Doce Deleite



sábado, 26 de dezembro de 2009

Fechados no Natal


"Quando deixamos de comemorar o nascimento daquele que proclamamos ser o nosso Senhor e Salvador, contribuímos para que os principais símbolos sagrados de nossa sociedade sejam esquecidos."

1. Muitas igrejas evangélicas, bastante respeitáveis até, não têm realizado nenhuma celebração especial no dia de Natal. Os motivos podem ser dos mais diversos; motivos até mesmo plausíveis.

Um pastor, muito amigo meu, de uma igreja histórica, entendeu, junto com sua comunidade, que neste momento, cada um deve ficar com sua própria família, correr atrás dos preparativos, entre outras coisas, e a igreja não deveria ser um outro compromisso em uma agenda já super lotada.

Em que pese as interessantes argumentações e os plausíveis motivos, sinceramente não acho esta uma boa estratégia.

O protestantismo, há muito tempo, tem sido acusado de promover talvez um dos mais radicais movimentos secularizantes que a história do ocidente já presenciou. Quando deixamos de comemorar o nascimento daquele que proclamamos ser o nosso Senhor e Salvador (ainda que em uma data simbólica), ou seja, o aniversário do nosso Mestre, contribuímos para que os principais símbolos sagrados de nossa sociedade sejam esquecidos.

Depois, não poderemos reclamar quando o Estado, por pressão de alguns, suprimir feriados como o da Páscoa, do Natal, entre outros.

Por isso, dou graças a Deus pela Igreja Católica que, mesmo em datas como as de hoje, abrem seus templos, realizam uma belíssima liturgia, e convida todos os seus fiéis a celebrarem o nascimento do Deus menino que habitou entre nós.

2. A Igreja Católica tem sido a maior responsável pela manutenção da consciência e da memória religiosa do Natal em grande parte da sociedade, e merece ser aplaudida por isso. Por mais difícil que seja, a Igreja de Roma tem persistido em não se deixar sucumbir pelo intenso processo de secularização pela qual passa a nossa sociedade. É por causa da Igreja Católica que os evangélicos - mesmo quando em sua missão catequizadora - não precisam se demorar em explicar termos como o "Filho de Deus", "Santíssima Trindade", "Ressurreição", "Natal", entre outros, visto que o brasileiro médio, de modo geral, já tem estes conceitos em si. Isso sem falar na própria missa que é realizada no Vaticano, uma belíssima cerimônia, que todo evangélico destituído de preconceito, poderia vir a admirar.

Entretanto, sei que nem tudo está perdido. Conheço pessoalmente muitos grupos evangélicos que durante esta semana, de um modo ou de outro, comemoraram o nascimento do Menino Jesus. Com cantatas, comemorações, doação de presentes, etc. Também sei que alguns programas televisivos evangélicos, de menor porte daquelas grandes igrejas, também fizeram honrosas menções ao Natal. Devemos ser gratos do fundo de nosso coração por estes grupos que se permitem comemorar o nascimento de Jesus, e que não permitem que este espirito de secularização domine nossas vidas.


Textos extraídos do blog do Carlos Seino, que podem ser encontradas aqui e aqui.

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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

O Nascimento de Jesus


"O Pai havia tirado todos os esplendores da paternidade divina para que se recolhesse inteiramente na ternura da maternidade humana".

A íngreme estrada era percorrida por outros peregrinos que acorriam a Belém para o recenseamento. Alguns resmungavam, pensando nos negócios interrompidos; outros com impropérios, consideravam aquele censo um ultraje aos livres filhos do Altíssimo por parte dos escravos dos ídolos. Havia também quem, resignado, via em tudo aquilo um castigo de Deus às culpas de Israel. Os que tinham mais bom senso entreviam um desígnio divino naquela imprevista reunificação da descendência de Davi no seu centro de origem e, davam razão a José, que os havia convidado a reconhecer na pobre resolução administrativa o máximo mistério da Providência.

À noite, quando finalmente chegaram à praça do povoado, a encontraram toda iluminada pelos lampiões, principalmente ao redor da entrada da estalagem. José também abriu caminho entre a multidão de peregrinos que gritavam. Junto ao portão, do qual entravam e saiam animais e homens, pediu um lugar para dormir: havia uma mulher, prestes a dar à luz, que precisava de um leito, num lugar apartado. O vigia barbudo o enquadrou da cabeça aos pés e, observando,o seu manto empoeirado, sacudiu a cabeça e respondeu: "Não há lugar para vocês".

Era possível encontrar um lugar num ambiente tão amplo, mas não para um "Zé ninguém", não para uma galiléia prestes a dar à luz. José bateu à porta também de algumas casas, mas em toda parte havia peregrinos chamados ao recenseamento. Para ele, descendente de Davi, e Maria, mãe do Messias, não havia um lugar para dormir na cidade de Davi, na pátria do ungido. Quando até os animais tiveram uma toca, Jesus não encontrará uma pedra onde reclinar a cabeça. Naquele momento, ainda antes de nascer, iniciava a sua renúncia.

José não desanimou. Ao subir pela estrada, havia observado que existiam grutas nas encostas e, por experiência, sabia como se arranjar. Mesmo sofrendo por não poder oferecer algo melhor àquela mulher a quem os arcanjos prestavam homenagem, voltou a descer com ela parte do caminho, distanciando-se um pouco do povoado. Entraram numa gruta onde ouviram um pacífico ruminar de animais. Ele acendeu a tocha que levava consigo e acomodou, com feno, um leito para Maria que já se arrastava...

Assim reclinou-se, em meio aos animais sonolentos, aquela que as gerações iriam chamar de "bem-aventurada", e a quem a Igreja, atônita, daria os títulos de "salvação do mundo", "porta do céu", "dispensadora de riquezas, "hora da criação", "morada da Trindade". Na poesia ela sera invocada também como a "lâmpada dos séculos"; e eis que a mecha do seu lampião se ensopava, soluçando, querendo se apagar, e aquela minúscula luminosidade tornava mais densa a escuridãodo pobre lugar.

O burro de vez em quando, raspava no chão, o vento carregava balidos de ovelhas. José caia de sono, não queria dormir e, de vez em quando, a chamava. Ela estava absorta no silêncio carregado de divino. Um diálogo íntimo discorria entre ela, a mãe, e Deus, o Pai...

E Jesus entrou no mundo: escuridão e vento, solidão e animais. O Criador dos sóis entrou através de um orifício do planeta, como o último filho de uma mulher, para que entre os nascidos ninguém pudesse se lamentar de uma sorte mais infeliz. Mas entrou também como o primeiro filho de uma mulher, recebido com o mais puro amor de mãe.

O Pai havia tirado todos os esplendores da paternidade divina para que se recolhesse inteiramente na ternura da maternidade humana. Naquele instante não teve cantos de anjos e estrondos de trovões, mas a carícia incomparável de Maria, filha predileta do Pai, mãezinha amável do filho.

Revista Mariápolis - Nov/Dez 2003

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domingo, 20 de dezembro de 2009

Sugestões para presentes de natal:



Para seu inimigo, perdão. Para um oponente, tolerância. Para um amigo, seu coração. Para um cliente, serviço. Para tudo, caridade. Para toda criança, um exemplo bom. Para você, respeito.


Oren Arnold.

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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Fiz-me acaso vosso inimigo, dizendo a verdade?


“O padre é a pessoa constituída para presidir o culto divino, santificar o povo de Deus e interceder pela comunidade, no que diz respeito à salvação. Como presbítero, tem também o ofício de ensinar e governar o Povo de Deus em lugar de Jesus Cristo”.

Padre FDP faz mal a um monte de criancinhas... (tem gente que lê esse tipo de coisa e ainda acha o máximo).

Esse e outros impropérios foram proferidos por um sujeito que ficou indignado porque um Padre Italiano, Dino Bottino, celebrou uma Missa para crianças, onde revelou para todas elas que Papai Noel não existe...

Fazendo uma pesquisa no google cheguei até o blog de Jorge Ferraz, e foi através da postagem dele que pude ler tamanha estupidez proferida por um sujeito abjeto. Não tendo um motivo plausível para ofender um ungido de Deus, resolveu mostrar o seu ódio utilizando palavras de baixo calão ao referir-se ao sacerdote. Nada do que o Padre falou foi prejudicial para as crianças; pelo contrário, o Padre Dino Bottino fez mais do que certo ao desmestificar essa figura ridícula que em nada lembra o verdadeiro sentido Natal.

Papai Noel não existe, mesmo! O nome papai noel seria uma corruptela do nome São Nicolau, um Bispo romano que viveu no século V. São Nicolau, Bispo de Mira, um santo venerado pelos gregos e latinos no dia 6 de dezembro... A lenda de sua dádiva oferecida as escondidas, de dotes, às três filhas de um cidadão empobrecido... diz se ter originado o costume de dar presentes as escondidas no dia de São Nicolau (6 de dezembro), o que mais tarde foi transferido para o dia de Natal. Daí a associação do Natal com São Nicolau (Papai Noel), que sorrateiramente a idéia é fazê-lo substituir o Papai do Céu. (Enciclopédia Britânica, vol.19, páginas 648-649, 11ª edição inglesa).

Este pertinente comentário feito por Jorge Ferraz tem tudo a ver com a desfaçatez do sujeito, autor do tosquíssimo post:

"No meio de um ataque de raiva completamente injustificado, o autor do blog dirige as suas invectivas contra um padre italiano que cometeu o "gravíssimo pecado" de contar para as crianças que Papai Noel não existe! E o motivo de semelhante ira santa é, justamente, (...) os falsos símbolos natalinos. Ele não consegue conceber “Deus” e “Papai Noel” como pertencentes a ordens de conhecimento distintas. Não percebe a diferença entre uma fábula e uma conclusão metafísica. Para ele, Papai Noel e o Deus Altíssimo são dois “velhinhos”, e a única diferença é que o primeiro é bonzinho e, o segundo, cruel"...

...Será que as crianças são capazes de fazer a distinção cognitiva necessária entre o Menino Jesus e Papai Noel que até mesmo alguns adultos alfabetizados são incapazes de fazer?

Sim, eu acredito. Acredito que as crianças são capazes de fazer a distinção, ao contrário de muitos adulos, como os pais delas, por exemplo.

Mas apesar de toda a polêmica, o padre Bottino não se abalou. "Eu disse às crianças que o Papai Noel era uma invenção que não tinha nada a ver com a estória do Natal cristão. E eu repetiria isso de novo, se tivesse chance!", afirmou o prelado.

E disse ainda que nunca teve a intenção de magoar ninguém, mas tem o dever de distiguir a realidade de Jesus da estória do Papai Noel, que é uma fábula como Cinderela e Branca de Neve.

A fonte das fontes



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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Oitava do Natal



Estamos no período da Oitava do Natal, período este que se inicia em 25 de dezembro e se prolonga até o dia 01 de janeiro. Porém o Natal é uma festa que não tem data para terminar. Devemos fazer com que ele se estenda durante todo o ano, que não seja apenas uma simples festa de confraternização entre colegas de trabalho, amigos e familiares, mas uma festa no verdadeiro sentido que esta palavra encerra: o dia do Nascimento de Jesus Cristo, Senhor nosso.

Mas é isso que sempre acontece todo ano. O Natal não é apenas uma época de confraternização universal, mas a data que mais impulsiona os negócios no mundo inteiro. Por trás das comemorações, há uma grande cadeia produtiva e comercial que movimenta praticamente todos os setores da economia.

É uma época em que as pessoas gastam dinheiro, e decorar suas casas, trocar presentes, está se tornando mais e mais importante, relegando em segundo plano o grande protagonista da festa. Até em países sem histórico religioso, os habitantes estão começando a ver o Natal como uma festa familiar bonita e interessante e se sentem estimulados a fazer dele uma festa do consumismo. A tradição de enfeitar a casa, reunir a família para a ceia e a troca de presentes, se mantém mesmo em tempos de crise, e os consumidores não abrem mão disso.

Mas em meio a toda essa onda de consumismo desenfreado ainda há uma preocupação em se proporcionar um Natal digno às pessoas mais carentes. Graças a esse "espírito" do Natal, elas podem receber a atenção merecida daqueles que durante o ano ignoraram as suas existências. Não fosse as instituições não-governamentais, a Igreja e pessoas de boa vontade que durante todo ano deram-lhes a devida assistência, passariam despercebidas pela grande maioria que nesta época tentam diminuir o peso de suas consciências presenteando-as.

Que todos nós possamos fazer de nossas vidas um perene Natal. Que em 2009 possamos ser melhores do que fomos em 2008. Que Ele, o aniversariante, nasça e renasça em nós todos os dias.

"Deus ordena que cada cristão ame o outro até a doação total de si mesmo, como Jesus ensinou e fez".

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quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Onde e quando nasceu Jesus?



Perguntemos a Maria de Madalena, onde e quando nasceu Jesus. E ela nos responderá: - Jesus nasceu em Betânia. Foi certa vez, que a sua voz, tão cheia de pureza e santidade, despertou em mim a sensação de uma vida nova com a qual até então jamais sonhara.

Perguntemos a Pedro quando se deu o nascimento de Jesus. Ele nos responderá: - Jesus nasceu no pátio do palácio de Caifás, na noite em que o galo cantou pela terceira vez, no momento em que eu o havia negado. Foi nesse instante que acordou minha consciência para a verdadeira vida.

Perguntemos a Paulo de Tarso, quando se deu o nascimento de Jesus. Ele nos responderá: - Jesus nasceu na Estrada de Damasco quando, envolvido por intensa luz que me deixou cego, pude ver a figura nobre e serena que me perguntava: "Saulo, Saulo porque tu me persegues?" E na cegueira passei a enxergar um mundo novo quando eu lhe disse: " Senhor, o que queres que eu faça?!"

Perguntemos a Francisco de Assis o que ele sabe sobre o nascimento de Jesus. Ele nos responderá: - Ele nasceu no dia em que, na praça de Assis entreguei minha bolsa, minhas roupas e até meu nome para segui-lo incondicionalmente, pois sabia que somente ele é a fonte inesgotável de amor.

Perguntemos a Joana de Cusa onde e quando nasceu Jesus. E ela nos responderá: - Jesus nasceu no dia em que, amarrada ao poste do circo em Roma, eu ouvi o povo gritar: "Negue! Negue!" E o soldado com a tocha acesa dizendo: "Este teu Cristo ensinou-lhe apenas a morrer?" Foi neste instante que, sentindo o fogo subir pelo meu corpo, pude com toda certeza e sinceridade dizer: "Não me ensinou só isso, Jesus ensinou-me também a amá-lo."

"Perguntemos, a Maria de Nazaré onde e quando nasceu Jesus. E ela nos responderá: - Jesus nasceu em Belém. Foi quando O segurei em meus braços e senti se cumprir a promessa através daquele Menino que Deus enviara ao mundo, para ensinar aos homens o amor".

E você?...Não sabe ainda?.... Tens dúvidas e questionamentos?... Peça então em oração e ele nascerá para você.



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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Festa para todos


"Nós não seremos cristãos autênticos se não dermos ao Natal o seu justo sentido, se não soubermos extrair deste mistério encantador, circundado por tantas aparências, a verdade que ele encerra".

Nestes dias de Natal, inclusive nos países onde predomina o inverno mais rigoroso, uma tepidez espiritual invade as casas.
Há alguma coisa no ar como em nenhuma outra época. Um clima que traduz uma chegada.

Nem todos falam disso, mas todos percebem. Até aqueles que não crêem em Deus inventam alguma fábula ou personagem para justificar a exigência que sentem de felicitar, de se alegrar.

Já faz algumas semanas, as ruas, as lojas, as casas resplandecem de luzes, cobrem-se de cores, especialmente nas cidades maiores.
E, depois, todo coração se torna melhor no Natal. Refletem isso os presentes que muitos trocam.

Belo costume, esse!
Como imaginar um ano sem Natal?
Entretanto, sentimos que alguma coisa falta na sociedade de hoje... mesmo no Natal.

Todas essas exterioridades feitas de canções não são contrabalançadas por uma meditação profunda sobre o que é o Natal. A quem fazemos festa? Aos nossos filhos? A nós mesmos? A quem?

Por acaso, não é Jesus o preterido da maioria, o rejeitado do mundo, o esquecido de muitos, o centro, o único e exclusivo centro desta grande festa do ano?

Sim, é ele.
E queremos fazer sobressair a figura e a contemplação de Jesus acima de qualquer outra manifestação. Queremos que ecoe o seu nome acima de qualquer outro canto; que brilhe a sua luz mais do que qualquer outro lume externo.

Jesus, o Emanuel, o "Deus conosco", explica o Natal.
Explica sim, pois o Filho de Deus, puríssimo espírito, assumiu a nossa carne, nasceu criança entre nós, como qualquer outra criança, cerca de dois mil anos atrás.

Tudo isto fez para partilhar da nossa vida, crescer, trabalhar como nós, fundar a Igreja, morrer pela nossa salvação, a fim de nos levar, após esta vida, para a Vida à qual ele voltou ascen¬dendo ao Céu.

O Natal mostra o amor que Deus tem por nós.
Jesus menino é o presente mais excelso que o Céu já deu à terra, esta minúscula Terra perdida na imensidão dos espaços, entre bilhões de estrelas, mas tão eleita, tão escolhida, a ponto de se tornar morada do Deus verdadeiro que se fez homem.

O Natal nos proclama que Deus nos ama, que Deus é amor.
E nós não seremos cristãos autênticos se não dermos ao Natal o seu justo sentido, se não soubermos extrair deste mistério encantador, circundado por tantas aparências, a verdade que ele encerra.

Devemos fazer eco aos anjos que o anunciaram aos pastores e não perder nenhuma ocasião para comunicar aos irmãos, aos amigos, aos colegas, ao mundo, que o Amor desceu à terra por todos nós, cada um de nós, que no Natal ninguém se deve sentir só, abandonado, órfão, infeliz.

Jesus não veio só para os brancos, nem só para os negros; não veio só para os europeus, tampouco somente para outros povos. Deus se fez homem pela humanidade inteira, portanto, por todos e cada um de nós.

Então, é festa para todos, alegria para todos, liberdade para todos, paz para todos.

Ed. Cidade Nova dez/2008

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Natal



O Natal é mais do que a comemoração de um simples nascimento. Comemoramos a entrada de Deus na nossa História. O Filho, o Verbo divino, Deus de Deus, deixa a glória celeste, se despoja inteiramente e se encarna no seio da Virgem Maria. Quanta humildade! Quanto amor pela humanidade! Deus vem em nosso socorro. Ao encarnar toma nos ombros a humanidade, a ovelha perdida. Sendo onipotente, fica totalmente dependente dos cuidados de Sua mãe; sendo onisciente, Sua única manifestação é o choro; sendo onipresente, está limitado pela natureza humana. Deus, não podendo dar mais, deu a Si mesmo e pede a nós que Lhe demos nosso coração, nossa vida, que retribuamos este amor, nesta verdadeira troca de presentes. Se esta troca não ocorrer, todas as outras serão inúteis e o Natal passará a ser somente mais uma festa. Voltemos o olhar a Jesus, nosso Deus e Salvador e abandonemos os pecados, o orgulho, a indiferença, o desamor.


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terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Cristo é a razão do Natal


Ele está chegando!


"Bento XVI convida a montar presépio em casa ao abençoar as imagens do Menino Jesus trazidas por crianças de Roma".

CIDADE DO VATICANO, domingo, 14 de dezembro de 2008.- Em meio às imagens consumistas do Natal, Bento XVI convidou as pessoas a montarem o presépio em casa, destacando o papel central do Menino Jesus.

Neste domingo, ao meio-dia, havia mais crianças do que de costuma na Praça de São Pedro, para rezar a oração mariana do Ângelus com o Papa.

Eram crianças de escolas e paróquias de Roma, que traziam as imagens do Menino Jesus que depois colocariam nos presépios de suas casas, paróquias e colégios.

O bispo da Cidade Eterna lhes dedicou uma oração, para ser rezada ao colocar a imagens do Menino Jesus no presépio, desejando que neste Natal Ele seja acolhido em todas as casas do mundo.

Na oração que o Papa rezou e entregou às crianças se pede para que as imagens de Jesus, «que logo estará entre nós, sejam em nossas casas um sinal da sua presença e do seu amor».

Dirigindo-se a Deus Pai, o Papa pediu que abrisse «nosso coração, para que saibamos receber Jesus na alegria, fazer sempre o que Ele pedir e vê-lo em todos os que têm necessidade do nosso amor».

O Papa concluiu desejando que Jesus «seja acolhido com amor em todas as casas de Roma e do mundo».

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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

No Natal, o Menino Jesus vem ao nosso encontro.


"Deus amou o mundo de tal modo, que lhe deu Seu Filho Único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus não enviou o filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. Quem Nele crê não é condenado." (João 3, 16-18)

No Natal, o Menino Jesus vem ao nosso encontro, nascendo na pobre gruta de Belém. Verdadeiro Deus e Verdadeiro Homem, Nosso Senhor Jesus Cristo se encarnou no Ventre Imaculado da Santíssima Virgem por obra do Espírito Santo, e se entregou livremente para pagar pelos nossos pecados na cruz. É ele quem, por meio da Sua Paixão, Morte e Ressurreição, nos dá a vida eterna.

No Ventre Imaculado da Santíssima Virgem acontece o Mistério da Encarnação. São Luis Maria Montfort fala da Mãe de Deus dizendo que "por Ela Jesus Cristo vem a nós, e por Ela devemos ir a Ele." (Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, 85) Que neste Natal, pela intercessão poderosa da Santíssima Virgem, o Menino Jesus possa nascer em nossos corações!

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Cidades Novas



Neste período, apesar do frenesi das ruas e das vitrines lotadas de apelos consumistas, temos sempre a possibilidade de parar para refletirmos um pouco em torno de nossa caminhada como humanidade. Dezembro é um mês recheado de simbologia, principalmente por suas datas comemorativas. Há 60 anos, por exemplo, foi firmada a Declaração Universal dos Direitos Humanos, referencial obrigatório para medir o grau de justiça das políticas públicas. Também recordamos com pesar os 20 anos do assassinato do seringueiro Chico Mendes.

Para o mundo ocindental, a data das datas é o dia em que se comemora o nascimento de Jesus de Nazaré: uma criança, o Filho de Deus que veio apresentar ao mundo uma nova proposta de vida em comunidade.

Se o desenho da sociedade política no momento do nascimento de Jesus pode ser representado por uma pirâmide, que tinha no seu ápice o soberano - faraó, rei ou imperador - detentor de todo o poder, e na sua base estava o povo que não possuia uma valor em si mesmo, depois de Jesus essa configuração mudou. Com a sua revelação de Deus como um pai que ama todos os seus filhos e filhas sem distinção, homens e mulheres passam a ser herdeiros, possuidores de realeza pelo simples fato de serem humanos.

Jesus vai mais além: o seu Deus não está distante, mas presente no meio da humanidade reunida em seu nome. De fato, lê-se nos Evangelhos: "onde dois ou mais estão unidos em meu nome, eu estou no meio deles". Com essa afirmação jesus sinaliza para um novo desenho de organização política. Não mais piramidal, mas circular, onde a expressão do poder soberano é o reslutado do amor fraterno que circula entre os membros da comunidade humana.

A experiência de vida de Jesus de Nazaré sustenta sua afirmação. Ele não nasceu num palácio imperial, mas numa manjedoura, após haver sido rejeitado pelas hospedarias. Foi rodeado por pastores e agricultores. Ele não se coloca acima, mas ao lado da humanidade, em suas dores e realizações: como exilado no Egito, como filho ajudando seus pais nos trabalhos de carpintaria, como mestre demonstrando com sua reflexão uma nova forma de pensar o mundo. Viveu com absoluta convicção sua fé na revolução do que é capaz o amor, a ponto de ser condenado por isso. Na cruz (a pior das condenações) visitou o "último lugar", igualando-se aos marginalizados, emprobecidos e oprimidos. E, no momento extremo de sua vida, sentiu-se abandonado pelo Pai.

Ao reentregar seu espírito abandonado ao Pai, perdoou-nos e entregou-nos a ele: por meio desse último ato livre, recompõe a unidade da humanidade com Deus e da humanidade entre si. Na ressurreição de Jesus, estamos todos nós; com ele nasce a fraternidade verdadeira, porque viveu até o fim aquilo que anunciou.

O exemplo e a mensagem de Jesus de Nazaré nos desafiam a rever nosso compromisso social na construção da vida em nossas cidades. Para podermos ter cidades novas, é preciso um compromisso concreto com uma prática política fraterna, na qual todos - sem exceção - estejam incluídos de forma responsável, participativa e solidária.

Alexandre Aragão
Educador social e especialista em políticas públicas.
Fonte: Revista Cidade Nova

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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Breve catequese sobre o Tempo do Advento



Inicia-se o Tempo do Advento, do latim Adventus que significa"chegada", do verbo Advenire: "chegar a". É o primeiro tempo do Ano litúrgico, o qual antecede o Natal. É um tempo de preparação e alegria, de expectativa, onde os fiéis, esperando o Nascimento de Jesus Cristo, vivem o arrependimento e promovem a fraternidade e a Paz. No calendário religioso este tempo corresponde às quatro semanas que antecedem o Natal. Começa no primeiro Domingo após o Tempo Comum e termina no dia 24 de dezembro, véspera da solenidade do Natal. Tem a duração de aproximadamente quatro semanas.

No Advento esperamos a chegada do Filho de Deus, Essa espera é ativa, ou seja, não O esperamos de braços cruzados, e sim preparando a sua vinda. Por isso esse é um tempo de oração, reflexão e ação. Nós cristãos, preparamos nosso coração, as nossa família e a nossa comunidade para acolher Jesus.

Advento também é tempo de conversão. Todos os dias do ano são dias de conversão. A conversão é um processo! Ninguém de nós já está convertido; estamos todos, a todos os instantes nos convertendo. No Advento, nos convertemos à medida em que nos preparamos para acolher Jesus e, acolhendo-O, praticamos o que ele ensinou.

A Celebração do Advento contempla tanto a primeira vinda de Jesus, o Natal, como a segunda e definitiva vinda, a Parusia. A primeira vinda é também um tempo em que, por meio desta lembrança, voltam-se os corações para a expectativa da segunda no fim dos tempos. Por este duplo motivo, o Tempo do Advento se apresenta como um tempo de piedosa e alegre expectativa.

Liturgicamente o tempo do Advento é dividido em duas partes, sem que a unidade seja prejudicada. Na primeira parte, do 1º Domingo até o dia 16 de dezembro, a liturgia exprime o aspecto escatológico do Advento, impelindo os ânimos à espera da segunda vinda de Cristo; na segunda parte, os dias da semana entre 17 e 24 de dezembro ordenam-se mais diretamente à preparação do nascimento do Senhor. Pelas leituras das Missas, o quarto Domingo do Advento aparece como o Domingo dos Patriarcas do Antigo Testamento e da Bem-aventurada Virgem Maria, na expectativa do Natal do Senhor.

A Igreja recomenda que as celebrações do Advento sejam moderadas, isto é, que não antecipem a alegria e o júbilo do dia do Natal. Assim, o Advento é a espera alegre, e o Natal a festa da chegada.

Para que possamos celebrar com proveito o Tempo do Advento, primeiro devemos participar das celebrações na comunidade, juntos com os irmãos e irmãs na fé. Depois, rezando individualmente e em família, lendo e refletindo a palavra de Deus, celebrando com as famílias vizinhas à nossa, a Novena em preparação para o Natal.

Dentre as celebrações do Advento a mais importante e a mais significativa é a celebração da Eucaristia. Toda a liturgia que envolve a Missa no Tempo do Advento nos ajuda a tomar consciência da primeira vinda de Cristo, e da sua vinda definitiva no final dos tempos. Na Missa é o próprio Cristo que se apresenta como Sacerdote e Oferenda; ao oferecer-se ao Pai, Ele, na força do Espírito Santo, oferece-se também a nós. Nas comunidades onde não há Missa, os católicos são convidados a participarem da celebração da Palavra e, onde for possível, também o Rito da Comunhão.

Os textos bíblicos sugeridos que podemos ler na primeira parte do Advento, ou seja, do primeiro Domingo ao dia 16 de dezembro, são os seguintes: Isaías 2,1-5; 4,2-6; 11,1-10; 25,6-10a; 26,1-6, 29,17-24; 35,1-10; 40,1-11.25-31; 41,13-20; Mateus 3,1-12; 18,12-14; 24,37-44; 25,31-46; Lucas 7,19-23; 2Coríntios 5,1-10; 1Tessalonissenses 5-1-11; 2Tessalonissenses 2,1-16; Tiago 5,7-11; 2Pedro 3,1-16; Apocalipse 21-1,8.

Os textos bíblicos sugeridos para a segunda parte do Advento, de 17 a 24 de dezembro, são os seguintes: Gênesis 49,8-10; Jeremias 23,5-8; Juízes 13,2-7; Isaías 7,10-14.35,1-10; Sofonias 3,14-18a; 1Samuel 1,24-28. 7,1-16 ; Malaquias 3,1-4; Lucas 1,5-80.2,1-20; Romanos 1-1-7; Tiago 5,7-10. Para o Natal: Lucas 2,1-20.

Padre Cristovam Lubel

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segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Noite de Natal


"Amanhã será varrida da terra a iniqüidade"

A festa de Natal, para a qual a Igreja nos prepara com a liturgia do advento, não é nenhum dia de romantismo sentimental, mas sim a festa régia do Deus todo-poderoso, que contou o tempo e finalmente vem redimir seu povo. Apesar de o Messias se apresentar inicialmente na forma de uma criança indefesa, Herodes o considerou suficientemente perigoso para mobilizar contra ele o seu exército. Ele é o Cristo forte a quem foi dado todo o poder no Céu e na Terra, o Redentor por quem, com ardente ânsia, os oprimidos esperam. Por isso, na véspera de Natal, a Igreja proclama a mensagem alentadora: "Amanhã será varrida da terra a iniqüidade!".

Existe muita injustiça na Terra. Injustiça que cometemos e injustiça que sofremos. Injustiça como punição pela própria incompetência e injustiça cometida sem motivo. Injustiça desencadeadora pelos pecados dos nossos pais e injustiça causada pelo ódio à Igreja perseguida. Toda esta injustiça será varrida do mundo por Cristo.

Isto não significa que nós possamos esperar – como os judeus – um Messias político, ou ainda que devamos imaginar a salvação como uma campanha de punição contra exploradores e ditadores. Tampouco devemos esperar do Senhor alguma reforma social que transforme a Terra em Paraíso, pois Cristo não é nenhum político, nenhum general e nenhum líder sindical. Ele é o filho de Deus, que se fez homem para trazer às pessoas a vida divina e que, conseqüentemente, nos chama a sermos perfeitos como perfeito é o Pai celeste. Somente à medida que correspondermos a esta vocação, a injustiça desaparecerá da Terra.

Somos pessoalmente responsáveis pela porção do Reino de Deus que nós mesmos representamos. Somente quando Cristo for o único fio condutor do nosso agir, quando fizermos o que ele fez e recusarmos o que ele rejeitou, quando o seu amor por Deus e pelas pessoas irromper irresistivelmente para fora através de nós, quando o Pai reconhecer em nós seu Filho, quando pastores e reis, poderosos e oprimidos se ajoelharem atônitos de alegria por descobrirem em nós o Redentor, só então Cristo nascerá nos dias de hoje e em nós, e poderá haver paz na Terra.

Mas se não houver lugar para Cristo no albergue do nosso coração, a injustiça após o Natal continuará tão grande como antes.

Meditação extraída do livro "Um Mendigo de Deus"
Padre Werenfried van Straaten

AIS BRASIL

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Natural de Recife-Pe

"Cristão é meu nome e Católico é meu sobrenome. Um me designa, enquanto o outro me especifica.Um me distingue, o outro me designa. É por este sobrenome que nosso povo é distinguido dos que são chamados heréticos." (São Paciano de Barcelona, Carta a Sympronian, 375 D.C.)

"Hoje, o que os outros pensam de mim muito pouco me importa [a não ser que sejam pessoas que me amam], porque a minha salvação não depende do que os outros pensam de mim, mas do que Deus sabe a meu respeito".




Minha irmã...
ღஐºSaudade é o amor que fica!ღஐº

"O tempo não pára! A saudade é que faz as coisas pararem no tempo"...

"Duas pessoas que se amam não podem deixar de se encontrar e, pelo mesmo motivo, não podem ser separadas.
Uma  torna a outra 'eterna'
por amor."


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"O crucifixo é antes de tudo o sinal distintivo da única e verdadeira religião, a CATÓLICA, depois vem o resto".


"O católico que escolhe seus dogmas e seus mandamentos não é católico, é protestante." (Gustavo Corção)


"Os inimigos do Brasil querem que você se omita.
Mostre-lhes que eles estão enganados e que você está alerta.
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"O PL 122 é uma aberração jurídica, viola a liberdade religiosa e cria uma categoria de indivíduos especiais. Esse Projeto é inconstitucional, ilegítimo e heterofóbico"!

“Olha, eu acho que tem que haver a descriminalização do aborto. Hoje, no Brasil, isso é um absurdo que não haja a descriminalização.” Em sabatina à Folha de S. Paulo - 4 de outubro de 2007. "Eu acho que, o aborto, do ponto de vista de um governo, é uma questão não é de foro íntimo, é uma questão de saúde pública".


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    "Onde está Pedro, aí está a Igreja católica".
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    Em nenhum símbolo de Fé temos o atributo "Romana" designando a Igreja de Cristo, isso por que ser designado como Romana não é atributo da Igreja e sim uma referência a sua origem e sua Sé Primaz. Santa, Una, Católica e Apostólica são seus atributos, Romana é sua origem. A Igreja de Cristo nasceu no Império Romano, ganhou o mundo a partir de Roma, e em Roma foi estabelecida a Sé Primaz dessa Igreja, por isso, os cristãos do mundo inteiro devem estar em comunhão com a Sé Romana, onde repousa a Cátedra de Pedro, a Sé Apostólica.



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