Doce Deleite



sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Quando o amor vira dívida


"Deve-se usar de todos os meios para combater a violência.
S
eja física, moral ou financeira".

Reino Unido. Terra da industrialização, do príncipe William, das batatas com peixe e de James Bond. PIB per capita (valor de bens e serviços produzidos divididos pela população) cerca de US$ 35 mil. Percentual de mulheres que já sofreram violência financeira por parte dos companheiros: 89%. São Bento do Una, Agreste de Pernambuco. Terra da avicultura, de Alceu Valença e da corrida da galinha. PIB per capita (segundo o IBGE) de R$ 3.617. As trabalhadoras rurais são as primeiras a chegar no roçado e as últimas a sair, mas o dinheiro fica com os maridos. A violência financeira é um trauma comum na vida de boa parte da mulheres. Mudam as personagens, os locais e as datas. Mas o roteiro é bem parecido e, assim como no cinema europeu, quase nunca tem final feliz.

No Brasil, especialistas ligados ao mercado de trabalho e à economia doméstica dizem que não há pesquisas sobre o assunto. Já no Reino Unido, o assunto é tratado como um problema oficial e o estudo Young Women and financial abuse constatou o alarmante número (89% das entrevistadas) de mulheres que já foram lesadas pelos parceiros. Os dados foram divulgados, na Rádio CBN, pela comentarista Mara Luquet, e mostraram que 75% delas permitiam que o companheiro tivesse acesso às suas contas bancárias, 18% que eles fizessem dívidas em seus nomes e 40% disseram que eles usavam a maior parte de seus salários. Veja a pesquisa em YWCA.

A coordenadora do curso de Economia Doméstica da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Fátima Massena, diz que a maior parte dos problemas locais de violência financeira acontece quando a mulher tem conta corrente conjunta com o marido. Nesses casos, ele administra o orçamento depositado no banco. Seja esse dinheiro recebido só por ele, só por ela ou pelos dois. "Já vi casos de mulheres que precisam pedir dinheiro para comprar uma roupa ou ir ao cabeleireiro. Isso para mim é um dos piores tipos de violência financeira", explica. Segundo ela, tem mulher que nem sabe quanto ganha. É só o dinheiro entrar na conta que ele é retirado pelo parceiro. "Tinha uma amiga minha que era professora e no dia do pagamento, o marido ia com ela ao banco. Ele pagava o dinheiro e ela nem tinha o direito de contar quanto ganhava. As colegas ficavam revoltadas", informa.

Segundo a especialista em mercado de trabalho Tânia Nobre, para a mulher que trabalha fora ter conta conjunta com o marido é um perigo. "O companheiro muita vezes é quem administra o salário dela. Isso acontece até quando a mulher ganha pouco".

Outro tipo de abuso financeiro acontece quando o marido quer que a mulher faça milagres com a renda da família e até cobra notas fiscais de todos os gastos da casa. Mas o pior tipo de abuso financeiro é o roubo, que pode ocorrer com dívidas feitas em nome da esposa, falsificação de assinaturas e até furto de bens. A atriz Suzana Vieira é uma das vítimas mais famosas no País. Segundo ela, o ex-marido levou o conteúdo de seu cofre, com euros, dólares, jóias. Para a vendedora Maria (nome fictício), a perda foi menor em volume, mas a humilhação não pode ser precificada. Seu ex-marido roubou até o videocassete de casa. Mas o pior golpe foi o do falso depósito. Ela dava cheques para o marido depositar, ele colocava o envelope vazio no caixa eletrônico e ficava com o dinheiro.

Em um dia de folga, desconfiada por não receber o extrato de movimentação da sua conta do Itaú, ela foi ao banco e quase desmaiou com a dívida de cerca de R$ 6 mil. "Chorei bastante. Quando cheguei em casa, coloquei as malas dele na porta do quarto, mas ele só saiu depois de três meses". Detalhe: eles moravam na casa dos pais de Maria. Saldo do casamento de 10 anos para ela: uma filha de 14 anos, lembranças da maior humilhação de sua vida e uma dívida que hoje soma R$ 9 mil.

Muito do que acontece atualmente, não é diferente de antes. Imagino que alguém conheça pelo menos uma situação semelhante. É fato que esse tipo de violência não só atingem mulheres de camadas sociais mais baixas, não. Conheço pessoas que se enquadram em duas situações distintas: uma, empregada doméstica, tem seu cartão de crédito na mão do companheiro que faz dívidas para ela pagar; outra, uma funcionária pública federal, com um bom salário, não tem direito nem sequer de ir à manicure sem ter que pedir o seu dinheiro ao marido.

Não bastasse a violência física e moral por qual as mulheres passam, sofrer de violência financeira também, já é demais! Não nos cabe aqui no momento julgar as responsabilidades delas por permitirem tais abusos. O fato é que eles existem e devem ser combatidos.

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Oração da Campanha da Fraternidade - 2009



Bom é louvar-vos, Senhor, nosso Deus,
que nos abrigais à sombra de vossas asas,
defendeis e protegeis a todos nós, vossa família,
como uma mãe, que cuida e guarda seus filhos.

Nesse tempo em que nos chamais à conversão,
à esmola, ao jejum, à oração e à penitência,
pedimos perdão pela violência e pelo ódio
que geram medo e insegurança.
Senhor, que a vossa graça venha até nós
e transforme nosso coração.

Abençoai a vossa Igreja e o vosso povo,
para que a Campanha da Fraternidade
seja um forte instrumento de conversão.
Sejam criadas as condições necessárias
para que todos vivamos em segurança,
na paz e na justiça que desejais.
Amém.

TEMA: Fraternidade E Segurança Pública
LEMA: “A Paz é Fruto da Justiça”
(Is 32, 17)


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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Quarta-feira de cinzas


"Lembra-te de que és pó e para o pó voltarás,
Convertei-vos e crede no Evangelho."


Com a imposição das cinzas, se inicia uma estação espiritual particularmente relevante para todo cristão que quer se preparar dignamente para viver o Mistério Pascal, quer dizer, a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor Jesus.

Este tempo vigoroso do Ano litúrgico se caracteriza pela mensagem bíblica que pode ser resumida em uma palavra: " matanoeiete", que quer dizer "Convertei-vos". Este imperativo é proposto à mente dos fiéis mediante o austero rito da imposição das cinzas, o qual, com as palavras "Convertei-vos e crede no Evangelho" e com a expressão "Lembra-te de que és pó e para o pó voltarás", convida a todos a refletir sobre o dever da conversão, recordando a inexorável caducidade e efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte.

A sugestiva cerimônia das cinzas eleva nossas mentes à realidade eterna que não passa jamais, a Deus; princípio e fim, alfa e ômega de nossa existência. A conversão não é, com efeito, nada mais que um voltar a Deus, valorizando as realidades terrenas sob a luz indefectível de sua verdade. Uma valorização que implica uma consciência cada vez mais diáfana do fato de que estamos de passagem neste fadigoso itinerário sobre a terra, e que nos impulsiona e estimula a trabalhar até o final, a fim de que o Reino de Deus se instaure dentro de nós e triunfe em sua justiça.

Sinônimo de "conversão", é assim mesmo a palavra "penitência"
Penitência como mudança de mentalidade. Penitência como expressão de livre positivo esforço no seguimento de Cristo.

ACI Digital

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domingo, 22 de fevereiro de 2009

Carnaval, Lazer, e Retiros Espirituais



Nos dias de carnaval, um clima de euforia apodera-se da sociedade. No exercício de sua missão eminentemente religiosa, a Igreja deve fazer ouvir sua voz, relembrando os princípios cristãos que animam e dirigem uma festa saudável.

– expressão legítima do homem que encontra sua identidade profunda não apenas no trabalho, mas também do que nasce da sensibilidade, na emoção e no sadio prazer. Mais ainda, é assim que a pessoa atinge a sua dimensão espiritual, elevando-a acima do plano meramente animal, onde inexiste o sentimento e tão somente o instinto. O grande mestre Santo Tomás de Aquino, afirma que “o prazer que sentimos nos atos de diversão, ordena-se a uma certa recreação e ao descanso da alma” (“Suma Teológica”, II-II, q. 168, a. 2, ad 3).

Requer-se, no entanto, para alcançar esta meta, que a diversão tenha certas características. A primeira é que ela não nos afaste da finalidade última, Deus, que o antigo texto do catecismo expressava tão bem na fórmula: “criado para dar glória a Deus”. A recreação mantida neste nível se fundamenta nos valores da justiça, da fraternidade, do respeito de si e dos outros.

O segundo distintivo: o divertimento, o lazer – como o labor físico e mental – encaminham o indivíduo ao seu amadurecimento, a aperfeiçoar-se sempre mais como imagem do Criador e membro da família universal. Unido harmonicamente às ocupações, também o descanso deve nortear-se “para o bem da pessoa e da sociedade” (“Gaudium et Spes”, nº 67). Não pode ser, por conseguinte, uma atitude de fuga do real, de esquecimento puro e simples dos problemas. Conheciam muito bem os romanos a força alienante dos folguedos, quando proporcionavam à população faminta, ou por vezes revoltada e ameaçadora, os grandiosos espetáculos de circo, acompanhados de bastante pão: “panem et circenses”.

Ao perpassar as páginas da História, a decadência dos costumes possui traços semelhantes, nos diversos períodos da Humanidade. Sempre ocorrem nefastos efeitos em todas as crises morais, sejam quais forem as suas aparências.

Um terceiro elemento deve ainda ser considerado. Quando desvirtuada, a diversão pode provocar graves distúrbios, gerar males, principalmente ao deixá-la sob o domínio dos instintos. Explosões de erotismo, abuso do álcool, frenesi que chega ao paroxismo, eis algumas das características da violência incontida, que vem à tona quando a consciência responsável é sacrificada no altar do prazer e o sadio entretenimento se perverte.

O bem da sociedade pede hoje que fale com coragem, mesmo sem alcançar resultados visíveis, sobre as verdadeiras e reais proporções de alegria e folguedos.

Qual o fator predominante? Nosso ambiente está por demais marcado por gestos de brutalidade que nascem das paixões desenfreadas; cenas degradantes no esporte, nas competições que deveriam levar à solidariedade. Estes dias de carnaval costumam arrastar à exacerbação dos desregramentos morais, crimes e acidentes, consequência de excessos alcoólicos e drogas que, inclusive, criam uma imagem desfavorável do Brasil no exterior. Grupos infringem a lei de Deus e dos homens, exorbitando da liberdade e essa libertinagem mancha não apenas seus autores, mas a Nação brasileira.

Uma educação para o divertimento começa na infância, no seio da própria família: prolonga-se no período escolar e continua ao longo de toda a existência. Nela se apresentam os grandes valores do homem, um ideal aberto não somente à própria realização pessoal, mas também à sociedade e ao bem comum. Incluem-se as inúmeras iniciativas que visem a esta integração do ócio com atividades repousantes, a prática de esportes e trabalhos também coletivos. As colônias de férias, quando retamente orientadas, podem contribuir muito para a criação de uma nova mentalidade. Como ainda movimentos conjuntos promovidos pelas comunidades eclesiais de base ou as associações de bairro. Nesses programas estará sempre presente a marca essencial, que a tudo deve presidir como fundamento, inspiração e força motriz: uma autêntica vivência cristã que valoriza o corpo e suas expressões, dignificando-o e elevando-o à grandeza de “imagem e semelhança de Deus”.

Nestes dias de carnaval, muitos se afastam dos festejos ruidosos. São centenas de milhares que deixam o Rio de Janeiro – poderia mesmo dizer que a maioria dos cariocas passa um carnaval muito tranquilo. Alguns, apenas porque não gostam de tais manifestações; outros, ainda, para não se envolverem em problemas. Mas, há quem busque viver uma outra dimensão do seu lazer, aproveitando os dias livres para um encontro mais aprofundado e intenso com o Senhor. São os que fazem seu retiro espiritual. Não se trata de uma fuga, mas de um uso legítimo de lazer. Abrindo-se para a transcendência, dão testemunho da espiritualidade que deve caracterizar o ser humano e que indica o fim último de sua existência. Tornam-se, ainda, sinais de Deus, como que a proclamar que a alegria não pode esgotar-se nas celebrações malsãs, pecaminosas ou simplesmente vazias de uma festa temporal, já que temos outro destino e uma fonte de júbilo que não passa nem deve acabar. Todos eles completam, desta forma, o quadro geral de nossa metrópole. Embora nem sempre sejam notícia, ali estão pelo gosto de viver e não como desertores da vida.

Não identifiquemos o carioca com o carnaval, nem o Rio de Janeiro com as imagens que costumam ser mostradas pela televisão ou estampadas em revistas e jornais. Por trás dessa triste e falsa aparência há uma Cidade digna. Por mais que seja dilapidada, em seus valores morais e materiais, ela sobreviverá.

Dom Eugênio Sales
Arcebispo emérito do Rio de Janeiro

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22:09.
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Carnaval Multicultural - Recife 2009


"Recife poeta. Recife música. Recife passo de frevo, maracatu, caboclinho. Recife múltiplo. Recife múlti. Recife Multicultural. Lugar de gente que ama a vida, inspira alegria, transpira arte. Arte nos tambores, arte nos clarins, carnaval arte. Arte do povo, da democracia, da igualdade multicultural. Do carnaval mais popular do Brasil, que está ecoando seus primeiros acordes. Evoé"!

"Recife: aqui todo mundo brinca".

O Carnaval Multicultural do Recife é assim: democrático, popular e, principalmente, original em seu formato. Totalmente descentralizado, com polos de animação por toda a cidade, o modelo criado pela atual gestão da Prefeitura é um sucesso inegável. Leva possibilidades iguais de diversão e lazer para todos, com conforto, segurança e comodidade. São espetáculos gratuitos e de alta qualidade, seja nas apresentações de agremiações carnavalescas, seja nos shows de palco com artistas e orquestras. Além disso, a intensa programação nos bairros impulsiona a geração de trabalho e renda para os moradores.

Recife. Capital Multicultural do Brasil.



Carnaval Multicultural do Recife. Uma festa que privilegia a inclusão social. Uma manifestação cultural única, que só se vê na capital pernambucana.

Decoração

O traço inconfundível do artista plástico Cícero Dias, aliado aos temas momescos que fizeram parte de toda a vida do carnavalesco , dois dos três homenageados do Carnaval Multicultural do Recife 2009 (o terceiro é o compositor Carlos Fernando), vão colorir as ruas da cidade durante os dias de folia. Elementos que fazem alusão ao presidente do Galo da Madrugada e outros lembrando as figuras do modernista autor da Rosa dos Ventos (Marco Zero) estarão espalhados pelos pólos oficiais montados pela Prefeitura do Recife recepcionando os foliões.

Homenageados:

Enéas Freire

Carlos Fernando

Cícero Dias

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23:46.
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Barack Obama e a cultura da morte


Obama e sua visão pró-aborto



Aqui nos Estados Unidos, a Cultura da Vida sofreu um grande baque com a eleição de Barack Hussein Obama, que poderá ser o presidente mais abortista da história dos Estados Unidos e provavelmente da humanidade, se excetuarmos Hitler, Stalin e Mao. A péssima influência da subcultura difundida pela indústria aborteira americana poderá aumentar ainda mais, se contar, como se pode prever, com o apoio dele à frente do governo americano.

Pois Barack Aborto Obama publicamente não apenas apóia todo tipo de aborto, mesmo o aborto do "nascimento parcial" (partial-birth abortion) no qual se suga o cérebro da criança no momento de nascer; mas também é a favor do infanticídio, pelo qual se deixa de lado crianças já nascidas e consideradas "indesejadas" para morrerem de fome e sede.

É de espantar a ilogicidade, para não dizer insanidade, de muitos americanos que prestam a Barack Obama um tal culto de personalidade. Não há nisso um retrocesso ao período nazista? Seduzidos pela intensa propaganda midiática em torno de sua personalidade, as pessoas ficam a ponto de desconsiderar suas idéias malsãs a respeito da vida.

O povo alemão democraticamente elegeu Adolf Hitler, o qual deu inteiro apoio a matança de quase 6 milhões de seres humanos, considerados "indesejados". Na época, a maioria do povo americano estremeceu de horror ao contemplar o resultado da cultura da morte. A História estaria a se repetir? Democraticamente o povo americano elegeu Barack Obama, o qual dá inteiro apoio a matança dos inocentes, que já contabiliza quase 60 milhões de seres humanos abortados nos Estados Unidos, considerados "indesejados". Mas, desta vez, os massacrados são crianças americanas!

O aborto nos Estados Unidos já assassinou dez vezes mais gente do que o holocausto de judeus ordenado por Hitler. E a maioria do povo americano que votou em Obama, sob efeito do forte impacto da propaganda eleitoral e o silêncio cúmplice de muitos líderes religiosos, não quis levar em conta o alto custo em termos de vidas humanas que tal escolha acarretará.

Amigos, é preciso despertar os adormecidos, encorajar os mais fracos e dar inteiro apoio aos que lutam pela causa do Bem nas nações de língua portuguesa, para que se defendam da péssima influência da Cultura da Morte, oriunda principalmente do país mais poderoso do mundo. Tudo indica que essa má influência crescerá e se difundirá ainda mais por toda a parte.

Por outro lado, há também boas notícias: o Rev. Pe. Thomas Euteneur, Presidente da Human Life International, parabenizou publicamente mais de cinqüenta bispos americanos por suas declarações contrárias às atitudes de muitos neste país que se dizem católicos, mas que ignoram a Cultura da Vida. Merecem menção especial o Bispo da diocese de Sacramento (Califórnia), Dom Soto; de Denver (Colorado), Dom Chaput; de Baker (Oregon), Dom Vasa; de Dallas (Texas), Dom Farrell e Dom Vann; de Scranton (Pennsylvania), Dom Martino; de Wilmington, (Delaware) Dom Malloly; o bispo auxiliar de San Diego (California), Dom Cordileone e o Arcebispo Emérito de Saint Louis, Dom Raymond Burke, hoje Prefeito da Signatura Apostolica em Roma.

Vida Humana Internacional espera e reza para que muitos outros bispos rompam o silêncio e cumpram sua missão de pregar a verdade inteira e sem jaça sobre a Cultura da Vida. "Eles são os nossos pais espirituais. Quando eles demonstram força, nós nos fortalecemos. Quando demonstram fraqueza, nós nos enfraquecemos - e os lobos atacam o redil" - disse o padre Euteneur.

No curso de minhas visitas ao Brasil, Portugal e Moçambique e África do Sul neste ano, pedi a todos os que me ouviram em palestras, ou em entrevistas pelo rádio e televisão, que me enviassem seus endereços email e os de seus amigos também. Dessa forma, estabelecendo contato, poderemos realizar em conjunto a luta contra o aborto em defesa da vida dos inocentes, para formar uma frente única pela Cultura da Vida no mundo de língua portuguesa.

A obra é gigantesca, mas se trabalharmos juntos em nossas respectivas áreas, com a ajuda de Deus teremos uma grande chance de assegurar nossa defesa, de garantir a sobrevivência de nosso povo, e de conservar a cultura cristã, ameaçados como estão pela Cultura da Morte.

"Aborto: aborte essa idéia assassina!".

Raymond de Souza
Onde estão os defensores cristãos de Obama?

Gostaria, agora, de ver a cara de alguns cristãos, evangélicos inclusive, que engrossaram o coro de apoio ao “primeiro presidente negro dos EUA”.
Como é que é? A sua fé religiosa é o combustível de tudo que ele conquistou e fonte de grandes desafios em busca da presidência? Só se for uma fé anti-bíblica, já que a Palavra de Deus não nos aconselha a matar crianças.

Valmir Nascimento Milomem

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22:00.
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Corre que o puritanismo vem aí.


"A distorcida moral calvinista foi uma porta aberta para a infiltração da mentalidade gnóstica entre os protestantes, através da visão pessimista daquilo que é humano e material".


Uma das tendências protestantes que tem se infiltrado hoje entre os católicos é o puritanismo. Mas o que é o puritanismo? Ele consiste em considerar moralmente más coisas que são moralmente neutras.

Por isso é comum pessoas que tenham tendência puritana considerarem, em si mesmo, matérias de pecado coisas como:

- Tomar um copo de cerveja
- Uma mulher se enfeitar
- Usar uma arma de fogo

Esses três exemplos são de atitudes moralmente neutras, que tornam-se atitudes boas ou más dependendo do contexto e da finalidade.

Tomar uma cerveja é matéria de pecado se isso for feito com a intenção de se desinibir para "pegar todas" na noite, mas pode ser algo sadio e virtuoso tomar uma cerveja conversando com os amigos - se Nosso Senhor Jesus Cristo fosse puritano, Ele teria transformado o vinho em água, e não a água em vinho (Jo 2,1-12).

A mulher se enfeitar é matéria de pecado se fizer isso com a finalidade de levar pra cama um homem para adulterar com ela, mas pode ser algo virtuoso se ela se enfeitar com a finalidade de apresentar de forma sadia e equilibrada sua feminilidade diante dos outros.

Usar uma arma de fogo é matéria de pecado se isso for feito com a finalidade de assaltar, mas pode ser algo virtuoso usar a mesma arma como legítima defesa para atacar um agressor, com a finalidade de defender sua vida e a vida da sua família - ver Catecismo da Igreja Católica (Cat. n. 2263-2265).

Poderíamos quem sabe citar aqui outros exemplos de comportamentos puritanos, mas como são situações que dependem do contexto e da finalidade e por isso muitas vezes não são objeto de uma avaliação moral tão objetiva e imediata, ficamos aqui apenas com estes três exemplos. Mas os princípios da moral católica são claros, e devem ser aplicados em cada situação.

"Puritanismo: O Insistente medo de que alguém,
em algum lugar, possa ser feliz."


Como o puritanismo traz uma visão distorcida da moral, é comum encontrarmos pessoas com tendência puritana que são rígidas quando é pra ser flexível e são flexíveis quando é pra serem rígidas.
Pois a moral católica ensina que é necessário sermos rígidos para renunciar à atos que ela considera matéria de pecado, como:

- O uso de métodos contraceptivos artificiais em qualquer situação, ou o uso de métodos naturais sem razões justas para espaçar o nascimento dos filhos (Cat. 2368-2370)

- A recusa em obedecer às normas litúrgicas (creio que não é tão difícil encontrar pessoas com tendências puritanas relativizando as normas litúrgicas, dizendo que "o que vale é o coração"). Curiosidade: a mesma tendência "gnóstica" - logo explicaremos abaixo! - que pode estar por detrás do puritanismo, pode estar também por detrás da desvalorização dos atos externos do culto.

Este puritanismo traz diversos prejuízos:

- Traz consigo uma visão distorcida da moral (incompatível com a moral católica)

- Pode levar um fiel bem intencionado a viver uma vida espiritual demasiadamente pesada em suas práticas (o que em algum momento pode fazê-lo desistir do caminho da virtude)

- Atrapalha o testemunho dos católicos ("Ser católico é isso??? Então eu é que não quero ser...")

Um comportamento puritano pode ter origem simplesmente em um excesso de rigorismo, que surge como uma reação (talvez bem-intencionada) contra o liberalismo moral da revolução cultural em que vivemos. Em termos de psicologia social, um extremismo tende a levar à manifestação de outro extremismo contrário. Mas além disso, o puritanismo moderno é naturalmente reforçado por uma questão histórica, que diz respeito à concepção moral dos protestantes calvinistas e do que isso gerou.

Os protestantes calvinistas acreditavam que cada pessoa já era "predestinada" ao céu ou ao inferno. E na lógica deles, como reconhecer de qual lado cada um se encontra? Pelas atitudes. Isso naturalmente gerou uma ânsia em se desenvolver listas do que se pode e do que não se pode fazer. Sem a autoridade do Sagrado Magistério em matéria de moral (pois estamos falando de protestantes), foi natural que esta ânsia levasse a cair em um extremismo pessimista em diversas matérias morais.

Essa mentalidade abriu as portas para a infiltração de uma tendência "gnóstica" entre os protestantes. O que é a gnose? É uma heresia, fruto do paganismo antigo, que surgiu no primeiro século do cristianismo e considera a matéria como má em si mesma. Para a gnose, o objetivo da vida humana é libertar-se da matéria.

Tudo indica que foi como resposta à gnose que o apóstolo São João, por inspiração divina, escreveu logo no início do Seu Evangelho dizendo: "O Verbo se fez Carne." (Jo 1, 14) Carne, logo matéria, é considerado algo mau pelos gnósticos. O Mistério da Encarnação (Deus se fez fez Carne em Nosso Senhor, assumindo nossa natureza humana!) é uma aberração para eles! Para um gnóstico, se Deus é bom, Ele não poderia tornar-se matéria, que seria má. Os Sete Sacramentos instituídos por Nosso Senhor, pelo qual Ele usa uma realidade humana e material (pão, vinho, água, óleo) para comunicar a graça divina, outra realidade incompreensível para eles. A Eucaristia (Presença Real e substancial de Nosso Senhor em Corpo, Sangue, Alma e Divindade!), uma aberração pior ainda!

A gnose foi em grande parte extirpada pela consolidação da cristandade, mas tendências dela continuaram presente em movimentos pagãos e heréticos (como entre os cátaros).

A distorcida moral calvinista, que mencionamos acima, foi uma porta aberta para a infiltração da mentalidade gnóstica entre os protestantes, através da visão pessimista daquilo que é humano e material. É comum ouvirmos protestantes (e mesmo católicos de alguns setores da Renovação Carismática) afirmar coisas como: "O meu humano me afastou de Deus" Ora, o que me afasta a Deus é o meu pecado, não a minha humanidade em si mesma! Ou então: "Senhor, eu renuncio à minha humanidade!" A pessoa é o que então? Deus? Anjo? Ou quer deixar de existir na hora que faz uma oração assim? Interpretando essas frases de forma literal, elas são um absurdo. E podem refletir uma mentalidade equivocada.

Outra situação que aparece muito nesses meios é o uso do termo "mundo", "mundano", "coisas do mundo" de uma forma pejorativa. Poderia-se argumentar que o próprio São João utilizou esse termo dessa maneira, e é verdade (IJo 2,15); mas São João o fez para referir-se aquilo que é pecado, aquilo que constitui parte de uma mentalidade vigente na cultura da época que não era compatível com a fé cristã. O problema é que alguns com tendência puritana usam o mesmo termo que São João usou para referir-se pejorativamente à realidade seculares que são boas e sadias, como os momentos e locais de lazer, músicas, esportes, a sexualidade em si mesma, e mesmo a vida profissional (que muitas vezes é vista como algo "adversário" ao serviço de Deus, enquanto a santificação do leigo se dá primeiramente, pelas coisas ordinárias, como a vida familiar e profissional – ver Lumen Gentium, n.31).

Tudo isso reflete uma tendência gnóstica, presente entre protestantes e hoje mesmo entre católicos, que muitas vezes está por detrás de um comportamento puritano.

É necessário que os católicos conheçam e dêem a conhecer a moral católica e seus princípios, ao invés de ficar cada um "criando" sua própria moral segundo suas impressões e "achismos", ora caindo em um liberalismo moral (sendo flexível no que é para ser rígido), ora para um puritanismo (sendo rígido no que é para ser flexível).

O Sagrado Magistério da Igreja é, pois, o guardião da moral. Ele é infalível quando define algo em matéria de moral (Cat. 2035), pois disso depende que os homens realizem o projeto de Deus.

"Não te afastes dela (da lei de Deus), nem para a direita, nem para a esquerda." (Josué 1,7)

Fonte: Reino da Virgem Mãe de Deus

Adendo:

A revolução puritana foi um movimento surgido na Inglaterra no século XVI, de confissão calvinista. Esse movimento tanto rejeitava a Igreja Católica como a Anglicana. O puritanismo não conseguiu substituir as estruturas de plausibilidade que o anglicanismo ofereceu à nação inglesa. As estruturas sociais anglicanas permaneceram. Apenas para uma pequena e influente minoria esta situação não era satisfatória, e esse grupo era o dos puritanos, que travaram vigorosas e infrutíferas batalhas com o governo político-religioso da Inglaterra. Em todos esses eventos, o apoio de Calvino foi influente pela tentativa de levar sua doutrina a uma nação cujos laços com Roma haviam sido cortados pela vaidade de um Rei. Muitos dos puritanos fugiram para países como os Estados Unidos a onde perpetraram o Presbiterianismo, oriundo da reforma calvinista da Igreja da Escócia.

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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Os acusadores da Igreja Católica possuem telhado de vidro


Símbolo cristão


Símbolo pagão

"As acusações à moda protestante identificam todo o Cristianismo como uma religião herdeira do paganismo".

Os protestantes que postulam pela tese de que a Igreja Católica tomou empréstimo de doutrinas pagãs, não só confundem convergência com sincretismo religioso, como também mostram ser deliberados em suas análises.

A natureza dos argumentos que eles usam contra a Igreja, desqualifica não só o Catolicismo, mas o Cristianismo como um todo. Veja como pensam alguns estudiosos sobre o assunto:

"O cristianismo não destruiu o paganismo; ele o adotou... a idéia da divina trindade veio do Egito, assim como o Juízo Final e a recompensa dos bons e a punição dos maus." (DURANT, 1944)

"A ressurreição veio da estória síria de Adônis; a estória de um deus morrendo e salvando a humanidade vem do culto a Dionísio, da Trácia; da Pérsia veio o milenarismo, as 'eras do mundo', a luta final do bem e do mal, o dualismo de Satã e Deus, das Trevas e da Luz; no quarto evangelho Cristo é 'a luz que brilha nas Trevas e as trevas não puderam contra ele'. O ritual mitraísta lembrava em muito a Eucaristia da Missa..." (Ibid.).

"Se o paganismo foi conquistado pelo cristianismo, o cristianismo foi corrompido pelo paganismo. O deísmo dos primeiros cristãos foi mudado, pela Igreja de Roma, no incompreensível dogma da Trindade. Muitos dos ensinos pagãos, inventados pelos egípcios e idealizados por Platão, foram considerados dignos de fé. A doutrina da encarnação e da transubstanciação foram adotadas como certas, apesar de serem tão absurdas como o antigo rito pagão de ver as entranhas dos animais para prever o destino dos impérios".(GIBBON, 1891).

"O Épico de Gilgamesh é uma narrativa volumosa de mitologia heróica que incorpora muitos dos mitos religiosos da Mesopotâmia, e é a obra literária completa mais antiga que sobreviveu. [...] Muitas das histórias desse épico foram eventualmente incorporadas no livro de Gênesis. Algumas histórias emprestadas do livro de Gilgamesh são a criação do homem num jardim paradisíaco, a introdução do mal num mundo inocente, e a história do grande dilúvio causado pela perversidade do homem (PAGELS, 2003).

Os fragmentos acima dizem respeito às doutrinas como a Santíssima Trindade, a Encarnação do Verbo, a Ressurreição do Senhor, a criação do homem, nas quais também crêem os cristãos protestantes.

Como se vê as acusações à moda protestante identificam todo o Cristianismo como uma religião herdeira do paganismo. Tal é a conclusão de Duran: "o cristianismo foi a última grande criação do antigo mundo pagão" (DURANT, 1944).

Há também quem diga que o Cristianismo tomou empréstimo de doutrinas do Hinduísmo. Brahma, Vishnu e Shiva compõe a Trindade no Hinduísmo, chamada de Trimurti. Na Trindade do hinduismo, Brahma é o Criador, assim como o "Pai". Vishnu é o protetor que encarna na Terra, assim como o "Filho". Shiva, como o Espírito Santo, é quem destrói as coisas ruins para renovar o Universo.

Como na Trindade cristã, são três deuses formando um só.Outros afirmam que o Cristianismo copiou o Mitraísmo, religião greco-persa. Segundo a mitologia Mitra era um deus que nasceu de uma virgem, morreu e ressuscitou no primeiro dia da semana, redimindo toda a humanidade. Mitra sobe aos céus no carro solar e volta à Terra no julgamento final, para conduzir os bem-aventurados, recompensados por seus méritos, para o reino celestial. Aos de maus princípios, estava reservado o sofrimento eterno.

Dizem que Baco, o deus do vinho, foi também um deus salvador. Teria feito muitos milagres, inclusive a transformação da água em vinho e a multiplicação dos peixes. Em criança, também quiseram matá-lo. Todos os deuses redentores passaram pelo inferno, durante os três dias entre a morte e a ressurreição. Isto é o que teria acontecido com Baco, Osiris, Krishna, Mitra e Adonis. Nestes três dias, os crentes visitavam os seus defuntos, segundo Dupuis, em "L' Origine des tous les cultes".


Conclusão:

Como se pode ver, as semelhanças entre as mitologias pagãs e o Cristianismo como um todo é maior do que pensam alguns. Interessante é a observação de C. S. Lewis. Além de ser um dos maiores defensores da Fé Cristã dos últimos tempos, foi um renomado especialista em mitologias e estórias antigas. Segundo ele:


"A história de Cristo é simplesmente um mito verdadeiro. Um mito que trabalha em nós da mesma forma que os outros, mas com esta diferença tremenda: que ele realmente aconteceu e a pessoa deve estar contente em aceitá-lo na mesma forma, lembrando que é mito de Deus onde os outros são mitos dos homens; isto é, as histórias pagãs são Deus expressando a si mesmo por meio das mentes dos poetas, usando tais imagens como ele as encontrou lá, enquanto o cristianismo é Deus expressando a si mesmo por meio daquilo que chamamos de 'coisas reais' [...] a saber, a encarnação real, a crucificação e a ressurreição." (Hooper,1999).

Esta observação de C.S.Lewis parece estar em plena conformidade com o ensinamento de São Paulo:

"Os pagãos, que não têm a lei, fazendo naturalmente as coisas que são da lei, embora não tenham a lei, a si mesmos servem de lei; eles mostram que o objeto da lei está gravado nos seus corações, dando-lhes testemunho a sua consciência, bem como os seus raciocínios, com os quais se acusam ou se escusam mutuamente" (Rm 2,14-15).

Referências:

GIBBON, Edward. História do Cristianismo, 1891, p. xvi. PAGELS, Elaine . The Gnostic Gospels. Tradução de Scott Bidstrup. Disponível em http://www.str.com.br/Atheos/biblia2.htm. Acessado em 14/09/2006.HOOPER, Walter. The Other Oxford Movement: Tolkien and the Inklings. Incluído como um capítulo em Tolkien: A Celebration, editada por Joseph Pearce (Londres: Fount, 1999), pg 184-185.DURANT, Will. História da Civilização, César e Cristo, parte III, 1944, p. 595.

A semelhança existente entre a doutrina dos povos pagãos e o Cristianismo é algo natural, pois ela indica os elementos verdadeiros que se encontram nas várias doutrinas pagãs, cuja Verdade plena subexiste na Revelação Cristã. Estas semelhanças que são usadas para acusar o Catolicismo de ter tomado empréstimo dos pagãos, também se apresentam na norma doutrinária de nossos acusadores, a saber, o Protestantismo.

Comumente se diz no Protestantismo que a Igreja Católica a fim de agremiar mais fiéis, que normalmente vinham das civilizações pagãs, começou a aceitar algumas de suas práticas pagãs, as quais que se tornaram tão comuns que acabaram se incorporando ao conjunto doutrinal do Catolicismo. Os levantadores de falso testemunho dizem ainda que o Concílio de Nicéia foi a consagração deste sincretismo religioso entre Igreja e Paganismo.Tais acusações são fruto de uma tremenda ignorância da Memória Cristã, isto é, da Fé dos primeiros séculos.

Com toda certeza, os difamadores do Catolicismo, desconhecem os escritos dos Santos Padres do período ante-niceno e niceno. Tais escritos atestam a luta da Igreja contra a religião do império antes e até depois do Concílio de Nicéia.

Quem acusa a Igreja Católica de sincretismo com o Paganismo, ignora o testemunho dos Padres Apologistas, isto é, os testemunhos de homens que durante o período da perseguição e até depois dela, escreveram várias apologias aos Imperadores romanos, mostrando a excelência da doutrina Cristã em relação ao Paganismo, o exemplo de vida dos fiéis que eram exortados a respeitar todas as autoridades constituídas.

A vitória da Igreja com o edito de Milão no tempo do Imperador Teodósio (313 d.C), que deu liberdade de culto aos cristãos; e depois o decreto que levou o Cristianismo ao status de religião oficial do Império no tempo de Constantino, deve-se à brilhante exposição que estes mártires da Fé proporcionaram ao mundo pagão. São eles: Quadrato, com sua obra Carta a Diogneto; Aristides de Atenas com sua Apologia; Atenágoras de Atenas com sua Petição em Favor dos Cristãos; Teófilo de Antioquia com as obras Primeiro livro a Autólico e Segundo livro a Autólico; Hérmias com Escárnio dos filósofos pagãos; Justino de Roma com I Apologia, II Apologia e Diálogo com Trifão e muitos outros.

Por terem vivido antes do tempo da realização do Concílio de Nicéia (325 d.C) na Patrologia (ciência que estuda a vida e a obra dos Santos Padres da Igreja) convencionou-se chamá-los de Padres do Período Ante-Niceno.

Uma outra grande prova contra as difamações gratuitas contra a Igreja Católica, são os escritos dos Padres que viveram durante o período da realização do Concílio de Nicéia e após ele.Ora, se a Igreja conseguiu sua liberdade frente ao Império segundo um sincretismo com o Paganismo, então ela não deveria continuar combatendo as doutrinas pagãs.

Mas ao contrário da imaginação dos inimigos da Igreja, a Verdade é bem diferente.Vários homens célebres da Igreja Antiga dedicaram sua vida ao combate do paganismo e das várias formas de sincretismo de Cristianismo e Paganismo existentes, são eles: Atanásio de Alexandria com sua obra Contra os Pagãos, Apologia contra os Arianos, A Incarnação do Verbo, Depósito de Ário, etc; Basílio de Cesaréia com Tratado sobre o Espírito Santo; Gregório de Nissa com Sobre o Espírito Santo, Sobre a Fé, Contra Eunômio, etc; João Cassiano com Institutas, Sobre a Encarnação do Senhor; Orígines com Contra Celso entre tantos outros.

O combate contra as doutrinas pagãs continuou em tempos posteriores com os escritos de Santo Agostinho, São Jerônimo, São João Crisóstomo, São João Damasceno e tantos outros.

Nossos contendores vêem no simples fato do apoio do Império à Igreja uma concessão desta àquele e não o contrário. Ora, foi o Império que cedeu à Igreja e não o contrário. Os inimigos da Verdade querem distorcer o que é claro, querem achar chifres em cabeça de cavalo ou fazer uma tempestade em um copo d’água.

Se seguirmos esta lógica, deveríamos dizer que o Judaísmo fez concessões aos Imperadores gregos e caldeus quando estes deram liberdade de culto aos judeus e até fizeram da religião de Israel a do Império.Com efeito, encontramos na Bíblia pelo menos 4 reinos favorecendo o Judaísmo com decretos Imperiais: decreto de Assuero (Est 8,8-13), de Ciro (Esd 1,1), de Dario (cf. Eds 6,1-11; 8,36) e de Artaxerxes (cf. Esd 7,8-13; 7,15-19; 7,27-28; Ne 2,1-6). Não seria a primeira vez que Deus se utiliza de Imperadores e Reis para favorecer Seu povo.

É claro que nem tudo que os pagãos tinham era ruim, um exemplo é a Filosofia que até hoje traz vários benefícios ao Pensamento. O que os pagãos tinham de bom a Igreja adotou, pois era bom, e todo benefício vem de Deus.

"Por certo, a ignorância é a fonte de todos os males, e a Sabedoria não é útil para os ignorantes que se julgam sábios; por acaso irá ao médico ou tomará remédios o doente que se julga em pela saúde? Estes são os insensatos que tanto nos fala os livros de Provérbios, Eclesiastes, Eclesiástico, Sabedoria de Salomão e os Salmos.

A Igreja Católica nunca se conformou com a mente do mundo (cf. Rm 12,2) ao contrário do Protestantismo, que já aderiu oficialmente ao controle da natalidade, ao homossexualismo, ao Iluminismo, ao poder político e etc. Ora, não estamos falando de pessoas, mas de Confissões de Fé".


Alessandro Lima

Veritatis Splendor

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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Sionismo evangélico ou evangelho judaizante?


Estava eu de passagem no Púpito Cristão quando me deu um déjà vu ao ler este artigo:

"Lá na minha terrinha (MG) não precisa estudar muito para aprender a tocar berrante... A gente já nasce sabendo!

Assim também nós, quando éramos meninos, estávamos reduzidos à servidão debaixo dos primeiros rudimentos do mundo (...) Mas agora, conhecendo a Deus ou, antes, sendo conhecidos de Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir?" (Gálatas 4, 3.9)

Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo. (Cl 2,8.)

Que Deus nos livre desse evangelho judaizante que quer nos separar da simplicidade que há em Cristo, substituindo o frescor da graça de Deus pelo cheiro de mofo do culto judeu".

"Em muitas igrejas pentecostais brasileiras, está havendo um retorno a tradições e origens judaicas, que provavelmente vai dar o que falar. Isso tem uma carga ideológica e racista de sionismo forte, num mundo onde se acirrou muito a questão da luta religiosa, influenciada pela direita americana. Há igrejas em São Paulo que têm a bandeira de Israel no altar.

Em outras, o pastor instrui os fiéis a guardar o sábado e a utilizar objetos rituais como o candelabro e outros utensílios do antigo Tabernáculo hebreu. Para quê isso? Uma coisa é você abençoar a geração de Abraão; outra é abençoar a atual nação de Israel. A nação de Israel hoje é a manifestação política de uma outra época, há um longo abismo desde os tempos de Abraão. Eu acho esse sionismo evangélico só traz problemas". (Gedeon Alencar - membro da Assembléia de Deus Betesda-SP)


Qualquer semelhança com algo que tenha visto, ouvido ou lido não terá sido uma mera coincidência!


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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Nossa Senhora de Lourdes


Virgem Maria, saúde dos enfermos!

Neste mês de fevereiro invocamos a Mãe de Deus e nossa com o título de Nossa Senhora de Lourdes. Recordamos as aparições da Virgem à jovem Bernadette Soubirous, na gruta de Massabielle, em Lourdes, na França. A primeira aparição se deu no dia 11 de fevereiro de 1858.

Vamos pedir a Maria a saúde que vemos ameaçada, abalada, destruída. Lourdes, com sua fonte sempre viva, é ainda hoje milagre presente entre nós. Aparecida, com suas peregrinações de ação de graças e de súplicas, é a confirmação de que não nos enganamos ao repetir:
"Virgem Maria, saúde dos enfermos, rogai por nós!


Louvando a Maria, o povo fiel a voz repetia de São Gabriel:

Ave, Ave, Ave, Maria!

O anjo, descendo num raio de luz, feliz Bernadete à fonte conduz.

Ave, Ave, Ave, Maria!

A brisa que passa, aviso lhe deu que uma hora de graça soara no céu.

Ave, Ave, Ave, Maria!

Vestida de branco, ela apareceu, trazendo na cinta as cores do céu.

Ave, Ave, Ave, Maria!

Mostrando um rosário na cândida mão, ensina o caminho da santa oração.

Ave, Ave, Ave, Maria!

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Dia Mundial do Enfermo



No dia 11 de fevereiro comemoramos o Dia Mundial do Enfermo. Por isso, considero oportuna uma reflexão sobre um dos pontos que mais suscita questionamentos entre as pessoas: o sofrimento. A dor nos acomete de diversas maneiras e, nos momentos difíceis, muitos se interrogam: Por quê? Por que eu? Por que nesta hora em que eu era tão necessário?

O pensador católico Gabriel Marcel, escrevendo sobre o sofrimento a uma sua prima, definiu-o como “uma revolta metafísica”. Aparentemente, nunca vamos conseguir sondar as razões do sofrimento até as suas profundidades: dores físicas, psíquicas, mentais, a sensação de ser inútil, sentir-se alquebrado, já sem forças. A enfermidade é, de fato, uma tragédia, se a olharmos apenas em si. É uma tragédia que faz parte do nosso dia-a-dia.

Por isso, aqueles que não creem, pautando-se pela superficialidade das coisas, chegam a pensar na eutanásia como “solução” extrema para a enfermidade, o sofrimento e a dor. Na verdade, isto atenta contra a dignidade do ser humano, constituindo-se em pecado contra a vida, o maior dom de Deus. Apenas a fé pode nos conduzir a encarar o sofrimento de forma positiva, como uma situação que pode ser fecunda e libertadora.

Pensar na doença como meio para a santificação pessoal e para a redenção do mundo é algo que parece totalmente anacrônico em relação ao nosso tempo, a era da produtividade e da eficácia. Entretanto, toda enfermidade é um período de humildade, de humilhação mesmo, que expõe nossas próprias fraquezas, submetendo-nos à dependência de outros, encarregados de cuidar de nós. É momento de nos colocarmos face-a-face com nossa finitude humana, diante do Deus vivo e verdadeiro.

Experimentar nossas próprias limitações torna-nos mais humanos e, por isso mesmo, mais próximos de Deus, como Jesus revelou a São Paulo: “Basta-te a minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força” (2Cor 12,9). Por outro lado, a aceitação do sofrimento não pode jamais significar um conformismo masoquista diante dos problemas. Deus nos concedeu aptidões para ser empregadas na construção do mundo e na promoção do próprio ser humano.

No caso específico das doenças, a humanidade evoluiu de tal forma, que uma das primeiras instituições que a era cristã viu surgir foram os hospitais. Alguns eram muito bem providos, para os padrões da época, de médicos, enfermeiros, farmacêuticos e centros de farmacologia, funcionando em pavilhões conexos aos próprios hospitais. Recolhiam-se os enfermos para assisti-los, curá-los, quando possível, buscando debelar as epidemias, tão comuns ainda pela Idade Média em fora. Os doentes em estágio terminal podiam encontrar no hospital um lugar para morrer em paz e bem assistidos.

Atualmente, chegamos a um desenvolvimento científico e tecnológico jamais visto no campo da saúde: pesquisas, análises, farmacologia, novas ténicas que vão avançando, com maior ou menor rapidez, dependendo da área. Decepcionam, porém, os resultados ainda limitados das pesquisas sobre o câncer e o vírus HIV, que já se conseguiu isolar, mas ainda não eliminar. Ambos representam grandes desafios, do ponto de vista científico. A medicina parece estar humilhada diante desses fenômenos.

Evidentemente, não acompanho de perto o progresso científico, mas gostaria de lançar um apelo aos governos e entidades da sociedade civil, no sentido de que as pesquisas sobre doenças ainda incuráveis, verdadeiras tragédias para a humanidade, recebam prioridade de recursos para experimentos. E que estes experimentos não ofendam a dignidade humana, porém respeitem a ética e a moral cristãs. É desumano que se possa dar maior ênfase aos projetos ligados à supremacia política e econômica, como tecnologia espacial e bélica, do que à melhoria da qualidade de vida da população.

Aqui entra a questão da saúde, um dos mais graves problemas do nosso país, em âmbito federal, estadual e municipal. Não se pode usar a enfermidade como trampolim de poder ou como recurso de manobra política. Isso, infelizmente, ainda é feito e eu diria que é, de certo modo, criminoso, porque há leis estabelecidas quanto ao que se deve fazer em atendimento aos enfermos. E os doentes, hospitais e médicos não podem ser joguetes de grupos interessados apenas nos lucros, a qualquer preço.

Sobre os profissionais da saúde cabe, também, uma palavra. Tenho grande veneração por todos, e lhes evoco um trecho do livro do Eclesiástico, no qual o médico é colocado como aquele que parece estar mais próximo da ciência de Deus: “Honra o médico por causa da necessidade, pois foi o Altíssimo quem o criou. (Toda a medicina provém de Deus), e ele recebe presentes do rei: a ciência do médico o eleva em honra; ele é admirado na presença dos grandes. O Altíssimo deu-lhe a ciência da medicina para ser honrado em suas maravilhas; e dela se serve para acalmar as dores e curá-las” (Eclo 38,1-3.6-7).

O próprio Jesus se declarou médico, ao dizer que tinha vindo ao mundo para aqueles que precisavam d’Ele, os doentes (Mt 9,12). A seu exemplo, os que trabalham com os enfermos não são apenas profissionais. Exercem uma missão, a serviço da vida e da saúde, do bem-estar corporal, psicológico e, consequentemente, espiritual daqueles que estão sob seus cuidados. É claro que merecem um salário condizente com seu preparo e esforço, mas sua maior recompensa deve ser a reação positiva do enfermo à sua atuação, à sua presença e à sua competência. Que o Cristo, Médico dos corpos e das almas, por intercessão de São Lucas, padroeiro dos médicos, os abençoe a todos!

Finalizo, relembrando o conteúdo de um texto profundamente consolador: a mensagem do Papa Paulo VI, do dia 8 de dezembro de 1963, na conclusão do Concílio Vaticano II, dedicada “aos pobres, aos doentes e a todos os que sofrem”:

“Para vós todos, irmãos que suportais provações, visitados pelo sofrimento sob infinitas formas, o Concílio tem uma mensagem muito especial. O Concílio sente, fixados sobre ele, os vossos olhos implorantes, brilhantes de febre ou abatidos pela fadiga, olhares interrogadores, que procuram em vão o porquê do sofrimento humano, e que perguntam ansiosamente quando e de onde virá a consolação. Irmãos muito amados, sentimos repercutir profundamente em nossos corações de pais e pastores os vossos gemidos e a vossa dor. E a nossa própria dor aumenta ao pensar que não está no nosso poder trazer-vos a saúde corporal nem a diminuição das vossas dores físicas, que médicos, enfermeiros, e todos os que se consagram aos doentes, se esforçam por minorar com a melhor das boas vontades.

Mas nós temos algo de mais profundo e de mais precioso para vos dar: a única verdade, capaz de responder ao mistério do sofrimento e de vos trazer uma consolação sem ilusões: a fé e a união das dores humanas a Cristo, Filho de Deus, pregado na cruz pelas nossas faltas e para a nossa salvação. Cristo não suprimiu o sofrimento; não quis sequer desvendar inteiramente o seu mistério: tomou-o sobre si, e isto basta para nós compreendermos todo o seu preço. Ó vós todos, que sentis mais duramente o peso da cruz, vós que sois pobres e abandonados, vós que chorais, vós que sois perseguidos por amor da justiça, vós de quem não se fala, vós os desconhecidos da dor, tende coragem: vós sois os preferidos do reino de Deus, que é o reino da esperança, da felicidade e da vida; Vós sois os irmãos de Cristo sofredor; e com Ele, se quereis, vós salvais o mundo. Eis a ciência cristã do sofrimento, a única que dá a paz. Sabei que não estais sós, nem separados, nem abandonados, nem sois inúteis: vós sois os chamados por Cristo, a sua imagem viva e transparente. Em seu nome o Concílio vos saúda com amor, vos agradece, vos assegura a amizade e a assistência da Igreja, e vos abençoa".

Dom Eusébio Oscar Scheid
arcebispo da Arquidiocese do Rio de Janeiro

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domingo, 8 de fevereiro de 2009

Centenário do Dom


Igreja das fronteiras

O centenário de nascimento de Dom Helder - 7 de fevereiro de 2009 - é comemorado no Brasil e em outros países; sua memória é celebrada na Igreja, portanto, além das fronteiras locais. Não se trata de uma comemoração que apenas resgata a sua história, embora tenha também essa face; antes, é uma celebração com o sentido de Ação de Graças a Deus pelo dom de sua existência.

Há pessoas que são lembradas em datas significativas de sua vida, por seu valor e sua contribuição à edificação do bem, no seu tempo e no seu meio. Dom Helder Câmara é sempre lembrado, com merecida reverência, porque conquistou um lugar na história, graças ao legado de sua vida, de sua ação pastoral e de seus escritos.

Obviamente, a comemoração do centenário de Dom Helder não tem caráter de unanimidade que, por sinal, não se encontra na biografia de nenhum mortal. Assim sendo, a Igreja e a sociedade fizeram uma leitura divergente sobre Dom Helder e seu ministério pastoral; esse fenômeno se manifestou no reconhecimento e rejeição de segmentos domésticos na fé, na admiração e oposição de grupos da sociedade e na hostilidade e perseguição de lideranças políticas; são conhecidos fatos e personagens nessa linha de admiração, rejeição e perseguição ao Pastor da Paz, em sua Arquidiocese e no País. (Dom Genival Saraiva de França)


Pátio da Igreja. Na lateral, a Casa Provincial N Sra das Graças
É aqui que todas as tardes, mendigos e moradores de rua sabem onde
encontrar um prato de sopa quente, feita com capricho.


Mas neste dia em que comemoramos o centenário do seu nascimento, no pátio da Igreja das Fronteiras, o clima era de muita festa, confraternização e sobretudo, de muita paz.


Proclamação do Evangelho

Homilia

Por Cristo, com Cristo e em Cristo.

Abraço da paz

A Celebração Eucarística foi presidada por Dom Geraldo Lírio Rocha, presidente da CNBB e concelebrada por Dom José cardoso Sobrinho - arcebispo de Olinda e Recife - e por diversos bispos de diferentes dioceses de Pernambuco e do nordeste. Também estiveram presentes dezenas de padres da arquidiocese e de outras cidades, religiosos, autoridades e todo o povo de Deus.
O povo de Deus


Trechos da homilia de Dom Geraldo Lyrio Rocha, sobre Dom Helder:

Aos 90 anos de idade, em 1999, Dom Hélder partiu para o encontro definitivo com o Pai. Mas, aqui na terra, ele já estava “em suas mãos”, conforme dizia seu lema episcopal. Um de seus poemas expressa bem sua postura mística diante da hora final:

“Um dia para cada um de nós o sol se erguerá pela última vez./Luz, minha irmã, não haverá meios de avisar-me que chegou meu último dia? Ou o melhor ainda é o conselho evangélico: de viver cada dia como se fosse o último, ou ainda melhor, como se fosse sempre o primeiro...”.

Ao chegar à Arquidiocese de Olinda e Recife, Dom Helder dirige sua mensagem de pastora, abre o coração aos seus diocesanos e procura desarmar os espíritos. Sua primeira saudação é permeada de liberdade evangélica:

“quem sou eu e a quem estou falando ou desejando falar – um nordestino falando a nordestinos, com os olhos postos no Brasil, na América Latina e no mundo. Uma criatura humana que se considera irmão de fraqueza e de pecado dos homens de todas as raças e de todos os cantos do mundo. Um cristão se dirigindo a cristãos, mas de coração aberto ecumenicamente, para os homens de todos os credos e de todas as ideologias. Um bispo da Igreja Católica que, à imitação de Cristo, não vem para ser servido, mas para servir...”.

Sua mensagem estava embebida de sabor profético e de teor missionário. Apresenta-se como o bispo de todos ao explicitar sua postura pessoal e suas prioridades:

“Minha porta e meu coração estarão abertos a todos, absolutamente a todos. Cristo morreu por todos: a ninguém devo excluir do diálogo fraterno”.

Boneco gigante de Dom Helder

Lançamento do selo comemorativo

Coral da Universidade Católica de Pernambuco
homenageou Dom Helder cantando "Como é grande o meu amor por você".



Mais notícias em : G1, Jornal do Commercio, ZENIT, Rádio Vaticano

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Dom Hélder e o Bloco da Saudade


"Fevereiro de tantas recordações"

Repetiu-se hoje o que acontecia naturalmente todos os anos no dia 7 de fevereiro: o Bloco da Saudade, celebrando com Dom Hélder mais um aniversário. Em seu centenário, o Bloco, com Getúlio Cavalcante deram um show, cantando e dançando com o povo em mais uma manifestação de carinho e dedicação a um homem que nasceu num domingo de Carnaval e foi "carnavalesco" pela vida afora, mesmo sendo padre, bispo, arcebispo e ser hoje considerado santo, por todos aqueles que o conheceram.

Viva dom Hélder Câmara
, o arcebispo amante da arte que passou a vida a demonstrar o quanto valorizava aquele que houvesse sido tocado pelo dom e não guardasse para si, mas repartisse para todos!

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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Herança do Dom alimenta pobres


Casa Provincial Nossa Senhora das Graças
Convento das Irmãs de Caridade São Vicente de Paulo

Todas as tardes, mendigos e moradores de rua sabem onde encontrar um prato de sopa quente, feita com capricho: ao lado da Igreja das Fronteiras, na Boa Vista, onde funciona o Convento das Irmãs de Caridade de São Vicente de Paulo. Um caldeirão com o alimento é servido pela irmã Catarina Damasceno desde meados da década de 70. Herança de dom Helder Camara que a religiosa faz questão de manter.

“Dom Hélder não podia ver uma pessoa necessitada na rua que ajudava. Tinha sempre um trocado no bolso para dar. Parava para conversar, abraçava, tinha uma palavra de carinho”, conta irmã Catarina. A distribuição da sopa começou para atender as pessoas que o procuravam pedindo comida.

O alimento é preparado com doações que a religiosa ganha. Também o pão que cada morador de rua recebe diariamente. Trabalhando como voluntária no Instituto Materno Infantil de Pernambuco (Imip), ela consegue ajuda de alguns médicos.

Outra fonte de recursos é a venda do livro Mil sementes caídas e algumas apanhadas, escrita pela freira. Na publicação, ela relata os 24 anos em que acompanhou o dia a dia do arcebispo de Olinda e Recife. A obra está à venda no Centro de Documentação Hélder Câmara (Cedhoc), que funciona nos fundos da Igreja das Fronteiras.

Cláudio Vasconcelos, 54 anos, há três morando na rua, elogia a iniciativa de irmã Catarina. “Ela se preocupa com a gente. Tem dia que só como a sopa”, conta. Maro Albuquerque, 50, lembra-se da época em que dom Hélder acompanhava a entrega do alimento. “Ele falava com todo mundo”, diz.

Outra iniciativa inspirada em dom Hélder, o Dom da Partilha, não teve continuidade. Não por vontade do fundador, o médico Assuero Gomes. O projeto, um restaurante popular que oferecia almoço por R$ 1, no Bongi, Zona Oeste, encerrou as atividades no fim de 2007 por falta de recursos. Durou um ano e quatro meses. Cerca de 350 pessoas comiam a quentinha todos os dias.

“No centenário de dom Hélder, homenagens são importantes. Mas a melhor maneira de levar o ideal dele adiante é ajudando os pobres. Era isso que ele fazia. Vale lançar livros, celebrar missas. Mas o pobre, que era quem ele ajudava, continua sem atenção”, observa Assuero Gomes.

Por mês, ele investia aproximadamente R$ 3.500 para oferecer as refeições. Como o dinheiro pago pelas pessoas não cobria as despesas, o projeto teve que acabar. “Mandei 16 cartas para o governo do Estado, prefeituras, empresas, instituições religiosas. Ninguém se prontificou a ajudar o Dom da Partilha”, lamenta o médico.

SOLENIDADE

Ontem, o Dom da Paz foi lembrado em uma sessão solene realizada pela Assembléia Legislativa. A homenagem aconteceu no fim da tarde, no prédio novo do Tribunal de Contas do Estado, batizado Edifício Dom Hélder Câmara, na Rua da Aurora, em Santo Amaro, área central do Recife. A iniciativa foi do deputado Pedro Eurico. Ele trabalhou com dom Heéder na Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Olinda e Recife.

Margarida Azevedo

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Um dom para a eternidade


Na última reportagem da série, a perpetuação do nome do arcebispo emérito de Olinda e Recife que batiza rua, prédio, escola, faculdade, posto de saúde.

Um homem que dedica a vida às causas sociais, à defesa dos necessitados, à busca pela paz e ao combate à miséria, definitivamente, não é esquecido pelo povo. E se atende pelo nome de dom Hélder Camara, mesmo depois de morto, continua imprescindível. É por isso que o arcebispo emérito de Olinda e Recife, que morreu em 1999, batiza rua, prédio, escola, faculdade, posto de saúde. Cada um desses lugares preserva a mensagem de dom Helder.

No próximo sábado, quando ele completaria cem anos de vida, a lista de homenagens póstumas ganha mais uma linha com a inauguração da biblioteca do Espaço Cultural Dom Heéder Câmara, no Cordeiro, Zona Oeste do Recife. A biblioteca é uma iniciativa da organização não governamental Criança Cidadã, que tem apoio do Tribunal de Justiça de Pernambuco.

O espaço conta com cerca de 400 livros infanto-juvenis, incluindo autores consagrados como Machado de Assis, José de Alencar, Ariano Suassuna e Marina Colasanti. Atenderá crianças e adolescentes carentes e tem como objetivo incentivar a leitura, pela compreensão e interpretação de textos, segundo a professora carioca Teresa Cristina Pallottini, que trabalhou com dom Helder no Rio de Janeiro e atuará na biblioteca.

Implantada nas Vilas São Francisco e Nossa Senhora de Fátima, a biblioteca funcionará de segunda a sexta-feira. “A partir do dia 2 de março, iniciaremos o projeto de leitura com professores de escolas que atendem os alunos da comunidade”, diz Teresa Cristina. A inauguração será às 11h. Dom Helder também emprestará seu nome à sede única do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que será construída na Ilha Joana Bezerra, área central do Recife. São dois prédios de 11 andares cada, ainda sem data para ficarem prontos.

“A importância de dom Helder extrapola a seara religiosa. Ele foi um marco, uma voz ativa, um homem que não se curvou às pressões e perseguições da ditadura militar”, destaca o procurador-geral em exercício do MPPE, Itabira de Brito Filho. O procurador acrescenta que a homenagem é justa, porque assim como o arcebispo vivia para ajudar os pobres, a missão do Ministério Público é acolher os humildes.

Dom Helder é nome de uma avenida no Ibura, Zona Sul do Recife, e outra na Zona Norte do Rio de Janeiro (antiga Avenida Suburbana), de uma escola municipal do Recife e de outra em João Pessoa, de um conjunto habitacional em Jaboatão dos Guararapes e de um condomínio no Leblon (RJ). Hoje, a Assembleia Legislativa de Pernambuco presta homenagem ao religioso com sessão solene no prédio novo do Tribunal de Contas do Estado (Edifício Dom Helder Camara), na Rua da Aurora, em Santo Amaro. O evento começa às 18h, numa iniciativa do deputado Pedro Eurico, que trabalhou com o arcebispo.

A Câmara de Vereadores de Paulista, no Grande Recife, aprovou a criação da medalha de direitos humanos dom Helder Camara, para condecorar personalidades e instituições que se destacam nessa área.

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Natural de Recife-Pe

"Cristão é meu nome e Católico é meu sobrenome. Um me designa, enquanto o outro me especifica.Um me distingue, o outro me designa. É por este sobrenome que nosso povo é distinguido dos que são chamados heréticos." (São Paciano de Barcelona, Carta a Sympronian, 375 D.C.)

"Hoje, o que os outros pensam de mim muito pouco me importa [a não ser que sejam pessoas que me amam], porque a minha salvação não depende do que os outros pensam de mim, mas do que Deus sabe a meu respeito".




Minha irmã...
ღஐºSaudade é o amor que fica!ღஐº

"O tempo não pára! A saudade é que faz as coisas pararem no tempo"...

"Duas pessoas que se amam não podem deixar de se encontrar e, pelo mesmo motivo, não podem ser separadas.
Uma  torna a outra 'eterna'
por amor."


Fotos de Valda







"O crucifixo é antes de tudo o sinal distintivo da única e verdadeira religião, a CATÓLICA, depois vem o resto".


"O católico que escolhe seus dogmas e seus mandamentos não é católico, é protestante." (Gustavo Corção)


"Os inimigos do Brasil querem que você se omita.
Mostre-lhes que eles estão enganados e que você está alerta.
O Brasil é, e continuará a ser Terra de Santa Cruz"!


"O PL 122 é uma aberração jurídica, viola a liberdade religiosa e cria uma categoria de indivíduos especiais. Esse Projeto é inconstitucional, ilegítimo e heterofóbico"!

“Olha, eu acho que tem que haver a descriminalização do aborto. Hoje, no Brasil, isso é um absurdo que não haja a descriminalização.” Em sabatina à Folha de S. Paulo - 4 de outubro de 2007. "Eu acho que, o aborto, do ponto de vista de um governo, é uma questão não é de foro íntimo, é uma questão de saúde pública".


Salve meu selinho e
cole em seu blog!



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    Trento, 1944.
    Em um refúgio anti-aéreo abrimos ao acaso o Evangelho na página do Testamento de Jesus:
    “Pai, que todos sejam um, como eu e tu”.
    Aquelas palavras pareciam iluminar-se uma a uma. Aquele "todos" foi o nosso horizonte. Aquele Projeto de Unidade a razão da nossa vida.

    Chiara Lubich

    "Os homens gastam-se tanto em palavras que não conseguem entender o silêncio de Deus".
    Dom Hélder




    "A missão materna de Maria em favor dos homens de modo algum obscurece nem diminui a mediação única de Cristo; pelo contrário, até ostenta sua potência, pois todo o salutar influxo da bem-aventurada Virgem deriva dos superabundantes méritos de Cristo, estriba-se em sua mediação, dela depende inteiramente e dela aufere toda a sua força."
    "Com efeito, nenhuma criatura jamais pode ser equiparada ao Verbo encarnado e Redentor. Mas, da mesma forma que o sacerdócio de Cristo é participado de vários modos, seja pelos ministros, seja pelo povo fiel, e da mesma forma que a indivisa bondade de Deus é realmente difundida nas criaturas de modos diversos, assim também a única mediação do Redentor não exclui, antes suscita nas criaturas uma variegada cooperação que participa de uma única fonte."


    "Onde está Pedro, aí está a Igreja católica".
    (Santo Ambrósio)


    "Onde está a Igreja, aí está o Espírito de Deus"...
    "A Igreja é minha mãe... As censuras que lhe são feitas, não carecem, todas, de fundamento. Mas o volume dessas queixas não supera a grandeza do Mistério-Sacramento que é a Santa Igreja, o Corpo de Cristo prolongado". (Santo Agostinho)

    Em nenhum símbolo de Fé temos o atributo "Romana" designando a Igreja de Cristo, isso por que ser designado como Romana não é atributo da Igreja e sim uma referência a sua origem e sua Sé Primaz. Santa, Una, Católica e Apostólica são seus atributos, Romana é sua origem. A Igreja de Cristo nasceu no Império Romano, ganhou o mundo a partir de Roma, e em Roma foi estabelecida a Sé Primaz dessa Igreja, por isso, os cristãos do mundo inteiro devem estar em comunhão com a Sé Romana, onde repousa a Cátedra de Pedro, a Sé Apostólica.



    Conferência Nacional
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    Zilda Arns
    "Viveu como santa, morreu como mártirr".

    Fundadora da Pastoral da Criança, a médica dedicou a existência a minorar o sofrimento dos despossuídos e a evitar o desperdício da vida. Até o último minuto

    A ÚLTIMA PREGAÇÃO
    Escombros da Igreja Sacré Coeur de Tugeau, em cuja casa paroquial Zilda Arns proferiu uma palestra antes de morrer


    Crianças desaparecidas





    Quem bebe e dirige
    pode matar ou morrer




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