos corações genuinamente para Nosso Senhor, que sofreu, morreu e ressuscitou pela nossa salvação. Além do mais esse tempo nos serve para renovar nossas promessas batismais, quando morremos para a vida passada e começamos uma nova vida em Cristo.

Finalmente, conscientes que as coisas desse mundo são passageiras, procuremos viver de agora em diante com a firme esperança no futuro e a plenitude do Céu.



Mundo Católico



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Quarta-feira de Cinzas


Cinzas, jejum e abstinência,

Ó Deus, vós tendes compaixão de todos e nada do que criastes desprezais: perdoais

nossos pecados pela penitência porque sois o Senhor nosso Deus. (Sb 11, 24-25.2)


Oração: Concedei-nos, ó Deus todo-poderoso, iniciar com este dia de jejum o tempo da quaresma, para que a penitência nos fortaleça no combate contra o espírito do mal. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo.



I Leitura: Joel (Jl 2, 12-18)


O Senhor encheu-se de zelo por sua terra



Salmo: 50 (51), 3-4.5-6a.12-13.14 e 17


Misericórdia, ó Senhor, pois pecamos
(3a)




II Leitura: Coríntios (2Cor 5, 2—6,2)


É nossa obrigação vivermos segundo o ensinamento de Cristo



Evangelho do dia: Mateus (Mt 6, 1-6.16-18)


Jejum, esmola e oração


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1"Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus.

2Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 3Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, 4de modo que a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa.

5Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar em pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 6Ao contrário, quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa. 16Quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto, para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade vos digo: Eles já receberam a sua recompensa. 17Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, 18para que os homens não vejam que tu estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa". Palavra da Salvação!



Comentário do Evangelho


A prática quaresmal da esmola, da oração e do jejum tem a finalidade de sintonizar-nos com a vontade do Pai, de forma a preparar-nos, da melhor maneira possível, para a celebração da Páscoa. As três práticas de piedade visam refazer nossa amizade com o Pai, enquanto discípulos de Jesus. Têm como objetivo tornar-nos agradáveis a ele. De onde a importância de serem vividas segundo as orientações dadas pelo Mestre Jesus.


Existem maneiras incorretas de dar esmolas, rezar e jejuar. Portando, vazias e inúteis. Isto acontece com quem se serve destes atos para fazer exibição de piedade, pretendendo passar por santos aos olhos dos outros. Mas, também, com quem dá esmola de maneira mecânica, sem comprometer-se com o gesto de dar; com quem transforma a oração num amontoado de palavras, sem interioridade nem unção; com quem jejua para cumprir um preceito, embora desconheça o valor de seu gesto.


O reverso da medalha corresponde à forma efetiva de agradar a Deus. Neste caso, a esmola será expressão da misericórdia que existe no coração de quem se faz solidário com a carência alheia; a oração consistirá mais em escutar do que em falar; o jejum corresponderá a um esforço sincero de controlar os próprios instintos e paixões, de forma a não desviarem o ser humano do caminho de Deus.

A melhor forma de agradar a Deus será pôr em prática tudo isto no humilde escondimento.


Mundo Católico




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terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Porque Ela está a chegar...




















Ela está quase a chegar, provocadora como sempre e com aquele olhar de encanto que nos deixa seduzidos e nos leva a segui-la com determinação...falo naturalmente da Quaresma!
Para alguns é o tempo mais aborrecido do ano. Aquele tempo em que "os chatos dos católicos" se restringem a seguir umas "normas esquisitas" de jejum, oração mais intensa e partilha de bens...olhada assim a quaresma não é mais do que uma norma que constrange e não liberta...aliás, aqueles que olharem assim a quaresma não verão nela mais do que a "proibição" de comer carne às sextas-feiras!? Recuso-me a olhar assim este tempo!
A quaresma de enfadonha tem muito pouco, ou melhor, não tem nada!
Ela é uma interpelação a "voar mais alto para ver mais longe", é uma provocação a abandonar as banalidades e o ritmo muitas vezes superficial em que vivemos para assumir o risco da profundidade, de uma profundidade em Deus, com Deus. A quaresma é essencialmente o tempo em que eu me descubro como único, como amado e perdoado...um tempo em que percebo radicalmente que sou "o tesouro de Deus".

Escolhi como lema para esta caminhada quaresmal de 2007 uma frase do profeta Oseias:

É assim que te vou seduzir ao deserto
para te falar ao coração
(cf. Oseias 2, 16)

Falaremos mais do que ela significa ao longo deste tempo, para já, deixo aqui um pequeno excerto de um texto que pode ajudar-nos a preparar o coração para fazer deste tempo um tempo de intimidade maior com Deus e de comunhão fraterna com a humanidade, com os que nos rodeiam:

"De que servirá fugir aos banquetes, se ocupamos com discórdias os nossos dias? De que servirá não comer do pão que nos cabe, se tirarmos a comida da boca do pobre? O jejum para o cristão deve preparar a paz e não as lutas. de que te serve não comer carne, se da tua boca se soltam injúrias piores do que qualquer tipo de alimento? De que te serve santificar o estômago com jejuns, se as mentiras te mancham a boca? em verdade te digo, meu irmão, que não tens o direito de entrar na Igreja se continuas enredado e envolvido nas malhas mortais da usura voraz, que não tens o direito de invocar o teu Senhor se as tuas orações vêm do teu coração invejoso, que não tens o direito de bater no peito se nele se escondem os teus maus desejos. A moeda que deres ao pobre só será justa, quando fores pobre também" (S. Máximo de Turim)

Bom Caminho!

No Coração de Deus




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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

Cidade X Campo


Praia de Boa viagem

Vista aérea de Recife

Normalmente não gosto de barulho, mas as vezes sinto a sua falta. Não é aquele barulho ensurdecedor, que nos deixa desorientados, mas aquele a que estamos acostumados.
Às vezes eu gosto de estar só comigo mesma para poder clarear melhor as idéias, colocar os pensamentos em ordem, arrumar as gavetas, fazer uma boa leitura, meditar, descansar, enfim, tudo o que se deve fazer quando se tem um tempo livre à disposição.

Neste período de carnaval tempo não me falta, o que falta mesmo é disposição para realizar aquilo a que me propus, mas por outro lado, não estou com peso na consciência porque sei que ainda me resta dois dias. Mas o que está me deixando inquieta mesmo, é a ausência do burburinho do dia-a-dia. O problema é que sempre acabamos nos acostumando, com a rotina. Gostamos de ver gente, de sair às ruas, escutar o rádio. Descobri que gosto de viver na cidade.

Embora pareça incoerente, gostaria de me afastar da cidade para ir morar num lugar mais tranqüilo, onde pudesse escutar o canto dos pássaros, colher uma fruta diretamente do pé, fazer um balanço numa árvore, ouvir o barulho da água numa nascente, criar patos e galinhas, ter um cão labrador, ouvir o som do chocalho pendurado num pescoço de uma vaca.

Eu iria tranqüilamente morar no campo, desde que eu pudesse desfrutar do conforto que a vida moderna oferece. É isso, penso que seja o conforto, de ter tudo ao nosso alcance, que nos mantém fixos e nos acostumamos a viver nas cidades.


Casa no Campo

Composição: Zé Rodrix e Tavito

Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais
Eu quero carneiros e cabras pastando solenes
No meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
E um filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com a mão
A pimenta e o sal
Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros
e nada mais

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domingo, 18 de fevereiro de 2007

Amigos


"Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos".

JESUS CRISTO, nosso maior e melhor amigo. Ele nos escolheu e deu a sua vida por nós. A Ele toda honra, louvor e glória.



Recebi um desafio da Maria João, para falar sobre amigos. Aceitei porque gostei do tema. Falar de amigos é sempre prazeroso. As canções e os poemas, estão aí para comprovar o valor que tem uma grande amizade.

Milton Nascimento, em "Canção da América", diz que amigo é coisa pra se guardar debaixo de sete chaves, dentro do coração, do lado esquerdo do peito, mesmo que o tempo e a distância, digam não. Roberto Carlos homenageou seu amigo com uma canção dizendo que ele é amigo de fé, irmão, camarada. Outra canção fala de "Amigos para sempre". E assim, tanto na música como na literatura a Amizade é sempre exaltada.

Penso que seja fácil fazer amizades, ainda mais agora com o advento da internet, onde todos os dias conhecemos pessoas. Mas conservar uma amizade já não é, requer muita responsabilidade, compromisso, respeito e acima de tudo, confiança.
Quando se conquista um amigo é para sempre. Amigo de verdade é aquele que está do teu lado para o que der e vier, que não mede esforços para te socorrer nas horas mais difíceis, não faz críticas e aceita você do jeito que você é, sem restrições.

Tenho alguns amigos que conquistei e que me conquistaram ao longo dos anos. Uns são antigos, outros mais recentes, mas nem por isso perdem sua importância. Fiz recentemente alguns amigos que tem compartilhado de bons momentos comigo.
A todos eles deixo este texto muito significativo de Vinícius de Moraes, que fala sobre a amizade e a importância dos amigos.

Amigos

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor. Eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências ...
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários. De como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, trêmulamente construí, e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida. Se um deles morrer, eu ficarei torta para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo. Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer ... Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.


Agora repasso o desafio para Nilceia






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A origem do carnaval


Qual a origem do carnaval e qual a atitude da Igreja diante dele?

Origem: Antes do mais, diga-se algo sobre a etimologia de “Carnaval”. Comumente os autores explicam este nome a partir dos termos do latim tardio “carne vale”, isto é, “adeus carne” ou “despedida da carne”; esta derivação indicaria que no Carnaval o consumo de carne era considerado lícito pela última vez antes dos dias de jejum quaresmal. - Outros estudiosos recorrem à expressão “carnem levare”, suspender ou retirar a carne: o Papa São Gregório Magno teria dado ao último domingo antes da Quaresma, ou seja, ao domingo da Qüinquagésima, o título de “dominica ad carnes levandas”; a expressão haveria sido sucessivamente, carneval ou carnaval”. - Um terceiro grupo de etimologistas apela para as origens pagãs do Carnaval: entre os gregos e romanos costumava-se exibir um préstito em forma de nave dedicada ao deus Dionísio ou Baco, préstito ao qual em latim se dava o nome de currus navalis: donde a forma Carnavale.

Como se vê, não é muito clara a procedência do nome. Quanto à realidade por este designada deve-se dizer o seguinte:

As mais antigas notícias de pompas semelhantes às que hoje chamamos “Carnaval” datam, como se crê, do séc. VI antes de Cristo, na Grécia: as pinturas de certos vasos gregos apresentam figuras mascaradas a desfilar em procissão ao som de música as pompas do culto do deus Dionísio, com suas fantasias e alegorias, são certamente anteriores à era cristã. Entre os gregos, análogas festividades eram ocasionadas pela entrada de novo ano civil (mês de janeiro) ou pela aproximação da primavera e a conseqüente despedida do inverno. Elementos da religiosidade pagã e da mitologia costumavam inspirar essas celebrações; em geral os povos não-cristãos intencionavam, com seus ritos exuberantes, expiar as faltas cometidas no inverno ou no ano anterior e pedir aos seres superiores a fecundidade da terra e a prosperidade para a primavera e o novo ano. Disto dão testemunho os costumes vigentes ocasião de tais solenidades: para exprimir a expiação e o cancelamento das culpas passadas, por exemplo, encenava-se a morte de um fantoche ou boneco que, depois de “haver feito seu testamento” e após uma paródia de transporte fúnebre, era queimado ou lançado à água ou de qualquer modo destruído (rito celebrado geralmente no dia 1º de janeiro).

Em algumas regiões procedia-se à confissão pública dos vícios: matava-se um peru, o qual, antes de morrer, proclamava pela boca de um dos cidadãos os malefícios da gente do país. A denúncia das culpas tomava não raro um caráter pilhérico e teatral: era, por exemplo, o cômico Arlequim que, antes de ser entregue à morte confessava os seus pecados e os alheios. Apesar das intenções sérias que inspiraram inicialmente tais manifestações públicas, compreende-se que elas tenham mais e mais dado lugar à licenciosidade e a deploráveis abusos, fomentados pelo uso de máscaras, trajes alegóricos, pela exibição de préstitos, peças de teatro, etc. Em tese, as danças e o tripudiar característico dessas festas deviam servir de exortação ao povo para que cheio de alegria iniciasse a nova estação do ano. As religiões ditas “de mistérios” provenientes do Oriente e muito difusas no Império Romano, concorreram não pouco, pelo fato de seguirem rituais exuberantes, para o incremento das festividades carnavalescas. Estas, em conseqüência, tomaram o nome de “pompas bacanais” ou “saturnais” ou “lupercais”. As demonstrações de alegria porém, tornando-se subversivas da ordem pública, o Senado Romano, no séc. II a.C. resolveu combater os bacanais; os adeptos destes passaram a ser acusado de graves ofensas contra a moralidade e contra o Estado.

Dado o motivo de tais festividades populares, entende-se que a data de sua celebração tenha sido vária: podia ser o dia 25 de dezembro (dia em que os pagãos celebravam Mitra ou o Sol Invicto) ou o dia 1º de janeiro (começo do novo ano), ou 6 ou 17 de janeiro ou 2 de fevereiro (datas religiosas pagãs) ou algum termo pouco posterior.

Atitude da Igreja: quando o Cristianismo se difundiu, já encontrou tais orgias no uso dos povos.

Por princípio, o Evangelho não é contrário às demonstrações de júbilo, contanto que não degenerem em celebrações libertinas e pecaminosas. Por isto, os missionários não se opuseram formalmente à realização do Carnaval, mas procuraram dar-lhe caráter novo, depurando-o de práticas que tinham sabor nitidamente supersticioso ou mitológico e enquadrando-o dentro da ideologia cristã; assim, como motivo de alegria pública, os pastores de almas indicavam por vezes algum mistério ou alguma solenidade do Cristianismo (o Natal, por exemplo, ou a Epifania do Senhor ou a Purificação de Maria, dita “festa da Candelária”, em vez dos mitos pagãos celebrados a 25 de dezembro 6 de janeiro ou 2 de fevereiro). Por fim, as autoridades eclesiásticas conseguiram restringir a celebração oficial do Carnaval aos três dias que precedem a quarta-feira de cinzas (em nossos tempos alguns párocos bem intencionados promovem, dentro das normas cristãs, folguedos públicos nesse tríduo, a fim de evitar sejam os fiéis seduzidos por divertimento pouco dignos).

Como se vê, a Igreja não instituiu o Carnaval; teve, porém, de o reconhecer como fenômeno vigente no mundo em que ela se implantou. Sendo em si suscetível de interpretação cristã, ela o procurou subordinar aos princípios do Evangelho; era inevitável, porém, que os povos não sempre observassem o limite entre o que o Carnaval pode ter de cristão e o que tem de pagão. Está claro que são contrários às intenções da Igreja os desmandos assim verificados Em reparação dos mesmos, foram instituídas a adoração das Quarenta Horas e as práticas de Retiros Espirituais nos dias anteriores à quarta-feira de cinzas.

Por D. Estevão Bettencourt, OSB
Fonte: Revista: “Pergunte e Responderemos".


Carnaval, cinzas quaresma e Páscoa

Nosso Senhor Jesus Cristo ressuscitou na Páscoa judaica, que era na lua cheia do mês de Nisan.
A Igreja marca, então, a data da Páscoa, pelo calendário lunar, isto é, na primeira lua cheia da primavera. Como devemos completar em nós a paixão de Cristo, a Igreja, a exemplo de nosso Redentor que jejuou 40 dias, fazia o povo fiel jejuar e abster-se de carne durante 40 dias. Daí a Quaresma. Esse jejum está reduzido, hoje, somente a dois dias: a quarta-feira de cinzas (primeiro dia da Quaresma), e a sexta-feira santa.

O carnaval não é uma festa católica. Era uma festa pagã que os romanos realizavam em fevereiro, as februálias.

Como os cristãos iam passar quarenta dias sem comer carne, o nome carnaval se entendeu como carne vale, isto é, os últimos dias em que se podia comer carne antes da Quaresma.

As cinzas são para lembrar ao homem, que ele foi feito do pó da terra, e que em pó ele vai se tornar, quando morrer. Daí a oração do Padre ao impor as cinzas na testa dos fiéis: "Lembra-te, homem, que és pó, e em pó te ás de volver". As cinzas, símbolo de penitência, são feitas pela queima das palmas bentas do ano anterior.


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02:49.
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sábado, 17 de fevereiro de 2007

Do Sertão ao Cais - 100 anos de Frevo


Hoje, 17 de fevereiro de 2007, dia em que o Galo da Madrugada desfilou pela 30ª vez pelas ruas do Recife. O bloco comprovou mais uma vez, ser o que reúne o maior número de foliões. Não é à toa que o Galo é o maior bloco carnavalesco do planeta, como registra o Guiness Book.

Eu estava lá com minhas irmãs e sobrinhas, mas confesso que o ritmo é muito puxado e eu não tenho lá esse pique todo para enfrentar tamanha maratona. Afinal você tem que andar um bocado, pois condução só até um determinado trecho, sem contar que o calor é tremendo, são cinco quilômetros de percurso, mas só ficamos no início, pois é praticamente impossível chegar ao foco da animação. Saí de lá por volta do meio-dia, e ainda não tinha passado um terço do desfile, mas fui embora porque tinha que caminhar outro tanto para poder pegar uma condução de volta pra casa. Cheguei às 13:10, tomei um banho demorado, almocei e dormi por mais ou menos três horas para recarregar as baterias. Não sei a que horas as meninas voltaram, mas elas têm disposição pra dar e vender, pois agora à noite ainda vão para outro foco de animação no centro da cidade.

Quem chega a Pernambuco ou conhece o Carnaval do Estado já sabe que aqui é tempo de vivenciar uma fusão de manifestações culturais. Este ano, em que se comemora o centenário do frevo, o Governo de Pernambuco traz como tema do Carnaval 2007 “Do Sertão ao Cais - 100 anos de Frevo”. Desde a Região Metropolitana, Zona da Mata, Agreste e Sertão, Pernambuco começa a descobrir, através de uma política de interiorização, o que cada região do Estado tem a mostrar.

Principais pólos do Carnaval de Pernambuco e duas grandes referências no calendário nacional durante o reinado de Momo, Recife e Olinda oferecem opções diversas para quem quer curtir blocos, troças, agremiações e bonecos gigantes. Mas as atrações do Carnaval não se concentram apenas nesses pólos.
Aliança, Belém do São Francisco, Bezerros, Brejão, Buíque, Cabo de Santo Agostinho, Catende, Gameleira, Goiana, Igarassu, Itapissuma, Jaboatão dos Guararapes, Moreno, Nazaré da Mata, Paudalho, Paulista, Pesqueira, Petrolina, Ribeirão, Salgueiro, Tamandaré, Trindade e Triunfo também são grandes pólos carnavalescos.

Nesses locais, o centenário frevo se mistura aos ritmos como o maracatu, o caboclinho, a ciranda, o afoxé e ao samba. Os municípios também são palco de manifestações populares como os caiporas, em Pesqueira, os papangus de Bezerros, a bicharada, em Salgueiro e o desfile de alegorias, em Vitória de Santo Antão.


Do Sertão ao Cais, o Carnaval de Pernambuco é especial. Boa folia.



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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Sobre a cruz


Padre Fernando Cardoso

Marcos, capítulo 8, 34-39.

Jesus havia falado ontem de sua própria cruz. Hoje fala de nossa cruz. Jesus afirma que não haverá nem para Ele, nem para nenhum de nós, um caminho à Glória, um caminho ao Céu, que não passe pela Cruz e pela Paixão. Meus caríssimos irmãos, a tentação é grande de sobrevoar a cruz, de sobrevoar a sexta-feira santa e cair diretamente no domingo de Páscoa, na ressurreição. Não! Este caminho não leva a coisa alguma. “Se alguém dentre vós quiser ser meu discípulo”, ouvimos hoje, “renuncia-se a si mesmo. Tome a sua cruz e siga-me”.


Caríssimos irmãos, quando esse evangelho foi escrito, provavelmente nos anos 60 e na comunidade cristã de Roma, estourava a perseguição primeira que o império moveu contra a Igreja, a perseguição neroniana. Naquela ocasião, tornar-se catecúmeno, tornar-se um candidato ao cristianismo, através do batismo significava tornar-se candidato ao martírio. Tornar-se cristão comportava o risco de ter que caminhar para o martírio, perder sua própria vida e portanto, aquela comunidade corajosa tinha que se decidir a favor ou contra um evangelho tão perigoso, com todo o conhecimento de causa.


Vinte séculos se passaram e nós também caríssimos irmãos, somos convidados hoje, por Jesus, a examinar que tipo de renúncia nós já realizamos no passado pelo fato de sermos discípulos seus, pelo fato de seremos cristãos.


Atenção, atenção: queremos seguir na leitura e na meditação desse evangelho ou nos deparamos com uma página por demais explosiva? Ou nos deparamos com uma página subversiva, uma página de qualquer maneira antipática, que seria melhor virá-la imediatamente?


Não haverá céu, não haverá vida eterna, sem seguirmos agora, as pegadas de Jesus. Jesus não oferece para os seus candidatos uma vida terrestre melhor, uma vida terrestre mais completa, uma vida com mais riqueza, uma vida com menos dificuldade, uma vida com menos sofrimento. Jesus não promete a ninguém felicidade neste mundo.


Como se enganam aqueles que afirmam que Jesus lhe quer feliz neste mundo. Esta é uma palavra ambígua, esta é uma meia verdade. Jesus quer a nossa felicidade sim, mas sabe que essa felicidade passa atualmente para nós, necessariamente pelo caminho estreito da via que conduz ao calvário e somente no calvário a nossa vida, como também a sua, explodirá em glória de ressurreição.


É preciso que hoje, eu me pergunte, você se pergunte: Que renúncias eu fiz por causa de Jesus? Fui capaz de renunciar a algum pecado específico? E cada um percorra os dez mandamentos. Fui capaz de renunciar a alguma sedução por mais forte que ela fosse, pelo simples fato de ser um discípulo de Jesus? Este está sendo catequizado por Marcos. Este está seguindo Jesus. Mas apenas este. Outros, podem brincar de ser cristãos.




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23:16.
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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Tal como sou



Uma das coisas que tenho aprendido e experimentado neste meu caminhar com Deus, é que Ele ama-me tal como sou.
Só que Ele recusa-se a deixar-me como estou.
O desejo d'Ele é que eu tenha o mesmo sentimento e a mente de Jesus.
Por vezes, eu pensava que Deus me amaria mais se a minha fé fosse forte; ou que o seu amor seria mais profundo por mim, se eu lesse mais a Bíblia ou orasse mais.
Mas nada disso.
Essa é a forma como nós, humanos, amamos.
O amor das pessoas muitas vezes, aumenta conforme o grau da nossa entrega; se erramos ou falhamos em algo, diminui.
E quantas vezes, nos doamos e mesmo assim, não recebemos o retorno.
Felizmente, com Deus não é assim.
Ele ama-nos tal como somos.
Não desiste, ainda que falhemos para com Ele.
Nem sempre Lhe dou tanto quanto gostaria de Lhe dar; ou me entrego quanto Ele o merece.
Algumas vezes, até fujo d'Ele.
Falho tantas e tantas vezes.
Mas Ele permanece sempre.
E posso vê-lo com os olhos da fé, com o olhar mais amoroso que é possível imaginar na mente humana.
Ninguém pode pensar que é indigno do Seu amor.
Que não é merecedor.
Isso são mentiras.
Ele ama-nos, não por causa de quem somos, mas por causa de quem Ele é!
Ama-nos por amor do Seu nome!
Louvado seja Deus!

Vilma

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14:52.
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Alma minha


Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida, descontente,
Repousa lá no Céu eternamente
E viva eu cá na terra sempre triste.


Se lá no assento etéreo, onde subiste,
Memória desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente
Que já nos olhos meus tão puro viste.


E se vires que pode merecer-te
Algua cousa a dor que me ficou
Da mágoa, sem remédio, de perder-te,


Roga a Deus, que teus anos encurtou,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Quão cedo de meus olhos te levou.

Luís de Camões



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14:14.
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terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Fermento dos fariseus


Evangelho do dia: (Mc 8, 14-21)
TOMAI CUIDADO COM O FERMENTO DOS FARISEUS

Naquele tempo, [14]os discípulos tinham se esquecido de levar pães. Tinham consigo na barca apenas um pão. [15]Então Jesus os advertiu: "Prestai atenção e tomai cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes". [16]Os discípulos diziam entre si: "É porque não temos pão".

[17]Mas Jesus percebeu e perguntou-lhes: "Por que discutis sobre a falta de pão? Ainda não entendeis e nem compreendeis? Vós tendes o coração endurecido? [18]Tendo olhos, vós não vedes, e tendo ouvidos, não ouvis? Não vos lembrais [19]de quando reparti cinco pães para cinco mil pessoas? Quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços?" Eles responderam: "Doze". [20]Jesus perguntou: "E quando reparti sete pães com quatro mil pessoas, quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços?" Eles responderam: "Sete". [21]Jesus disse: "E vós ainda não compreendeis?" Palavra da Salvação!

CUIDADO COM A HIPOCRISIA

Jesus procurava precaver seus discípulos contra certas posturas farisaicas, indignas de um discípulo do Reino. Algumas correntes do farisaísmo haviam tomado rumos que Jesus desaprovava. Os discípulos de Jesus também corriam o risco de serem contaminados por este mau espírito, o fermento dos fariseus. Era preciso estar atento.

Outra mentalidade contra a qual era preciso precaver-se foi designada como o fermento de Herodes. Esse rei era conhecido por sua megalomania, crueldade, impiedade, tirania e arrogância. Todas estas são atitudes indignas dos discípulos do Reino, embora estes possam ser tentados a se deixar arrastar por elas.

Também hoje, muitos "cristãos"(?) comportam-se como fariseus. São vítimas do vedetismo, fazem suas ações para terem o reconhecimento popular. Padecem também da hipocrisia, pois seu exterior não corresponde ao seu interior. Por isso, são falsos quando dão demonstração de piedade. Possuem um apego exagerado às Escrituras, que são interpretadas a seu bel-prazer, mesmo falseando-lhes o sentido. Nutrem profundo desprezo por quem na sua tosca visão, não são"perfeito" como eles, e acabavam formando um grupo hermético de pretensos puros e santos.

A conduta do discípulo deve estar permeada pelo fermento de Jesus. É olhando para o Mestre que os discípulos saberão como ser fiéis à própria fé.





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09:27.
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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Dê-me Senhor





Dê-me, Senhor,


agudeza para entender,


capacidade para reter,


método e faculdade para aprender,


sutileza para interpretar,


graça e abundância para falar.


Dê-me, Senhor,


acerto ao começar,


direção ao progredir


e perfeição ao concluir.



~ São Tomás de Aquino ~



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23:52.
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domingo, 11 de fevereiro de 2007

Nossa Senhora de Lourdes


"Os milagres incessantes de Lourdes confirmam: em meio à crise universal contemporânea são numerosas e palpáveis as intervenções de Maria Santíssima. Apesar do combate movido à devoção a Nossa Senhora, fora e até dentro da Igreja, a Imaculada Conceição continua atraindo a si milhares de almas e desenvolvendo um plano de regeneração que conduz a espetacular desfecho".

11 de fevereiro
Nossa Senhora de Lourdes

No dia 08 de dezembro de 1854, o Bem-aventurado Papa Pio IX promulgou o dogma da Imaculada Conceição de Maria. A Bula "Ineffabilis Deus", afirma: "a Virgem Maria foi preservada, por especial graça e privilégio de Deus onipotente, em previsão dos méritos de Jesus Cristo, Salvador da humanidade, de qualquer mancha do pecado original, desde o primeiro instante da sua concepção".

As aparições marianas em Lourdes, na França, começaram menos de quatro anos depois, no dia 11 de fevereiro de 1858. Deus quis que Sua Mãe se manifestasse à uma pobre e analfabeta camponesa chamada Bernardete Soubirous, de catorze anos de idade. A jovem participou das dezoito aparições na gruta de Massabielle, onde a Virgem lhe indicou a pedra, da qual brotou a fonte de água, para aplacar sua sede. Assim, nasceu o culto à Nossa Senhora de Lourdes, cuja água milagrosa propicia muitas curas ainda hoje.

Nas mensagens de Lourdes, Maria transmitiu sua Imaculada Conceição, a necessidade da verdadeira conversão dos cristãos, e da oração diária do terço. Ou seja, deixou claro que Deus não deseja a morte do pecador, mas que ele se converta e viva, em abundância. Por isso, pediu que aquele lugar fosse transformado em santuário. Encravado nos montes Pirineus, perto da fronteira com a Espanha, o pequeno povoado de Lourdes se tornou uma das metas de peregrinação mariana mais populares da Europa. Milhões de devotos e turistas de todas as partes do mundo, visitam o local todos os anos, para agradecer milagres, pedir graças e buscar a água sagrada.

Mas o grande milagre de Lourdes é a manifestação da Imaculada Conceição de Maria à luz da Eucaristia. Melhor dizendo, a Virgem sem pecado vem em socorro dos pecadores, para perpetuar o milagre da Eucaristia. Prodí­gio este, que continua acontecendo durante as procissões em Lourdes. O Cristo Eucarístico passa por entre os peregrinos doentes, no corpo e na alma, abençoando a todos e realiza uma salvação ainda mais contundente e profunda.

A festa anual de Nossa Senhora de Lourdes é celebrada em 11 de fevereiro, aniversá¡rio da primeira aparição. Nela a Igreja Católica recorda o fundamento da mensagem evangélica deixado pela Mãe: a oração e a penitência são os caminhos para que Cristo possa se firmar em cada gênero humano e na sociedade.

A partir de 1858, todos os milagres de curas ocorridos no Santuário de Lourdes são estudados com muito rigor e são depois reconhecidos. Também, são numerosas as curas de almas, embora mais difí­ceis de comprovação. Em 1991, o Papa João Paulo II instituiu a comemoração do Dia Mundial do Doente junto com a festa de Nossa Senhora de Lourdes. Além de dispor que, a cada ano, a celebração se realizasse em um Continente diferente. De tal modo, somou ao sentido de universalidade da dor, aquele da esperança da salvaçãoo em Jesus Cristo: "a única resposta autêntica à dor, ao sofrimento e à morte". (3a. Mens. JPII).

Desde então a festa de Nossa Senhora de Lourdes é marcada por preciosas mensagens catequéticas do Sumo Pontí­fice à todo seu rebanho, sobre o sentido cristão do sofrimento humano.




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sábado, 10 de fevereiro de 2007

Neci


Conheci a Neci em maio de 1998, quando viajávamos a São Paulo para um congresso do Movimento dos Focolares. Neci é um pessoa encantadora, alegre e está sempre sorrindo, ela e seu marido Antônio formam um lindo casal, são casados há 52 anos, apesar disso, parecem duas crianças. É um graça, vê-los juntos, os dois bem pequeninos e felizes. Ontem recebi a notícia de que ela está internada, por isso hoje fui passar à tarde com ela. A nossa família Focolare é imensa, todos se ajudam, por isso a Neci não fica só e Antonio pode descansar durante o dia, para à noite, poder ficar com ela. Antes de ele ir ao hospital vai à Missa e trás Jesus Eucaristia para ela ela. Existe, além do amor natural, aquele sobrenatural, que mantem sempre acesa a chama do amor de Deus em cada um, porque nutridos pela eucaristia, podem encontrar a força necessária para abraçar e superar a dor.


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21:46.
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Última Página




Mais uma vez o tempo me assusta.

Passa afobado pelo meu dia,
Atropela minha hora,
Despreza minha agenda.
Corre prepotente,
A disputar lugar com a ventania.
O tempo envelhece, não se emenda.

Deveria haver algum decreto
Que obrigasse o tempo a desacelerar
E a respeitar meu projeto.
Só assim, eu daria conta
Dos livros que vão se empilhando,
Das melodias que estão me aguardando,
Das saudades que venho sentindo,
Das verdades que ando mentindo,
Das promessas que venho esquecendo,
Dos impulsos que sigo contendo,
Dos prazeres que chegam partindo,
Dos receios que partem voltando.

Agora, que redijo a página final,
Percebo o tanto de caminho percorrido
Ao impulso da hora que vai me acelerando.
Apesar do tempo, e sua pressa desleal,
Agradeço a Deus por ter vivido,
Amanhecer e continuar teimando ...




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21:23.
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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

100 anos de Frevo


Depois que assisti à Missa e fui para a sala de aula a professora nos comunicou que poderíamos participar das comemorações dos 100 anos de frevo. Claro que fui, não poderia perder esta festa por nada. É só conferir pelas fotos aí em baixo. Quando cheguei em casa e abri o site, já tinha sido publicada as fotos da festa.

Católica celebra o Centenário do Frevo
Higor Gonçalves

Frevo

Sexta-feira. Nove de fevereiro. Dia do Frevo. O mais pernambucano dos ritmos completa 100 anos e como forma de reconhecimento de uma das manifestações populares mais relevantes, a Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) saudou o Frevo com uma grande festa. Professores, funcionários e alunos da instituição aproveitaram a oportunidade para se esbanjar no Frevo.

Capoeira no FrevoA concentração começou às 17h30, com a apresentação do grupo de capoeira Chapéu de Couro, no hall do bloco G. Os capoeiristas traduziram através do toque do berimbau do Mestre Corisco e das acrobacias e gingas a origem dos passos do Frevo.

Arrastão do FrevoUm “arrastão” de foliões acompanhou a orquestra de frevo até o bloco A, onde estava montado toda uma estrutura, com palco e som. O ápice da festa foi a inauguração, pelo Reitor Padre Pedro Rubens, da empena (mídia externa), com vinte metros de altura e sete de comprimento, na fachada do bloco A, em frente à rua do Príncipe, homenageando o Centenário do Frevo e os 55 anos da Universidade. A homenagem da Católica ao ritmo pernambucano ficará exposta durante todo o ano de 2007.

Balé PopularOutro ponto forte da festa aconteceu quando o MPB Unicap cantou clássicos carnavalescos, como Hino da Pitombeira e Vassourinhas. Em seguida, foi a vez da apresentação do Balé Popular do Recife, que fez um compacto do espetáculo Nordeste, a Dança do Brasil.

Os chilenos Christian Diaz e Luíz Tobar, que visitam o Recife, pela primeira vez, adoraram a festa do centenário do Frevo. “Conhecia o Samba, mas não o Frevo. É uma dança maravilhosa”, disse Christian, encantado. “O ritmo é alegre e envolve todo o corpo. É impossível ficar parado”, afirmou Luíz.



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Painel


Católica homenageia frevo com painel gigante
Por Raítza Vieira e Taciana Góes

EmpenaFaltando pouco mais de uma semana para a abertura oficial do carnaval, a Universidade Católica de Pernambuco está preparando uma homenagem ao centenário do frevo. Nesta sexta-feira (9), às 17h30, alunos, professores e funcionários estarão reunidos no hall do bloco G, onde haverá apresentações dos grupos culturais da Católica, entre eles o MPB Unicap e Capoeira Unicap.

Depois dos shows, uma orquestra de frevo vai ‘arrastar’ os foliões até o bloco A, onde será inaugurado um painel gigante em comemoração ao aniversário do mais pernambucano dos ritmos. A empena (mídia externa) de vinte metros de altura por sete de largura ocupa toda a fachada do prédio localizado na rua do Príncipe. A imagem trás a figura de um passista em textura de confetes. “Decidimos não colocar foto e sim fazer um desenho porque a foto dá um ‘tom’ muito pessoal”, explicou o diretor de criação da agência de publicidade Ágora, Hime Navarro. O slogan da peça é “100 anos do frevo, a Católica no passo da história.”. A arte gráfica foi desenvolvida por André Amorim e a idéia da frase surgiu do Reitor da Universidade, Padre Pedro Rubens.

Na ocasião, haverá a participação do Balé Popular do Recife. O grupo fará uma apresentação compacta do espetáculo Nordeste, a dança do Brasil. O balé, que trabalha com os quatro ciclos da dança (carnavalesca, junina, afro-ameríndio e natalina), fará uma apresentação com danças típicas do carnaval. “Mostraremos o maracatu rural, maracatu nação, dança dos arcos, caboclinho, dança afro e, claro, muito frevo”, explicou a coordenadora do Balé Popular do Recife, Ângela Fisher. Ao todo, 16 bailarinos coreografados por André Madureira, vão fazer parte do espetáculo.

Café com frevo
Por Rodolfo Bourbon

Outra novidade neste dia de comemorações pelos 100 anos do frevo será promovida pelo “Café com Quê”. Uma nova decoração do quiosque e a criação da bebida “café com frevo” estarão prontas na sexta (9), data em que o estabelecimento completa 5 meses na Universidade. De acordo com um dos proprietários, o estudante de Administração da Católica, Diego Peretti, a idéia partiu de uma necessidade de preparar um novo produto. Quanto aos ingredientes e os detalhes do novo café, ele esconde: “Será uma surpresa preparada às pessoas presentes.”





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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Observando a vida pela janela





"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis". (Fernando Pessoa)

Quando se vai às ruas e se passa a olhar as pessoas com outros olhos, descobre-se que há em cada uma um certo encanto, um certo mistério e uma certa beleza, até mesmo nas pessoas mais bizarras, porque ali está um filho de Deus que foi criado à sua imagem e semelhança.
Às vezes, da janela de um ônibus, num curto espaço de tempo, o mundo se descortina diante dos nossos olhos.
Hoje eu vi duas pessoas, através da janela de um ônibus que me chamaram a atenção: uma, vestida com roupas de dançarina (penso que seria um transformista) dançando em frente de uma loja, e a cena mais engraçada, foi quando uma jovem começou a dançar a mesma coreografia com ele(a); outra foi uma mulher que estava atravessando a rua, sem blusa, com os seios de fora, na maior tranqüilidade, como se fosse a coisa mais natural do mundo, poderia não ser para os demais, mas para ela, na sua naturalidade, era. Duas cenas diferentes, mas bastante significativas.
De volta para casa, no ônibus, sentei-me ao lado de uma pessoa que logo foi puxando conversa e perguntava meu nome. O seu era Jacó, então eu brincando com ele, dizia-lhe que ele era filho de Isaac e neto de Abraão. Ele estava com uma lata de cerveja na mão e exalava um certo cheiro de bebida, mas estava aparentemente sóbrio, apenas se queixava de que estava cansado, pois trabalhava no porto como estivador. Então eu comecei a falar da importância do trabalho, e o que ele desempenhava, tinha também a sua importância, porque não existe trabalho mais, ou menos importante. Ele me dizia que era analfabeto, quando falei que era aluna da Católica, mas eu dizia para ele que todos nós temos muito que aprender uns com os outros e que ninguém era tão ignorante que não tivesse algo para ensinar; e nem tão culto que não tivesse algo para aprender, e que, cada um era um dom para o outro. Nossa conversa foi bem proveitosa. Ele desceu antes de mim, e ao se despedir, me deu um até logo, na esperança de que nos veríamos em breve. Fiquei feliz em conversar com o sr Jacó e ele também ficou, ao conversar comigo. Com esta certeza eu vou ficar: a de que, naquele momento, eu fui um dom para o sr Jacó, e ele também, foi um dom para mim.






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Natural de Recife-Pe

"Cristão é meu nome e Católico é meu sobrenome. Um me designa, enquanto o outro me especifica.Um me distingue, o outro me designa. É por este sobrenome que nosso povo é distinguido dos que são chamados heréticos." (São Paciano de Barcelona, Carta a Sympronian, 375 D.C.)

"Hoje, o que os outros pensam de mim muito pouco me importa [a não ser que sejam pessoas que me amam], porque a minha salvação não depende do que os outros pensam de mim, mas do que Deus sabe a meu respeito".




Minha irmã...
ღஐºSaudade é o amor que fica!ღஐº

"O tempo não pára! A saudade é que faz as coisas pararem no tempo"...

"Duas pessoas que se amam não podem deixar de se encontrar e, pelo mesmo motivo, não podem ser separadas.
Uma  torna a outra 'eterna'
por amor."


Fotos de Valda







"O crucifixo é antes de tudo o sinal distintivo da única e verdadeira religião, a CATÓLICA, depois vem o resto".


"O católico que escolhe seus dogmas e seus mandamentos não é católico, é protestante." (Gustavo Corção)


"Os inimigos do Brasil querem que você se omita.
Mostre-lhes que eles estão enganados e que você está alerta.
O Brasil é, e continuará a ser Terra de Santa Cruz"!


"O PL 122 é uma aberração jurídica, viola a liberdade religiosa e cria uma categoria de indivíduos especiais. Esse Projeto é inconstitucional, ilegítimo e heterofóbico"!

“Olha, eu acho que tem que haver a descriminalização do aborto. Hoje, no Brasil, isso é um absurdo que não haja a descriminalização.” Em sabatina à Folha de S. Paulo - 4 de outubro de 2007. "Eu acho que, o aborto, do ponto de vista de um governo, é uma questão não é de foro íntimo, é uma questão de saúde pública".


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    Trento, 1944.
    Em um refúgio anti-aéreo abrimos ao acaso o Evangelho na página do Testamento de Jesus:
    “Pai, que todos sejam um, como eu e tu”.
    Aquelas palavras pareciam iluminar-se uma a uma. Aquele "todos" foi o nosso horizonte. Aquele Projeto de Unidade a razão da nossa vida.

    Chiara Lubich

    "Os homens gastam-se tanto em palavras que não conseguem entender o silêncio de Deus".
    Dom Hélder




    "A missão materna de Maria em favor dos homens de modo algum obscurece nem diminui a mediação única de Cristo; pelo contrário, até ostenta sua potência, pois todo o salutar influxo da bem-aventurada Virgem deriva dos superabundantes méritos de Cristo, estriba-se em sua mediação, dela depende inteiramente e dela aufere toda a sua força."
    "Com efeito, nenhuma criatura jamais pode ser equiparada ao Verbo encarnado e Redentor. Mas, da mesma forma que o sacerdócio de Cristo é participado de vários modos, seja pelos ministros, seja pelo povo fiel, e da mesma forma que a indivisa bondade de Deus é realmente difundida nas criaturas de modos diversos, assim também a única mediação do Redentor não exclui, antes suscita nas criaturas uma variegada cooperação que participa de uma única fonte."


    "Onde está Pedro, aí está a Igreja católica".
    (Santo Ambrósio)


    "Onde está a Igreja, aí está o Espírito de Deus"...
    "A Igreja é minha mãe... As censuras que lhe são feitas, não carecem, todas, de fundamento. Mas o volume dessas queixas não supera a grandeza do Mistério-Sacramento que é a Santa Igreja, o Corpo de Cristo prolongado". (Santo Agostinho)

    Em nenhum símbolo de Fé temos o atributo "Romana" designando a Igreja de Cristo, isso por que ser designado como Romana não é atributo da Igreja e sim uma referência a sua origem e sua Sé Primaz. Santa, Una, Católica e Apostólica são seus atributos, Romana é sua origem. A Igreja de Cristo nasceu no Império Romano, ganhou o mundo a partir de Roma, e em Roma foi estabelecida a Sé Primaz dessa Igreja, por isso, os cristãos do mundo inteiro devem estar em comunhão com a Sé Romana, onde repousa a Cátedra de Pedro, a Sé Apostólica.



    Conferência Nacional
    dos Bispos do Brasil










    Zilda Arns
    "Viveu como santa, morreu como mártirr".

    Fundadora da Pastoral da Criança, a médica dedicou a existência a minorar o sofrimento dos despossuídos e a evitar o desperdício da vida. Até o último minuto

    A ÚLTIMA PREGAÇÃO
    Escombros da Igreja Sacré Coeur de Tugeau, em cuja casa paroquial Zilda Arns proferiu uma palestra antes de morrer


    Crianças desaparecidas





    Quem bebe e dirige
    pode matar ou morrer




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